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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

#232 É urgente meditar!



Nada como começar.

No princípio nem que seja com este rudimentar quadro pequenino e de sem grande organização, respeitando apenas algumas regras básicas aqui enunciadas.

Quanto à técnica, por exemplo usando o maior instrumento de todos que é a nossa própria respiração. Observando o ar que entra e o ar que sai.

Depois com o tempo, cada um percebe o papel da meditação na sua vida.

Pelo meu lado, o conselho é o de que: encontres uma boa técnica, um bom professor e a aprendas com dedicação e seriedade. De seguida é só manter a regularidade e os resultados virão! GARANTIDAMENTE!

Há muitas e boas técnicas. Experimentei várias ao longo da vida e ensinei algumas, mas para quem pretende ir a fundo: o recolhimento é essencial.

A vida é cheia de distrações e por vezes importa, por isso mesmo, que em ambiente de retiro nos recolhamos e demos finalmente a oportunidade "ao sagrado que em nós mora".

TODOS somos capazes de lá chegar. TODOS mesmo!


O medo e a dúvida são só desculpas, meros produtos da mente que importa afastar o quanto antes!




Combate isso! Qualquer dia é excelente para começar.




Boas viagens.


domingo, 7 de fevereiro de 2016

#215 OBSERVAR


O B S E R V A R.

"APENAS" OBSERVAR-NOS. A NÓS E AOS OUTROS.


É talvez o único conselho que nos dias de hoje me sinto preparado para dar, com determinação, depois de décadas de experimentação (só contando as desta vida). E quem sabe, estar ainda preparado para fornecer ao meu/minha interlocutor(a), algumas pistas e caminhos para o efeito. 

Como o fazer; como desenvolver essa capacidade e como extrair dela o maior proveito.

É que apesar da vasta experiência nessa matéria, antes ainda da matriz sociológica adquirida fruto da academia, todos os dias eu próprio me surpreendo. E isso é uma preciosa ajuda para o observador mais novato.

Nem sempre as conclusões são certas. E mesmo quando o são, nem sempre são animadoras. Mas são sempre veículos, instrumentos, guias, que nos auxiliam nos vários e constantes processos de decisão quotidianos.

"Conhecermo-nos" - julgo que é a derradeira missão que devemos agarrar. Depois dessa, claro que outras... mas nunca não tão prioritárias.

Todavia não basta só a observação. Muitas das vezes é igualmente necessário AGIR.

A bem da humanidade, caminhemos. Mas observemos. Observemos... 

Observemos.




sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

#211 Estar a mais


Há alturas na vida em que ganhamos a clara consciência de "estarmos a mais". 
Podemos "estar a mais" em pessoas. Em lugares. Em situações. Em profissões. Em causas. Podemos até sentir que "estamos a mais" em nós mesmos e então aí, mudar.

É sempre um momento doloroso, o da partida. Seja do que for, tamanho é a apego que ganhamos por tudo quanto nos faz bem. 

Na mesma medida podemos, todavia, ganhar aversão do que nos faz mal e não extrair a devida lição, seja do que for.

É por isso importante meditar, reflectir, ponderar.

Mas e depois? Bom, depois:

AGIR.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

#209 O ego e o sorriso


Na foto, um praticante de meditação transcendental em pleno "voo ióguico", detentor que é deste importante siddhis. Quem o sabe não o exibe, daí a escassez de documentação desta matéria.

Ainda bem.

A armadilha do ego coloca-nos constantemente à prova.

Por vezes, julgamos que somos demasiado importantes para outrem. Ou então somos reféns da nossa própria imagem, construída por nós mesmos. 

No fundo, termos ou não cultura; sermos ou não belos por fora; possuirmos ou não dinheiro em quantidade e por aí adiante, não podem nem devem ser a medida de avaliação suprema do que realmente importa.

No momento em que despertamos: só há AMOR. 

Depois, é difícil manter esse estado, sujeitos que somos a todas as pressões externas.

Mas temos a responsabilidade de o resgatar vezes sem conta, a todo o instante. E de lembrar aquele sorriso que um dia ostentamos. Não o sorriso fácil, mas O sorriso! sincero, firme, duradouro, verdadeiro na sua plenitude, constante, eterno.

Não é fácil.

E hoje, dia do teu aniversário, parabéns Maharishi Mahesh Yogi, pelas várias gerações de ocidentais meditantes que conseguiste. 

