domingo, 5 de outubro de 2014

#152 Espero dos outros, cada vez menos


Revisito na imagem que dá corpo a este meu post de hoje, um dos meus escritores favoritos e sempre recomendáveis: Hermann Hesse.

O tempo vai avançando. 

Sinto isso por exemplo nos meus cabelos, que vão ficando devagarinho e como sempre os sonhei ter, um dia: grisalhos. Mas não só nos meus... nos dos outros, também.

Olho e observo rostos marcados pelo tempo. Aos poucos, muito ao de leve. Preocupo-me mais com a minha alimentação, com a minha saúde.

Livra, que quero ser jovem mais tempo ainda!

Meninas de ontem, são agora mulheres. E algumas das que reconheci um dia como mulheres, são afinal ainda e às vezes: meninas.

Isso não é necessariamente mau. Mas às vezes, é.


Já os rapazes... quase sempre são apenas: rapazes. Poucos reconheço, já como homens... tirando os que já bem vividos, se fizeram entretanto Homens, mesmo.

Aprendi a viver menos a desilusão... O que equivale a iludir-me menos.

Na verdade, espero a maior parte da mudança, de dentro de mim mesmo. Às vezes, percebo que algumas das minhas montanhas, poderão ser já intransponíveis, derivadas da passagem do tempo. Outras vezes, não.

O que sei, é que muita coisa me emociona, bem mais do que alguma vez me emocionou. É delicioso estar vivo, não obstante doer muito... 

Olho com mais calma para o céu. Olho com mais calma para o mar. Olho-TE com mais calma. Olho com mais calma. 

O l h o 

  c  o  m


    m   a   i   s



  
      c     a     l     m     a 



Com mais. 

Tudo tem mais de mim. Sou mais EU, em tudo. Até no 







silêncio

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

#150 IR


Ninguém disse que seria sequer simples. Que por ventura "estar-se vivo": seriam só facilidades.

Mas nunca estamos preparados para todos os acontecimentos que nos surgem em catadupa, aqui e ali.

Sorrisos entre lágrimas. Choros entre gargalhadas. Nascimentos, mortes. Avanços e recuos. A vida é mesmo assim.

O tempo tem-me dado mais paz. Mais serenidade. Talvez seja isso a tal da "experiência", a tal da "maturidade".

Mantermo-nos eternamente crianças e continuar a jogar todo um universo de peripécias dos adultos que agora somos, é sem dúvida um desafio constante.

"Ir, sobretudo em frente", é a tarefa que abraço diariamente com afinco. 

Umas vezes com mais determinação, outras com menos. Mas sempre sem dar espaço a que o conceito de drama me preencha, ou que por ventura me trave, na única direcção possível da jornada espiritual que insisto em que seja: ascendente.

Até já.



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

#149 Absurdo é sim, mas só se não viveres


Pois. O tempo passa a correr... 

O dado adquirido de ontem, é a dúvida de hoje. Quem sabe se de novo a certeza do amanhã.

Só sei que: é urgente VIVER.

Aproveitando cada gota de sangue que eventualmente nos jorre pelas veias dentro. Celebrando-a, uma multiplicidade de vezes e vezes, sem conta. 

Isso só é possível não dando tréguas ao medo, combatendo-o entrincheirado e em cada esquina. Surpreendendo-o com tácticas que não espera! Enfim reinventando-nos, a cada dia que passa. 


E com todas as nossas forças. Todas as que tivermos.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

#148 Hoje escrevo para TI


É recorrente, quando estamos em períodos de grande transformação interior, debatermo-nos com a possibilidade de estarmos sós.

Sós, nas nossas decisões. Sós, nas nossa opções. Sós, na forma como vemos os "problemas" e ainda sós na "decisão que tomamos para os resolver".

Na verdade, a par das lideranças sólidas, os caminhos espirituais são sempre solitários. Individuais.

Obviamente que existem as pessoas com as quais partilhamos ideias, sentimentos, opções, caminhos... ouvimos e amadurecemos. Mas no fim da história: há sempre aquele momento, aquela dimensão, em que a solidão é o que mais importa. Aliás: DEVE ser o que mais importa no processo de decisão.

Há pois que ouvir a nossa voz interior. O nosso EU maior. O nosso DEUS cósmico.

Por isso e para todos(as) aqueles que se sentem sozinhos, na sua caminhada espiritual, não obstante as ricas partilhas que possamos ter neste ou naquele momento, acreditem:

EU ESTOU TÃO SOZINHO QUANTO VOCÊS... E A TI PARTICULARMENTE, ESTOU TÃO SOZINHO QUANTO TU.*




* E é precisamente por isso, que afinal: nunca estamos sozinhos. Paradoxalmente, é na verdadeira solidão que afinal nos encontramos! Estamos sempre por isso JUNTOS!

Os meus votos de uma boa jornada.