segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

#204 A roda do dharma


A Roda do Dharma ou a Roda da Vida simboliza o ciclo de morte e renascimento, num loop contínuo, do qual apenas nos libertaremos no preciso momento em que atinjamos a iluminação suprema.

Sinto perfeitamente e de uma forma cada vez mais clara, esse ciclo, em particular no que me diz respeito.

Julgo que é muito isso: o "tal" DESPERTAR. 

Umas vezes sinto-o só, outras acompanhado, se bem que a companhia é uma doce ilusão, uma vez que estamos infinitamente sós e por isso mesmo paradoxalmente interligados, conectados, unidos, juntos, neste macrocosmos espiritual.

Encontrar a equanimidade pelas várias etapas percorridas, extrair os ensinamentos devidos e avançar, é tarefa dura.

Até porque há sitios dos quais confortavelmente não queremos sair. E outros que desconfortavelmente nos impelem a não voltar, ou nem ficar o tempo suficiente para APRENDER.

Como reagir então a tudo isto?

Como superar a perda, a dor, a mágoa, o ressentimento?

Como não nos apegarmos ao prazer, ao sorriso, aos afectos?

Lá está. Não é simples. Nada simples!


Mas ao menos já "percebi" isto tudo. Qualquer coisa, estou certo que já avancei. As ferramentas estão encontradas, o caminho entendido, o desfecho imprevisivel.

Espero que ler TE ajude também, a ti, visitante desconhecid@ que comigo te cruzas aqui pelo ciberespaço.

Ah e meditar, claro. É esse o caminho, mas depois AGIR.




domingo, 3 de janeiro de 2016

#203 a rosa branca desabrochou




Pessoas
Animais
Plantas
Lugares
Sentimentos
Memórias

E

T A N T A S t a n t a s    T A N T A S t a n t a s

h       i       s      t       ó      r       i       a       s

assaz fortes o suficiente para não serem meras 

e s t ó r i a s



Todos temos os nossos lutos para serem feitos

Hoje em dia já nem sei se é mais fácil fazer o luto de tudo o que parte, ou se é ainda mais difícil fazê-Lo do "imenso tudo", quanto fica em nós, mas que já não é nosso... Ou que nunca foi nosso, não obstante residir para sempre EM nós

S       E       I

m a s    n ã o    d i g o     

a   q   u   i  


Desde que me conheço que estou em luto 

Luto de tudo quanto de mim partiu e de tudo quanto em mim partiu,     

i   g   u   a   l    i   g   u   a   l   i   g   u   a   l

m          e         n         t        e 
   

 revisito o painel das memórias e saboreio as histórias, meio doces, meio amargas

convivo com Pessoas Animais Plantas Lugares Sentimentos Memórias
que já foram e já não são, 
mortas que agora estão

vivas que parecem
aos olhos todos que não as viveram

onde e como o que eu com elas ainda   S O U 

Vejo-as passar
Toco-as
Sorrio-lhes
Mas já se foram embora

E isso
d  ó  i

porque só eu sei

que 
NUNCA

as vou deixar partir 

. . .


a rosa branca desabrochou e dela saiu um odor tão 
perfumado 
mágico
belo

um magnífico

FOGO FÁTUO





sábado, 2 de janeiro de 2016

#202 Longe




i n u n d a s t e   o   m e u
ancestral 
S I L Ê N C I O
com tuas belas  p a l a v r a s  soltas  

e  s  c  u  t  e  i  -  a  s
sôfrego de alimento


mas soltaste-me 

e


c        a        í 




a princípio, o chão parecia tão delicado e meigo
mas

m     a     g     o     e     i     -     m     e    


tenho   m e  d o
tenho tanto frio


veste-me de novo
de 


T I .

#201 Caugh a Long Wind

 
https://vimeo.com/127354921

Caught a Long Wind - FEIST


Little bird, have you got a key
Unlock the lock, inside of me.
Where will you go, keep yourself a float,
Fearing old, run till the wings
Unfolding, caught me a long wind
Where will we go
Keep yourself afloat?
Caught a long wind
A long life wind
I got too know the sky
But it didn't know me
Got too see the light
The light on top of the sea
Be the burn, be the key
And the current tells
What the wave withheld
And light inside
Where the light will lie
Where will you go
Keep yourself afloat?
Caught a long wind
A long life wind
Like a swallow
A night owl
A little chickadee
Sad sparrow
Good morning bird
Good nightengale
I took a deep breath
And caught a long wind


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

#200 Receituário principal


Ora vejamos:

Alimentação de base restrita vegetariana;
Duas horas de meditação por dia;
Uma hora diária (pelo menos) de exercício físico;
Tempo diário para a escrita e composição, com vista à divulgação pública dos resultados;
Tempo diário para a leitura e audição;
Tempo diário para a contemplação da natureza;
Tempo diário para o manuseamento das taças "tibetanas" Peter-Hess e do Gongo "Buda".

A tudo isto se somará o regresso progressivo e intensivo ao ashtanga yoga, à conclusão da pós graduação em "Alternative medicines" na Indian Board Of Alternative Medicines e à conclusão do processo de certificação internacional em Master Coaching.

Pelo menos seis horas de sono diárias, é ainda o que se pretende, não obstante todas as outras actividades, responsabilidades e compromissos. 

Outros remédios ainda em estudo, mas com vista a serem introduzidos progressivamente, uma vez que irão produzir mudanças significativas e de carácter permanente na camada social. Consequências finais imprevisíveis, ainda que parte delas esperadas. 

Espero que o doente sobreviva...

Eis pois a receita (parcial) para a minha cobaia preferida. Vamos ver se ela cumpre e se funciona. Acredito que sim. De qualquer forma, a doença é grave e crónica, pelo que esperam-se resultados demorados, mas quem sabe de carácter duradouro. 

Querido ACASO:


sejas muito bem-vindo a 2016.