Jai Guru Dev!



sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

#200 Receituário principal


Ora vejamos:

Alimentação de base restrita vegetariana;
Duas horas de meditação por dia;
Uma hora diária (pelo menos) de exercício físico;
Tempo diário para a escrita e composição, com vista à divulgação pública dos resultados;
Tempo diário para a leitura e audição;
Tempo diário para a contemplação da natureza;
Tempo diário para o manuseamento das taças "tibetanas" Peter-Hess e do Gongo "Buda".

A tudo isto se somará o regresso progressivo e intensivo ao ashtanga yoga, à conclusão da pós graduação em "Alternative medicines" na Indian Board Of Alternative Medicines e à conclusão do processo de certificação internacional em Master Coaching.

Pelo menos seis horas de sono diárias, é ainda o que se pretende, não obstante todas as outras actividades, responsabilidades e compromissos. 

Outros remédios ainda em estudo, mas com vista a serem introduzidos progressivamente, uma vez que irão produzir mudanças significativas e de carácter permanente na camada social. Consequências finais imprevisíveis, ainda que parte delas esperadas. 

Espero que o doente sobreviva...

Eis pois a receita (parcial) para a minha cobaia preferida. Vamos ver se ela cumpre e se funciona. Acredito que sim. De qualquer forma, a doença é grave e crónica, pelo que esperam-se resultados demorados, mas quem sabe de carácter duradouro. 

Querido ACASO:


sejas muito bem-vindo a 2016.



quarta-feira, 1 de julho de 2015

#196 Era uma vez um desenho de Ganesha.


Ganesha (hinduísmo) é considerado o Mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado num rato, numa alusão ao absurdo. 

Ganesha é o símbolo das soluções lógicas e deve ser interpretado como tal. Simboliza força, coragem, perseverança, inteligência, doçura e lealdade.

Filho de Shiva e Parvati, retrata um episódio onde se prova que nem a morte constitui per si um obstáculo.

O seu corpo é humano, enquanto que a cabeça é de um elefante; ao mesmo tempo, o seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma, Ganesha representa uma solução lógica para os problemas que por vezes estão precisamente no paradoxo: é o "Destruidor de Obstáculos”. 
  • A cabeça de elefante indica fidelidade, inteligência e poder discriminatório;
  • O facto de ele ter uma única presa (a outra estando partida e a ser usada como caneta) indica a habilidade de Ganesha de superar todas as formas de dualismo; é descrito também que ele retirou a sua outra presa para escrever os Vedas (os primeiros livros sagrados da humanidade), quando estes foram compilados por Vyasadeva, tido como encarnação literária de Deus, responsável pela escrita da literatura sagrada na actual era em que vivemos, retirando o conhecimento da oralidade;
  • As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar pessoas que procuram ajuda e para reflectir verdades espirituais. Elas simbolizam a importância de escutar para poder assimilar ideias. As orelhas são usadas para ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido, todo conhecimento também o é;
  • A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na faculdade de discriminação entre o real e o irreal;
  • Na testa, o Trishula (arma de Shiva, similar a um tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele; também representam os chamados "três modos da natureza material", bondade, paixão e ignorância, que são superados por Ganesha e seu pai, Shiva.
  • A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Ela simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e proteger o mundo;
  • A posição das suas pernas (uma em descanso no chão e a outra em pé) indica a importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo espiritual, a habilidade de "viver no mundo sem ser do mundo”. Ainda assim, nesta imagem encontramos Ganesha sentado no seu trono;
  • Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do corpo subtil, que são: mente (Manas), intelecto (Buddhi), ego (Ahamkara), e consciência condicionada (Chitta). O Senhor Ganesha representa a pura consciência – o Atman - que permite que estes quatro atributos funcionem em nós;
  • A mão a segurar uma machadinha, é um símbolo da restrição de todos os desejos, que trazem dor e sofrimento. Com esta machadinha, Ganesha pode repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem para o caminho da verdade e da rectidão;
  • A segunda mão segura um chicote, símbolo da força que leva o devoto para a eterna beatitude de Deus. O chicote fala-nos que os apegos mundanos e desejos devem ser deixados de lado;
  • A terceira mão, que está em direção ao devoto, está em pose de bênçãos, refúgio e proteção (abhaya);
  • A quarta mão segura uma flor de lótus (padma) e ela simboliza o mais alto objectivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu.§
Nesta imagem estão incluídos dois tambores, sendo que no tambor esquerdo estão representados os símbolos yin e yang (feminino e masculino) da cultura chinesa.

