domingo, 10 de janeiro de 2016

#208 As coisas boas, levam o seu tempo


Resultados rápidos! De preferência duradouros.

Que não custem muito. Que sejam fáceis de alcançar. Que sejam grandes vitórias!



NATURALMENTE: (pelo menos para mim) ISSO NÃO EXISTE. 


Estou habituado no que verdadeiramente interessa, a lutar com afinco e dedicadamente.

Claro que isso ao longo dos anos, tem desenhado em mim uma couraça quase indestrutível.

Confesso que me dá muito gozo que a vida seja assim para mim. Farto-me de tudo o que é fácil, desinteresso-me mesmo, a maior parte das vezes.

Gosto do sabor do desafio. Da concretização do "impossível". Gosto que me tentem desmobilizar. Que me digam para não ir. Para não fazer. Que "não vai dar". Que "é errado". Que "parece mal".

Quando estou convicto do caminho, a todos ouço e alicerço a minha convicção. Raramente algo me demove, a menos que fundadamente passe a subscrever uma nova visão.

Claro que por vezes sabe bem olharmos em volta e sentirmos companhia. E atenção que  não é de liderança grupal, tribal, que aqui falo.

Falo sim das minhas decisões interiores, daquelas que essencialmente a mim afectam, moldam e perspectivam o futuro.

Paralelismo seja feito, tal como nas decisões que dizem respeito à liderança de qualquer equipa, sempre apreciei a insubstituível solidão da reflexão interior. Daquela que ponderadamente nos aponta o rumo e mobiliza. 

Com uma força quase sobre-humana.

Digo "quase", porque na verdade todos somos capazes das maiores façanhas. Dos maiores milagres. Dos maiores feitos.

Basta acreditarmos. 

E metermos mão à obra.

Somos todos Mestres uns dos outros, Mestres de nós mesmos e Senhores do nosso destino. Somos responsáveis pelas nossas escolhas, a partir do momento em que decidimos celebrar a vida com toda a garra e com a noção clara de que ela é única, insubstituível, mágica e irredutível!

Que o cansaço e a dedicação de hoje se transformem no "milagre de amanhã"... para os mais desatentos.




sábado, 9 de janeiro de 2016

#207 É possível realizar os sonhos


Na foto, parte da família Luchapa. Nomeadamente dos órgãos sociais. A maior parte ainda está presente.

Há uns bons anos atrás (talvez uns 25 mais coisa menos coisa) imaginei uma Associação de artistas. Chamava-se ARTÉRIA.

Tinha encontros informais, nunca foi registada. Dela faziam parte artistas promissores e trocávamos experiências, celebrávamos a arte, dávamos vida a arquétipos e mudávamos paradigmas. Perspectivávamos o futuro.

Os anos passaram e os jovens seguiram o seu caminho.

Há cinco anos atrás conheci a super e única Raquel Costa co-proprietária do Chá da Barra Villa, desafiei-a e assim nascia a Associação Luchapa, sob o olhar atento do grande Mário Domingos e do meu velho cúmplice de caminhada Pedro Roque.

Primeiro registada, e meio ano depois com actividade iniciada a sério, ininterrupta.

Juntaram-se velhos amigos, desconhecidos e a magia tem acontecido.

Cultura e mais cultura, mas também intervenção social, apoio aos desfavorecidos.

Tem valido a pena. Continua e continuará a valer a pena. Hoje temos todos ali uma nova família que distribui sorrisos e abraços, indiscriminadamente.

Às vezes: é só acreditar e meter mãos à obra.


Vale para TUDO na vida.
  


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

#206 passo a passo


O que me interessa a passagem dos anos?

O que interessa o tempo que passou?

O que interessa a dimensão do que não se fez, do que se errou, do que se não construiu, do que partiu ou mesmo do que não aconteceu?

Interessa-me a dimensão do presente. O "aqui", o "agora", o "já"!
Interessa-me o futuro, mas sem lhe dedicar muito do meu tempo. 
Interessa-me o sorriso. Interessam-me os olhares. Interessa-me o amor, o abraço, o toque e o cheiro a felicidade.

Interessa-me o mar, o céu, a textura da terra e a vida que brota no mais ínfimo canto para onde coloco a minha atenção. 

E vejo verde esperança em tudo. Azul mar, azul céu. Laranja sol e ainda em amarelo. Vermelho amor. Castanho terra. O preto do luto que resolvo, passo a passo. E o branco da paz que se instala. 

Amo todas as cores, cheiros e sabores.

Degusto tudo isto, até que enfim acabe e a paleta de cores aumente e possa pintar pixel, sobre pixel em tons de luz múltipla radiante. Sempre colorida, transparente, fervendo história, carregando memória. 

Porque vivi. 



terça-feira, 5 de janeiro de 2016

#205 Pela estrada do sonho



Pela estrada do sonho adentro, com destino à Felicidade.

Prazo máximo para a primeira etapa: este ano. Quando fazemos o que mais gostamos, não há grande esforço. Uma das magnas lições que a vida me ensinou.

Vamos sempre a tempo.

 Sempre.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

#204 A roda do dharma


A Roda do Dharma ou a Roda da Vida simboliza o ciclo de morte e renascimento, num loop contínuo, do qual apenas nos libertaremos no preciso momento em que atinjamos a iluminação suprema.

Sinto perfeitamente e de uma forma cada vez mais clara, esse ciclo, em particular no que me diz respeito.

Julgo que é muito isso: o "tal" DESPERTAR. 

Umas vezes sinto-o só, outras acompanhado, se bem que a companhia é uma doce ilusão, uma vez que estamos infinitamente sós e por isso mesmo paradoxalmente interligados, conectados, unidos, juntos, neste macrocosmos espiritual.

Encontrar a equanimidade pelas várias etapas percorridas, extrair os ensinamentos devidos e avançar, é tarefa dura.

Até porque há sitios dos quais confortavelmente não queremos sair. E outros que desconfortavelmente nos impelem a não voltar, ou nem ficar o tempo suficiente para APRENDER.

Como reagir então a tudo isto?

Como superar a perda, a dor, a mágoa, o ressentimento?

Como não nos apegarmos ao prazer, ao sorriso, aos afectos?

Lá está. Não é simples. Nada simples!


Mas ao menos já "percebi" isto tudo. Qualquer coisa, estou certo que já avancei. As ferramentas estão encontradas, o caminho entendido, o desfecho imprevisivel.

Espero que ler TE ajude também, a ti, visitante desconhecid@ que comigo te cruzas aqui pelo ciberespaço.

Ah e meditar, claro. É esse o caminho, mas depois AGIR.