A FARMÁCIA que partilho contigo. Palavras remédio que nos libertam. Vens comigo?
quarta-feira, 16 de abril de 2014
#49 Aprender com a experiência. Bombeiros.
O tempo vai avançando.
Continuo um "puto novo". Aliás espero "assim" ser para sempre, mas a verdade é que estou habituado em todas as coisas sérias onde me meto na vida, a ser sempre dos mais novos.
Ou melhor... ESTAVA habituado. A verdade é que à medida que o tempo passa, também eu já sou dos "mais velhos", dos "mais experientes", dos "mais antigos".
Em muitas estruturas que me envolvi, habituei-me a ser um miúdo no meio dos mais experientes. E com eles fui sempre aprendendo.
Aliás, chocaram-me sempre ao longo da vida, as lutas de "geração".
Porque já todos fomos novos e um dia seremos velhos - noções essas tão relativas, por serem sempre feitas em comparação a outrem. Por isso, a arte está em saber-se estar, em relevar o que deve ser relevado, em aprender com quem sabe e em auxiliar os que não estão tão abertos à mudança, a também eles evoluírem.
Nem sempre é simples. Obriga-nos isso sim a uma grande maturidade, humildade e paciência.
Sou afortunado! Sempre procurei os "mais velhos", para meus amigos. Meus conselheiros. Meus sábios.
Sempre fui também deles confidente, muitas e muitas vezes. A esse propósito destaco sempre o meu Pai, com idade para ser meu avô, que considerei uma sorte no meu caso. Entendíamo-nos bem.
Aos poucos, vou ficando eu também o sábio, o conselheiro e vestindo essa roupagem que me é tão familiar, de homem feito e conhecedor de um conjunto de assuntos, sustentados em teoria mas igualmente estruturados em experiências sólidas. Boas e más, como assim deve ser.
Vou ficando o "puto novo", mas "bem vivido".
E é mesmo bom. Remédios destes valem a pena.
NOTA: Na foto estou ladeado de grandes homens das suas épocas, sendo que à minha esquerda está o meu velho amigo e irmão Carlos Jaime, que me dá o prazer de Comandar actualmente o Corpo de Bombeiros de cuja Associação sou eu o Presidente. Nos Bombeiros do Dafundo e na vida, duplas destas, equipas assim: valem mesmo a pena.
terça-feira, 15 de abril de 2014
#48 Check-up espiritual
Sim, escrevo para TI.
Tens tratado da tua saúde espiritual?
"Prescrever diariamente remédios intemporais, enfrascados em
palavras e embalados em silêncio, que talvez te despertem como nunca imaginaste"... É o que TE proponho aceitares quem sabe agora, na tua vida. É já chegado também para TI, o momento?
Sim, remédios... para todos os gostos e
feitios, com vários cheiros e sabores. Deste tempo e de outras eras... numa
mescla de passado e futuro, pelo universo masculino e feminino adentro,
perscrutando intensamente, até ao ínfimo canto onde guardas o teu segredo mais bem escondido.
Remédios para as doenças que vamos
acumulando, ou para os verdadeiros vírus fabricados por um modelo de sociedade,
que nem sempre nos serve...
Curemos a mentira, o medo, o ego, o ciúme, a
vergonha... mas também reflictamos sobre o papel que ocupa o dinheiro na nossa existência... observemos ainda sob outro
prisma, a religião e a política, desprezíveis quando vividas no fanatismo e com
a chancela do poder como fio condutor.
Espiritualidade! É afinal o que mais precisamos...
e ainda por cima: é grátis...!
Caminhemos para uma descoberta interior, vivida necessariamente em momentos íntimos de solidão, nessa jornada
transformadora sem fim à vista.
Mudemos pois, a perspectiva sobre os mesmos velhos
assuntos. Observemos melhor e antes com a derradeira “lente que observa”. Atribuamos-lhe maior
precisão... maior detalhe... mais enfoque e pormenor.
Apostemos na intuição, mais do que nos
outros sentidos. Confiemos no que sentimos... mais do que naquilo que vemos,
ouvimos e tocamos.
Sejamos mais introspectivos. Aprimoremos a
diferença em cada um de nós, por contraposição a nos tornarmos meras cópias uns
dos outros, porque só assumindo o que somos, nos complementamos... e é enfim feita a: M A G I A .
Boas viagens! Deixa-te conduzir pelo ACASO sem medos e
que este te leve onde mais precisares... que te cures a TI mesmo(a) e que também tu prescrevas os teus remédios, um dia.
É o que mais TE desejo, de coração.
Assim seja.
domingo, 13 de abril de 2014
#47 O ciúme
O ciúme mata e corrói.
Que levante o dedo quem nunca os teve... entre amigos, entre irmãos, entre namorados, entre marido e mulher.