Na mão de Ganesha direita (a palma da mão à nossa esquerda, que vemos virada para nós), está o olho de Hórus (Udyat). Representa a Luz e o Deus Sol. É um dos mais poderosos e importantes amuletos usados desde sempre no Antigo Egipto.

Precisamente o olho esquerdo representa a informação abstrata, controlado pelo lado direito do cérebro, é representado pela lua, e simboliza um lado feminino, com pensamentos e sentimentos, intuição e a capacidade de vislumbrar um lado espiritual. É também esse, o do logotipo da Luchapa.

Em baixo, encontramos novamente a flor de lótus e toda a sua simbologia inerente (por exemplo para os budistas a pureza do corpo e da mente), com Ganesha inscrita numa pirâmide, rodeada de penas ancestrais índias, alusiva a mais esse conhecimento cultural ancestral. No seu colorido de cores primárias, destacamos o verde perto do vermelho, alusivo à pátria e à nacionalidade.

O livro: 

Na página à nossa esquerda, está inscrita a palavra em língua sânscrita para que define uma situação do acaso, denominada, kakataliya. Esta palavra é composta por kaka, que significa corvo, e tala, que significa palmeira. Traduz-se como o exemplo 'do corvo e a palmeira'. No entanto, numa tradução livre, mas que apontasse para a intenção do vocábulo, poderíamos dizer que kakataliya significa: 'coincidência acidental’.

Antes mesmo do Yoga Vashishtha, o Nyaya Sutra ('Aforismos sobre a Lógica'), um texto do século VI dC atribuído ao sábio Akshapada Gautama,também cita a falácia do corvo na palmeira expondo a seguinte hipótese: um corvo pousa num coqueiro. No mesmo instante, um coco maduro desprende-se da árvore e cai. 

Embora esses dois fatos estejam aparentemente vinculados no tempo e no espaço, não existe uma relação causal entre eles. Às vezes, é isso o que acontece na vida. Porém, a mente, confinada dentro de seus próprios limites lógicos, tende a criar um nexo entre os acontecimentos, inventando um 'portanto' e um 'então...' para satisfazer-se.

Assim, se alguém, por exemplo, reza para que algo aconteça, e isso coincidir com a realização daquele desejo, a pessoa tenderá naturalmente a acreditar que existe uma conexão causal entre a reza e a realização. Desta maneira, a pessoa desenvolve a idéia de que é possível forçar Ishvara (o Ser manifestado na forma da criação) a agir de acordo com seus próprios desejos e vontades. Dessa maneira, aquilo que parece uma sucessão verossímil de acontecimentos conectados, não passa de uma falácia, algo que parece verdadeiro, mas não é…

Essa falácia exposta na filosofia hindu foi igualmente postulada na filosofia grega pelo grande Aristóteles, que afirmou: post hoc, ergo propter hoc

Traduzindo: 'Depois daquilo. Portanto, provocado por aquilo'. Em suma, o que a falácia aristotélica diz é: 'Isto aconteceu depois daquilo. Como aconteceu depois, isto só pode ter sido provocado por aquilo'. O coco caiu da palmeira depois do corvo pousar nela. Consequentemente, o pouso do corvo provocou a queda do coco. 

Essa falácia, que ficou conhecida como post hoc, pode ser resumida da seguinte maneira:

1. A aconteceu antes de B.
2. Portanto, B foi produzido por A.

O corolário deste falso silogismo é que, quando B é algo indesejável, evitar A, certamente irá ajudar-nos a evitar B. A tendência a cair neste tipo de pensamento sofismático é natural, já que o sequenciamento de eventos na linha do tempo nos faz pensar que cada evento deriva e está conectado com o anterior, em todos os casos. 

A lei do karma naturalmente é o princípio de causalidade, em que cada evento se origina no anterior e dá lugar, por sua vez ao seguinte. No entanto, é preciso compreensão para ver onde existe conexão causal entre eventos sucessivos e onde essa associação é apenas um produto da nossa mente. 

Cabe lembrarmos que este tipo de falácia é uma conclusão tirada unicamente sobre o sequenciamento dos eventos percebidos desde a perspectiva de quem interpreta, desconsiderando todos os demais factores não percebidos pela testemunha, mas que possam intervir ativamente na situação.

