sexta-feira, 29 de abril de 2016

#223 Reflexão do dia


Nascemos, crescemos, morremos. Não necessariamente por esta ordem. Confus@? Pensar fora da caixa, desmontando arquétipos simples... pensar para lá do mero corpo físico. É que por vezes, "é preciso que algo morra em nós, para verdadeiramente (re)nascermos, no que é verdadeiramente importante".
Estes últimos dias, várias pessoas com as quais privava, conhecia, ou cujas famílias tenho imenso apreço, partiram dos seus corpos físicos, para não mais voltarem.
Assisti ainda a lutas interiores profundas, a questionamentos vários e intensos, de pessoas que me são próximas - confidente que sou e que sempre fui, tanta gente ao longo desta vida.
Em tudo há um fio condutor, uma mensagem subliminar que colhe força em mim: "estamos aqui primeiro que tudo para aprender, para crescer, para evoluir".
Estamos aqui para erradicar o sofrimento de nós mesmos, a todos os seus níveis e claramente para sermos felizes.
Ora essa felicidade só surge com o desprendimento. Mas por mais paradoxal que possa ser: é precisamente no reforço dos laços e na criação dos mesmos que ele surge.
No preciso momento em que desenvolvemos compaixão por todos os seres, onde nos incluímos naturalmente e em que entendemos que tudo está interligado (TUDO e TODOS, mesmo) entendemos que também tudo é impermanente.
Mas há boas notícias: o estado de Felicidade (o real) pode no entanto ser eterno, a partir do momento em que se instala por definitivo em nós. Esse estado é imune a partidas físicas, a amores desavindos, a quaisquer dores psíquicas.
É SÓ entendermos isso e tudo fica mais fácil. Ah... e exercitar o silêncio, claro. Visual, auditivo, mental... cultivar esse estado interior sempre pacificado e sereno.

Mãos à obra!

sexta-feira, 18 de março de 2016

#222 Mistério



A vida e as suas múltiplas formas e feitios.

Constantemente somos colocados à prova. 

Depressões que nos atravessam adentro, pelo passado que nos trazem; stress diário e constante pelo excesso do presente nas nossas vidas ou o também excesso mas de futuro, traduzido em ansiedades várias.

Na verdade, os corações também se gastam. Também oxidam.

Manter a pureza original e preservar a essência, num corpo e mente toda ela impermanente, é sem dúvida complexo.

O desafio da percepção dos vários contextos, da consolidação da verdade das nossas vidas e da desmistificação da evolução das posições, por contraposição à descoberta da outrora confortável mentira, é desafio constante.

Um corpo finito, que guarda uma espiritualidade que se eternizará.

Como fazer o equilíbrio entre o prazer do imediato, à imperiosa solidez que tudo o que se pretende duradouro, necessita?

Como separar o trigo do joio, como cessar os vários carrosséis da vida e aceitar a sensação de dejá-vu que se materializa ad eternum?

O doce: afinal é fel. O fel, às vezes sabe a mel. Contraditório?

Eis o paradoxo da vida exposto nas suas dimensões várias, onde só se desilude quem se ilude.

Nem sempre a caça, nem sempre o caçador. Nem sempre a lágrima, nem sempre o sorriso.

Afinal, nem tudo o que sempre foi, sempre o seja!

O que não quer dizer que o que nunca foi, algum dia o não venha a ser...

É assim a vida. 

Lutar ou aceitar, é questão diária! É dúvida filosófica premente, incómodo sistemático, em movimento ou estático: verdadeira equação matemática por resolver.

Isto de viver várias vidas, observar vários mestres, regressar em tempos e tempos imemoriais: cansa.

E a novidade? Quando vem? O que mais se quer é: A novidade! 

Mas Ela não vem, gasta que está a história vivida, contada e recontada em tempos diversos, com fenómenos dispersos, num cosmos que de grande se faz pequeno, pela repetição que surge em formato jardim-escola.

- Sim, Senhor Professor. A repetição? Vou já.


domingo, 13 de março de 2016

#221 Pózinhos mágicos


Pára e reinventa-te.
Medita. Observa-te.
Respira fundo, mergulha no teu interior sem medo da densidade que nele encontras.

Relaxa, que o tempo tudo leva o que não é para ti. Da mesma forma te trará o que for melhor.

Alguém perde? Não és tu. Bom... todos perdem e não perde ninguém, que tudo se transforma.

Sim! Dói! Claro que sim.
Mas não foste tu que escolheste. Ou também foste. Ou não! Mas isso agora pouco interessa.

Respeita e sai de cena! Sim, eu sei que saber o final do filme antes  dele acontecer, pode ser chato. Mas é mesmo assim, que também sempre  aprendes alguma coisa com isso.