Mas mais importante que os ter, é saber controlá-los e progressivamente eliminar esse sentimento mesquinho do nosso vocabulário de vida.
Desde sempre que tenho poucos ou nenhuns ciúmes. E que não pense o leitor que tal é incompatível de ter amado as pessoas com quem estive/estou. Muito pelo contrário.
Ainda assim, quando existem os tais (poucos) a verdade é que os sei gerir bem, sabendo-os passageiros e fruto ainda de algo que tenho de trabalhar em mim: o sentido involuntário de desejar ter a posse de alguém/algo.
Sei isso sim, que qualquer relação (seja qual for o modelo) que assente na necessidade da posse, está condenada ao fracasso. Mais cedo ou mais tarde.
O que amamos deixamos livre, para que siga o seu natural curso. Está, parte e volta. Se tiver que ser.
Ora, acresce a forma eventualmente de tendência minoritária que tenho de estar na vida, desde sempre, em que defendo que "ninguém é de ninguém", mas sim que numa relação seja de que tipo for, se acorda estar-se junto, partilharmo-nos e eventualmente fazer algumas cedências a bem do todo, mas que nunca comprometam a nossa essência.
Por isso me custa a compreender o ciúme. E acabo por desprezá-lo mesmo.
Bem sei que para muitos, "só sente ciúme quem ama". Mas para mim, "quem ama, educa o ciúme e quem quer amar-se a si mesmo e ao mundo: acaba um dia com o ciúme".
Temos aproximadamente um século de vida, nesta forma física. Para sermos felizes, conhecermos o mundo, partilharmo-nos e depois partir.
Não há tempo para o ciúme. Para a dor que dele advém. Para essa e para outras.
É cair e levantar! E de preferência não nos darmos sequer condições para cair.
É que:
"Cada dia que passa, há isso sim, cada vez menos tempo para sorrir."
sábado, 12 de abril de 2014
#46 O poder do silêncio
Tal decorre do facto de meditar regularmente e de observar cada vez mais lucidamente a poluição visual, mental, orgânica e naturalmente sonora: em que estamos envolvidos.
De resto, muitas das conversas obtidas com alguns interlocutores, conduzem a discussões estéreis, desprovidas para mim de acréscimo intelectual, ou que gravem sentimentalmente sequer uma marca positiva.
Assim, o grupo de pessoas com os quais me dá verdadeiramente prazer quebrar o silêncio, é também o grupo no qual surgido o silêncio: não nos incomoda.
É por isso o grupo certo. Se é que se pode chamar um grupo, de tão reduzido que é...
A misantropia adquire assim, um carácter mais intrínseco na minha personalidade, cansado que estou das habituais vias de comunicação.
Prefiro cada vez mais a intuição, o sorriso, o abraço, o olhar.
Prefiro a palavra escrita, à palavra dita. Prefiro o livro, à televisão. A natureza, ao centro comercial. O passeio a pé, por contraposição ao passeio de automóvel. O silêncio, até mesmo à música... ainda que essa me continue a cativar, de resto como sempre.
Prefiro a meditação, ao diálogo efectivo. A verdade, à mentira.
E assim, uma nova jornada vai tomando corpo e tatuando-me eternamente. Sem regresso.
Já não era sem tempo.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
#45 Comprimido azul ou vermelho?
A dado momento, num dos filmes contemporâneos de referência para mim, (in "The Matrix") Neo - o personagem principal, é confrontado com uma de duas claras e figuradas escolhas, personificadas na opção por um de dois coloridos comprimidos:
Hipótese 1: "adormecer de novo e esquecer-se de tudo quanto viu e testemunhou";
ou
Hipótese 2: "continuar a testemunhar e cada vez mais fundo, a verdadeira realidade, por mais dura e penosa que seja, com a consequência de eventualmente: agir".
De alguma forma, todos nos vemos ao longo da vida e quotidianamente, confrontados com estas duas escolhas.
A opção é clara desde sempre para mim e à medida que os anos passam, os meus olhos não só vêem como observam; os ouvidos não só ouvem como escutam; a boca não fala tanto mas dialoga ou silencia-se; já não tateio apenas, mas sim sinto as texturas e já não racionalizo tanto, mas sim: intuo.
As viagens interiores têm destas coisas. Marcam-nos para sempre.
Não deixes de iniciar a tua... começa primeiro por aprender a meditar e a fazê-lo regularmente.
Acredita que depois... bom... depois, há ainda mais um universo inteiro de possibilidades.
Um dia falamos melhor sobre isto. Mas... tudo começa com a escolha de qual dos dois remédios queres tomar...
Uma vez tomada a opção e eventualmente escolhido o segundo... não há como voltar atrás.
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