Finalmente na página direita do livro, encontramos a palavra “ACASO”, neste encontro entre a significação rica e complexa do sânscrito e a ocidentalização nem por isso menos pura, neste caso... do acaso. 

Este desenho no seu todo, representa o paradoxo da causalidade e o da não causalidade das coisas. Uma mescla de culturas e sabedorias: chinesa, hindu, índia e egípcia. 


No topo, encontramos o símbolo Om (que também é a simbólica de Ganesha), que é precisamente a representação corporal do cosmos inteiro (tudo é som, frequência e vibração), carregado por um escorpião que: morde com o seu doce veneno "mortal".

Morte e renascimento.


domingo, 28 de dezembro de 2014

#185 Tentaram-nos enterrar, mas não sabiam que éramos sementes.


A vida é uma imensa dádiva, não obstante as inúmeras lutas, (por vezes verdadeiras guerras mesmo!) que travamos diariamente, nos vários quadrantes onde nos movimentamos, material e espiritualmente.

O encontro da paz e da harmonia são tarefas não tão simples quanto esperávamos ser e somos desafiados, vezes sem conta a mudar de rumo, a alterar mesmo o nosso, ou até convidados a inverter princípios e valores.

No fundo, há sem dúvida que evoluir no pensamento. 

Há que aprender, há que escutar, há que caminhar. Mantenhamos uma postura atenta e naturalmente mantenhamos em aberto a nossa perspectiva crítica e o nosso olhar filosófico. Dialogando, indagando, observando... Em muito: observando.

Mas... na essência mais pura e mais íntima, naquela em que está a nossa identidade, a nossa alma, a nossa singularidade: não podemos permitir intoxicações. Devemos defendê-la até de nós mesmos, quando não estamos ainda de pleno acesso à hiper-consciência... baralhados(as)?

Bom de facto, tudo se resume a darmos voz à nossa intuição. Dar voz aos nossos outros sentidos (para além do mero tacto, olfacto, audição, visão e paladar), que não se manifestam com tanta afirmação apreciável a mentes menos despertas, como até a nossa o é, até dado momento do despertar...

Sejamos a semente da nova era, na construção do Ser pleno. Sem tabus ou preconceitos. Sem dogmas. Sem estereótipos.


"Tentaram-nos enterrar, nesta e noutras vidas... mas não sabiam que éramos sementes. Sementes de mudança."



domingo, 7 de dezembro de 2014

#177 Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos.


Esta frase da mítica escritora Anaïs Nin, é o mote para nos lembrarmos de como nos deixamos conduzir tantas vezes por caminhos falaciosos, onde a nossa visão sobre as coisas se deturpa e contamina todos os nossos sentidos.

O desafio de permanecermos focados, com o coração puro e resistentes a todas as contrariedades que nos possam por ventura surgir, é sem dúvida: tarefa árdua.

Como não projectarmos no "outro" que connosco se cruza, todos os nossos receios, medos e frustrações? 

Como conseguir separar a memória que temos do passado, as expectativas que temos do futuro e darmos uma hipótese ao: momento presente?

Direi eu, que o andar dos anos ajuda e muito a desvendar esse belo mistério da vida...

Saibamos permanecer determinados, sem no entanto ficarmos estáticos!

Saibamos evoluir, arriscar, errar e levantar rápido das quedas, procurando sempre em nós, o brilho nos olhos e o sorriso de criança, que também eu espero levar comigo, até ao meu último dia.  

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

#174 Viver, sem pausas


Todos sabemos que "isto" acaba um destes dias. E o que é "isto", afinal?

É a VIDA, mas neste corpo físico (desta vez), com as suas condicionantes, as suas "vitórias" e aparentes "derrotas" (mais tarde percebemos sempre que foram apenas testes, lições, ensinamentos, aprendizagens... de resto como as tais supostas "vitórias").

Aprender a confiar na intuição e em todos os sentidos que se apresentam escondidos, é algo a que me tenho dedicado, ao longo dos anos. Cada vez mais.

A visão, o olfacto, o tacto, a audição e o paladar, também podem e devem ser educados... mas... nem de longe, nem de perto, são os sentidos mais confiáveis. Bem pelo contrário.

Coisas que se aprendem, com o passar dos anos. Estando atento e observando.

