domingo, 19 de outubro de 2014

#159 Do sol e da chuva em mim


Ando perdido entre dois tempos
Entre o "eterno" e o "nenhures"
entre o sol, o inverno e

o abraço fraterno vindo de algures


Chovo copiosamente
todo eu sou terra viva 
azul e verde (esperançosamente)
timbre e toque, que me cativa


Alma mater que me inspira
barca dos descobrimentos
resgata esse dEUS que admira
p'la magia adentro, dos elementos


Nesta dimensão, travo caminho
onde tudo se ilumina
dois seres fundidos numa colina

uma multidão, mas... estou sozinho





quarta-feira, 15 de outubro de 2014

#158 Fazer acontecer


Dois ou mais seres parados, não chegam a lado algum. Caminhar, implica pois movimento. Seja ele interior, ou exterior.

E claro está... que as caminhadas interiores: são sempre as que nos levam mais longe.

Até já.

domingo, 12 de outubro de 2014

#156 Coração cheio


Vejo cada vez menos televisão. (* já aqui falei disto, pelo menos uma vez) 

Por vezes, ainda um filme ou outro me cativa. Ou quem sabe um bom documentário, ou ainda por vezes peças dos noticiários sobre avanços científicos, dos tempos em que vivemos. 

Nada mais.

Isto, ao mesmo tempo que me vou preparando para a grande viagem que irei fazer de cinco a dezasseis de Novembro. A viagem até mim mesmo, no curso de meditação vipassana.

Estou expectante em como irei lidar com o silêncio mais profundo, com a solidão, com a não comunicação com o exterior. Com um regime rígido de doze horas de meditação por dia. E que homem voltará, depois?

Hoje de manhã passava os olhos por um filme e assistia a um pequeno discurso de um personagem retratando um homem velho, um ancião, que não resisto a reproduzir, pela beleza e densidade do mesmo:

"Às vezes as coisas que podem não ser verdade, são basicamente aquelas em que um homem tem que acreditar.
Que as pessoas são fundamentalmente boas.
Que a honra, a coragem e a virtude, são tudo.
Que o poder e o dinheiro não são nada.
Que o bem triunfa sempre sobre o mal

e



Que... o verdadeiro amor: nunca morre."



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

#155 Ao correr da pena


Preparo-me para ir para casa e escrevo mais umas linhas, desta vez a partir do meu gabinete nos bombeiros.

O que fará um tipo da minha idade, abraçar causas em regime de total voluntariado, optando por dedicar horas do seu tempo de vida em meio associativo?

Porque é que não prefiro dedicar o meu tempo a ganhar dinheiro e mais dinheiro?

Porque é que não prefiro antes ver televisão, ou sair à noite, ou simplesmente nada fazer?

Porque é que decidi, há tantos anos que a minha vida só teria valor se fosse partilhada com todos(as)?

Porquê?

Porque só sei ser feliz assim, ou visto por outro prisma, talvez porque esta é a única forma que encontrei de minimizar o meu sofrimento.

DAR! DAR! DAR!

Felizmente não sou o único... 

Obrigado a todos e a todas, que orbitam o meu mundo e me relembram todos os dias, que pese embora a tipologia das responsabilidades que carrego sozinho: a tarefa é no entanto de grupo e não de um só ser em particular.

Espero acordar amanhã, mas se acaso não acordasse, partia feliz, de coração cheio e com a certeza de com as condições que tinha nesta vida: fiz tudo quanto podia. Ou pelo menos... uma boa parte!

E essa sensação: não tem igual!

Até já.