Aliás, também sabes os outros finais do filme e não deixas de os viver por isso. Saboreia, sorri e vive sem olhar para trás. É mais uma experiência acumulada. Já sabes também a consequência disso... Só se desilude quem se ilude! Ai tu que nunca mais aprendes...

Ok. Compreendido, vou tentar outra vez. Mas é um loop contínuo... e  é um pouco secante, como sabes... ok, ok. Já percebi! 

Pó mágico activado em:

...3...




...2...






...1...



PLIM!  


quinta-feira, 10 de março de 2016

#220 Sobre a morte, na vida de todos os dias


O sangue corre-nos pelas veias. 

Quente... 

Todos os dias. Mesmo todos?...

Rejubilamos, sorrimos, sofremos, questionamos.

De onde viemos, para onde vamos? Onde estamos, até!

Aos poucos, a gélida inconstância se apodera do nosso ser e numa lágrima nos perdemos mais tempo do que o aceitável. Num sorriso de outrora, encontramos o vazio. No ruído das gargalhadas, descobrimos agora o imediato silêncio.

A fugacidade e a efemeridade da vida, encontram no colo da eternidade (ainda que também ele uma bizarria de quem, como eu, não aceita que o corpo físico seja tudo o que ora existe) uma solução para a indesculpável finitude de quem um dia desaparece, mas jamais  dos corações que um dia tocou.

A morte apresenta-se-nos, na vida de todos os dias. Toca-nos ao de leve, suavemente! Petrifica-nos, electrifica-nos e lembra-nos.

De ocidente para oriente. Um dia isto acaba!

Mas hoje? 


Hoje, não.









P.S. - in memoriam de O.S. e de tantos mais, que agora repousam o sono dos justos, aos quais um dia nos juntaremos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

#219 O fim da realidade


Na imagem que deu que falar, Mark Zuckerberg - criador do facebook, passeia por uma conferência onde toda a gente está ligada virtualmente a outra realidade, entrando assim despreocupadamente sem dar nas vistas. Interessante a visão de um dos arautos do mundo virtual, como "o único acordado, numa plateia de adormecidos".

Actualmente vivemos mais tempo no Real ou no Virtual?

Quanto tempo perdemos em comunicações, pela internet fora, de olhos colocados no telemóvel, na televisão, vivendo notícias, alimentando-nos de cenários?

Quantas vezes olhamos afinal para o sol, para o céu e para as estrelas? Quantas vezes passeamos apenas no jardim, oferecemos carinho a um animal que connosco se cruza, sorrimos apenas ao estranho que nos olha? Quantas vezes respiramos apenas, sorrimos e celebramos a vida?

Todos quantos permanecerem acordados, ou despertarem da intoxicação desinformativa, terão um dia o prémio pretendido: a constatação da realidade e qui ça aos poucos, mesmo da hiperrealidade. Esta última: de muito mais difícil acesso, apenas disponível em doses curtas para não matar.

A dificuldade quotidiana que nos espera, é a de fugirmos às armadilhas que nos são colocadas minuto a minuto. Instante a instante.

Um jornal. A manchete de uma revista. Um anúncio publicitário. Uma falsa notícia. Uma opinião alicerçada em coros de opiniões compradas. Títulos falsos, de universidades falsas, que legitimam sabedoria também ela inquinada. Ou medos que nos injectam. Rumores. Intrigas. Malhas de interesses. Ou ainda fotografias ou filmes, que isso dos olhos... também eles são afinal facilmente enganados. Talvez a lei. Talvez a noção do certo e do errado. Do bem e do mal. Talvez a noção de país e de fronteiras. Talvez a cor da pele. Talvez a escolha da opção sexual de cada um. Talvez a religião. Talvez o peso do dinheiro na nossa felicidade. Talvez a fatalidade de pagarmos por bens que são gratuitos. Talvez o partido. Talvez a direita por oposição à esquerda. E a esquerda por oposição à direita. Talvez as sondagens ou as estatísticas ou as tendências ou a moda ou o rumo ou o "tem que ser" ou "é inevitável". Talvez os velhos contra os novos. Os ricos contra os pobres ou os do sul contra os do norte. Talvez o futebol. Talvez a paixão volátil por oposição ao amor. Talvez a confortável mentira, por oposição à dor que ensina. 

Compreendo todos quantos preferem viver no virtual. Até eu me canso deste "real", tão povoado de ilusões.

Ainda assim, aqui fica para meditar mais um texto reflexivo, ainda que também ele pecando por habitar este mundo virtual, mas com a desculpável bondade de pretender despertar consciências. 

Está triste ou angustiado? Deprimido, entediado ou fatigado? Escolha a sua ilusão e divirta-se!


(eu acho que vou ver o mar um pouco, antes de continuar o meu dia)