Observando...



Observando...






Observando.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

#170 Planos para 2016


Há locais onde felizes que fomos, teremos ainda assim, sempre que voltar. Uma e outra e outra vez.

O Boom Festival realizado na lua cheia de Agosto, em Portugal, é um deles. Essencialmente pelo que representa. Não tanto pelo passado que lá vivi, nem pelo futuro que eventualmente lá viverei... mas sim, porque lá, penso precisamente nesse tempo presente. Sinto-me em casa.

Tento pois também - agora, que cada vez mais desperto estou: permanecer exactamente nessa dimensão temporal que apenas interessa: o AQUI e o AGORA.

Ainda assim... nos poucos planos de futuro que me permito ter: "lá" voltar, é um deles.

Em oposição ao sufoco diário, lá respiro - por mais artificial e planeado que seja - ar de aparente LIBERDADE.

E se é para ser artificial, então que seja assim... até porque a dimensão real, somos nós que a atribuímos. Se nela inscrevermos a nossa marca e o nosso cunho.

E quanto a isso... faço-o sempre.

SEMPRE.



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

#164 Crianças da nova era


Hoje, entre vários outros compromissos, compareci com a minha Vice Presidente, a um Centro de Estudos bem coordenado e orientado holisticamente, para explicar a "miudagem até cerca dos 13/14 anos", o que é esta coisa da Associação Sem Fins Lucrativos Luchapa.

Isto, porque pretendem ser úteis e auxiliar no trabalho que efectuamos, particularmente junto dos sem abrigo e das famílias carenciadas.

Claro que só podia sair dali com um grande sorriso nos lábios!

Senti-os motivados para o efeito, porque se fizeram perguntas altamente pertinentes e porque saí dali reforçado na minha crença: ainda é possível um futuro melhor, a partir das novas gerações.

Confirmei também, que habituado que estou a ser orador em inúmeras palestras, congressos, formações e afins, preciso todavia sempre de me reinventar nas metodologias de comunicação com a camada mais jovem.

A evolução tem que ser constante. Quem não se actualizar, é rapidamente ultrapassado.

Na nova era, existe uma oportunidade. Vi luz em algumas destas crianças, ouvi relatos bonitos. 

Vi e senti:



E S P E R A N Ç A



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

#160 LUCHAPA


Presido a duas associações. Ambas em regime de voluntariado, o que quer isto dizer que nelas não ganho qualquer quantia, não tenho qualquer tipo de regalias, não tenho ajudas de custo, nem vencimento. 

Nem por cima nem por baixo da mesa... claro que tenho que ganhar a minha vida, trabalhando. Como toda a gente.

E isso naturalmente me enche de orgulho. Hoje, foi remodelado o novo site de uma delas. Da mais jovem (a outra é centenária) que é a: Associação Luchapa, que ajudei a fundar.

Convido-vos a aparecerem e a darem a vossa opinião. 





sexta-feira, 10 de outubro de 2014

#155 Ao correr da pena


Preparo-me para ir para casa e escrevo mais umas linhas, desta vez a partir do meu gabinete nos bombeiros.

O que fará um tipo da minha idade, abraçar causas em regime de total voluntariado, optando por dedicar horas do seu tempo de vida em meio associativo?

Porque é que não prefiro dedicar o meu tempo a ganhar dinheiro e mais dinheiro?

Porque é que não prefiro antes ver televisão, ou sair à noite, ou simplesmente nada fazer?

Porque é que decidi, há tantos anos que a minha vida só teria valor se fosse partilhada com todos(as)?

Porquê?

Porque só sei ser feliz assim, ou visto por outro prisma, talvez porque esta é a única forma que encontrei de minimizar o meu sofrimento.

DAR! DAR! DAR!

Felizmente não sou o único... 

Obrigado a todos e a todas, que orbitam o meu mundo e me relembram todos os dias, que pese embora a tipologia das responsabilidades que carrego sozinho: a tarefa é no entanto de grupo e não de um só ser em particular.

Espero acordar amanhã, mas se acaso não acordasse, partia feliz, de coração cheio e com a certeza de com as condições que tinha nesta vida: fiz tudo quanto podia. Ou pelo menos... uma boa parte!

E essa sensação: não tem igual!

Até já.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

#148 Hoje escrevo para TI


É recorrente, quando estamos em períodos de grande transformação interior, debatermo-nos com a possibilidade de estarmos sós.

