quinta-feira, 30 de outubro de 2014

#163 Lisboa que espera


Ali estava à hora combinada
sozinha, perdida, no meio da estrada

Lisboa ansiava
alguém ao longe a espiava

ela? enfim, esperava
exasperava

e...





nada.



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

#162 Pequenas lições que a vida nos dá


Nunca compares a tua vida com a dos outros. Porquê? Eu explico: 

1. Nunca tens a absoluta noção de qual a dimensão da dureza do caminho que o conduziu até onde o(a) vês;
2. Desconheces qual a sensação que o(a) mesmo(a) sente, em estar no ponto em que o vês;
3. Não sabes para que ponto irá em seguida.

Por isso, olha apenas pela tua vida e saboreia-a em tudo quanto ela te brinda, aprende com as quedas, cresce e aprende.

Faz sempre o melhor que puderes. Ajuda todos quantos possas, mas começando naturalmente por te ajudares: a TI.

Nada podes fazer por ninguém, se não reunires os mínimos e a chave está em nunca te esqueceres dessa obrigação, quando atingires para cima do patamar mínimo e quem sabe mesmo: os máximos.

Não mates. Não roubes. 

Supostamente duas regras tão simples, mas tão difíceis de cumprir, se compreendermos que o lucro é um roubo (para eu estar aqui a escrever um texto no computador, alguém está do outro lado do mundo a passar fome) e quanto a não matar... para além da compreensão da premissa anterior ser complexa e envolver necessariamente a "cumplicidade" na morte de alguém, temos ainda a alimentação e as mortes que a mesma provoca, sempre de inúmeros animais.

"Não matar" implica, portanto, também em si, muitas decisões.

Sim, já sei que assobiar para o lado é sempre mais simples. De resto, é essa a história da nossa civilização, começando pela sociedade ocidental.

Claro está que também eu não cumpro na íntegra estas três premissas. Mas ao menos estou consciente e dando passos largos nesse sentido. Um dia destes já "lá" estarei.

Quanto a TI? Só tu saberás.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

#161 O mantra que se impõe


memórias de tempos vividos 
de tempos por viver 
de tempos que já não viverei

olhares trocados, perdidos
no âmago do meu ser
que só eu saberei

percorro imagens que sinto
mesmo quando me minto
mas vislumbro-as tão bem...

só queria ao menos um quinto
de mais tempo, neste recinto
para deixar de ser refém

desconheço o fim da história
mas insisto em guardar na memória!

o testemunho guardado
hermeticamente fechado

mas livre, na imensidão do céu. 


Olho para cima e a todos... vos mando:



SINTAM!
um beijo meu



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

#160 LUCHAPA


Presido a duas associações. Ambas em regime de voluntariado, o que quer isto dizer que nelas não ganho qualquer quantia, não tenho qualquer tipo de regalias, não tenho ajudas de custo, nem vencimento. 

Nem por cima nem por baixo da mesa... claro que tenho que ganhar a minha vida, trabalhando. Como toda a gente.

E isso naturalmente me enche de orgulho. Hoje, foi remodelado o novo site de uma delas. Da mais jovem (a outra é centenária) que é a: Associação Luchapa, que ajudei a fundar.

Convido-vos a aparecerem e a darem a vossa opinião. 





domingo, 19 de outubro de 2014

#159 Do sol e da chuva em mim


Ando perdido entre dois tempos
Entre o "eterno" e o "nenhures"
entre o sol, o inverno e

o abraço fraterno vindo de algures


Chovo copiosamente
todo eu sou terra viva 
azul e verde (esperançosamente)
timbre e toque, que me cativa


Alma mater que me inspira
barca dos descobrimentos
resgata esse dEUS que admira
p'la magia adentro, dos elementos


Nesta dimensão, travo caminho
onde tudo se ilumina
dois seres fundidos numa colina

uma multidão, mas... estou sozinho