Sós, nas nossas decisões. Sós, nas nossa opções. Sós, na forma como vemos os "problemas" e ainda sós na "decisão que tomamos para os resolver".

Na verdade, a par das lideranças sólidas, os caminhos espirituais são sempre solitários. Individuais.

Obviamente que existem as pessoas com as quais partilhamos ideias, sentimentos, opções, caminhos... ouvimos e amadurecemos. Mas no fim da história: há sempre aquele momento, aquela dimensão, em que a solidão é o que mais importa. Aliás: DEVE ser o que mais importa no processo de decisão.

Há pois que ouvir a nossa voz interior. O nosso EU maior. O nosso DEUS cósmico.

Por isso e para todos(as) aqueles que se sentem sozinhos, na sua caminhada espiritual, não obstante as ricas partilhas que possamos ter neste ou naquele momento, acreditem:

EU ESTOU TÃO SOZINHO QUANTO VOCÊS... E A TI PARTICULARMENTE, ESTOU TÃO SOZINHO QUANTO TU.*




* E é precisamente por isso, que afinal: nunca estamos sozinhos. Paradoxalmente, é na verdadeira solidão que afinal nos encontramos! Estamos sempre por isso JUNTOS!

Os meus votos de uma boa jornada. 



segunda-feira, 15 de setembro de 2014

#147 Lei do Universo


No fundo, é bastante simples ser-se feliz. 

Agora, claro está que... a simplicidade: só está ao alcance dos mais sábios. Isso por vezes demora uma vida inteira. Outras vezes, não.




sábado, 13 de setembro de 2014

#146 VEGANO? Livra! ...ou não.


Interessante como quer o corpo que precisamos para a transformação interior, quer as situações vêm ter connosco, por vezes embrulhadas em anjos que connosco se cruzam no caminho.

Hesitei muito em escolher a fotografia para ilustrar este post de hoje. 

Pesquisei e visionei várias imagens pela net e pelo meu arquivo pessoal, como faço sempre, mas pareceu-me que esta é mesmo a que para mim traduz o meu actual estado de espírito. Em várias outras matérias e também nesta, em particular.

Depois de ver pela segunda vez o conteúdo do link do video que vos deixo (entre a primeira e a segunda vez ainda me dei ao luxo de comer um belo croissant com queijo, já que o comprei...) pareceu-me mais firme a minha tomada de decisão.

E não havia como deixar de partilhá-la convosco. 

Aliás, o video constante do link a que sugiro que vejam pelo menos uma vez (não são precisas duas, mas eu sou um bocadinho estúpido), parece-me suficientemente esclarecedor. 

E nem precisei eu de detalhadamente encontrar falhas de raciocínio ou incongruências, mesmo que as haja. 

Não me importam! Porque senti o click que tenho sentido ao longo da vida noutras matérias, atento que estou à minha intuição apurada. E isso a mim: chega-me!


Na verdade: há muito que mudei a minha alimentação. 

Passei a comer muito mais frutas, muito mais vegetais (quem diria, hã Mãe?) :D

Raramente como carnes vermelhas (preferindo as brancas) e o peixe. E o leite animal deixou há muito tempo de me saber bem, tendo começado a beber leite de soja, (ainda que poucas vezes sinta sequer essa necessidade).

Com essas simples mudanças progressivas, que já levam uns dois anos ou mais, comecei a sentir-me muito melhor fisicamente. Curioso, não?

Mas sempre senti que esse era um caminho que me havia de levar a mais algum lado...

E depois de vários videos e artigos lidos "aqui ou ali" ao longo dos anos: plim! Recebo um link de 1h10 de duração, onde sucintamente e de uma forma clara, vejo aquilo que precisava, explanado numa linguagem acessível e simples.

Mas atenção... nunca gostei de fundamentalismos! Nunca gostei e nem gosto de extremismos. Mas compreendo perfeitamente a argumentação exposta, guardei no meu coração e comovi-me com as imagens vistas e o discurso ouvido e não é de todo simples, também para mim, a opção a fazer.

Isso, como sempre, deve ser uma opção individual, fruto de um trabalho de esclarecimento e ponderação!  

Da minha parte, dou pois por concluído esse trabalho e inicio uma nova etapa INDIVIDUAL sem querer julgar ou comprometer ninguém. Mesmo doravante.

Mas será que como sempre, devo continuar também a partilhar esta informação e qui ça auxiliar mais um pouco no desenvolvimento espiritual dos que conheço, ou mesmo dos "estranhos" que aqui apareçam por ACASO? :) Sempre! É precisamente esse o propósito destes remédios e da abertura desta minha Farmácia.

Os meus remédios não pretendem ser "bonzinhos". Nem doces. Nem fáceis de tomar. Apenas pretendem auxiliar no processo de cura de todo e de cada um de NÓS.
  
Ajuizem pois por vós mesmos, vejam o link que aqui abaixo vos deixo e percam uma hora a vê-lo mesmo até ao fim, num écran de tamanho aceitável (no telemóvel não me parece tão bom, mas é melhor que nada) e coloquem o vosso coração no que ouvirem e virem... com a atenção que merece.

O saber não ocupa lugar... Mas de nada nos serve a sabedoria, se não a colocarmos ao serviço da acção! Pelo menos da acção individual.

Temos que ser nós a mudança que queremos ver no mundo. Há muito que acredito verdadeiramente nisso.



* se surgirem perguntas/dúvidas que queiram partilhar após a visualização do video, sintam-se à vontade para me ligar ou me enviar um mail. Quem sabe possa ajudar! 

Mas lembrem-se: "Também eu não possuo as respostas todas... Sou tão somente um caminhante como vós, essencialmente mais do que das próprias respostas, estou afinal à procura de perguntas... assumindo todas as dúvidas, mas fazendo as minhas escolhas". Que este remédio vos sirva para alguma coisa, é o que mais desejo. E lembrem-se de, tal como eu, demorar o tempo que precisarem... mas cientes de que:

NÃO HÁ TEMPO A PERDER.



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

#145 O mapa da existência


Osho é um personagem desconcertante, com o qual concordo e discordo veementemente várias vezes. 

De resto, como o próprio sempre quis, especialmente quando afirmou por diversas vezes incluindo-se a si próprio que: "não se devem seguir e eleger quaisquer gurus, ou líderes espirituais".

Dizia ele: "Jesus Cristo, Buda e outros, só foram quem foram porque não seguiram ninguém que não a eles mesmos".

É pois esse mesmo o caminho da transcendência! Escutarmos a nossa voz interior e darmos-lhe corpo, primeiro nos pensamentos e depois nas acções.

É um percurso árduo e sem tréguas, mas que vai produzindo os resultados necessários.

Tem avanços e recuos como todas as coisas, momentos belos e outros em que não conseguimos descortinar a beleza... pelo menos à primeira vista.

Mas a verdade, é que se em nós há (e há mesmo!) todo o "mapa da existência", basta procurarmos no nosso mapa do tesouro o: "pote de ouro no fim do arco-íris".

"ELE" está sempre lá á nossa espera, em cada situação, em cada vivência, em cada dor mais crispada, em cada lágrima derramada...

É enxugar os olhos, abri-los bem e VER!


Sim... porque não basta olhar... é mesmo preciso: 


V E R.






quarta-feira, 10 de setembro de 2014

#144 Subliminar em noite de superlua



No paradoxo, reside um manancial de informação preste a ser recolhida, tratada, catalogada, sequenciada e por ventura a servir sempre para o processo de decisão.

Nunca há soluções perfeitas, apesar de no final tudo ser geometricamente e antagonicamente perfeito. Simétrico. Complementar.

Num verdadeiro encaixe divino, nesse fato feita à medida dos nossos sentires, qual cosmos pulsante e vivo, que respira umas vezes oxigénio puro e outras monóxido de carbono e todos os venenos mais densos e mortais.

Mas se ingere veneno, é porque vivo se encontra. E é a esse organismo que compete procurar e qui ça encontrar o antídoto escondido, que existe na prateleira mais alta, no fundo do armário mais comprido, no frasco mais sujo, com o rótulo por ventura apagado. Ou sem rótulo, mesmo!

O que interessa é que a solução é sempre apaixonante. É sempre vibrante. Desafiante. Revigorante. E é sempre um (re)nascimento.

Com dor, mas com um enorme sorriso :D ...que é o que fica para memória futura, registando com chave de ouro a intemporalidade e o sabor da vertigem.

Viajar é preciso. E aprender a voar, implica cair.

Espero chegar às nuvens um dia. Até porque estou farto de cair.