sexta-feira, 12 de setembro de 2014

#145 O mapa da existência


Osho é um personagem desconcertante, com o qual concordo e discordo veementemente várias vezes. 

De resto, como o próprio sempre quis, especialmente quando afirmou por diversas vezes incluindo-se a si próprio que: "não se devem seguir e eleger quaisquer gurus, ou líderes espirituais".

Dizia ele: "Jesus Cristo, Buda e outros, só foram quem foram porque não seguiram ninguém que não a eles mesmos".

É pois esse mesmo o caminho da transcendência! Escutarmos a nossa voz interior e darmos-lhe corpo, primeiro nos pensamentos e depois nas acções.

É um percurso árduo e sem tréguas, mas que vai produzindo os resultados necessários.

Tem avanços e recuos como todas as coisas, momentos belos e outros em que não conseguimos descortinar a beleza... pelo menos à primeira vista.

Mas a verdade, é que se em nós há (e há mesmo!) todo o "mapa da existência", basta procurarmos no nosso mapa do tesouro o: "pote de ouro no fim do arco-íris".

"ELE" está sempre lá á nossa espera, em cada situação, em cada vivência, em cada dor mais crispada, em cada lágrima derramada...

É enxugar os olhos, abri-los bem e VER!


Sim... porque não basta olhar... é mesmo preciso: 


V E R.






quarta-feira, 10 de setembro de 2014

#144 Subliminar em noite de superlua



No paradoxo, reside um manancial de informação preste a ser recolhida, tratada, catalogada, sequenciada e por ventura a servir sempre para o processo de decisão.

Nunca há soluções perfeitas, apesar de no final tudo ser geometricamente e antagonicamente perfeito. Simétrico. Complementar.

Num verdadeiro encaixe divino, nesse fato feita à medida dos nossos sentires, qual cosmos pulsante e vivo, que respira umas vezes oxigénio puro e outras monóxido de carbono e todos os venenos mais densos e mortais.

Mas se ingere veneno, é porque vivo se encontra. E é a esse organismo que compete procurar e qui ça encontrar o antídoto escondido, que existe na prateleira mais alta, no fundo do armário mais comprido, no frasco mais sujo, com o rótulo por ventura apagado. Ou sem rótulo, mesmo!

O que interessa é que a solução é sempre apaixonante. É sempre vibrante. Desafiante. Revigorante. E é sempre um (re)nascimento.

Com dor, mas com um enorme sorriso :D ...que é o que fica para memória futura, registando com chave de ouro a intemporalidade e o sabor da vertigem.

Viajar é preciso. E aprender a voar, implica cair.

Espero chegar às nuvens um dia. Até porque estou farto de cair.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

#143 Avanços e recuos


Uma das coisas que me dá muito gozo na vida, é assistir como observador e (participar também), no mistério da vida.

Nas zangas, o melhor é: fazer as pazes! :D
Na tristeza, o melhor é depois sorrir!
Na doença, é focarmo-nos na cura!
Na ausência de algo, redefinir caminhos ou desenvolver estratégias para reconquistar, revisitar, ou substituir e em grande estilo!


É que "o giro", muitas vezes, é perceber que "a seguir à tempestade, virá sempre um arco-íris". Há pois que resistir aos tempos duros e enfrentá-los de sorriso em riste e com a confiança de quem sabe que no fim, tudo irá correr bem.

Claro que também acontece o inverso... Mas para um optimista, o fim (seja lá o que "isso" for), termina sempre BEM.


Nem sempre me afirmo como um optimista puro e inveterado... Por vezes também desespero, como as outras pessoas.

Também choro e me entristeço!

A diferença, é que para mim, essas "fases" só existem enquanto momentos. Não duram dias, nem meses, nem anos, nem se revelam montanhas densas e inultrapassáveis. 

E nunca deixo de fazer "o que tenho que fazer", em nome da depressão, da angústia, do medo, ou de outros sentimentos destas famílias.

Por vezes abrando. Claro! Sou humano.

Nem sempre estou a acelerar. 

Pondero inclusivamente várias vezes, antes de decidir os temas mais complexos para a minha forma de ser.

Mas se acontece uma coisa "má", de imediato redefino objectivos e aproveito essa "energia" para construir alguma coisa nova.

Sei que mais tarde, me agradecerei por não ter parado em definitivo. Por talvez ter mesmo começado um projecto novo.

É que a vida passa por nós... e não há tempo a perder.



Tem sido esta a minha experiência e é neste rumo que prossigo.

Experimentem. Acreditem que não se vão dar mal.



domingo, 7 de setembro de 2014

#142 O Acaso nas nossas vidas


Todos os dias o universo me manda recados. Uns subliminarmente, outros: directamente mesmo.

Não posso nunca deixar de sublinhar, que pelo menos em relação a mim, o universo tem um enorme sentido de humor. 

Negro e sarcástico*, muitas das vezes. Já noutras, age levemente e simpaticamente com alguma condescendência.

Mas no fundo, até adoro esta sua maneira tão característica de me ensinar, no fundo condicente com os traços da minha própria personalidade. (Será que adopta a metodologia e a linguagem que melhor se adapta a cada pessoa?)

Nunca posso dizer que não me avisa, que não me mostra, que não me lembra, que não me dá hipótese de modificar, de crescer, de melhorar, de evoluir.

Claro que a maior parte das vezes, erro várias vezes. Mas aprendo sempre mais um bocado, fazendo-se magia. 


Oh se aprendo! Livra... 






*...mas não me tira o meu melhor sorriso. Lamento mas isso não! Aliás... nem me parece que seja esse o objectivo. Bem pelo contrário... :)) 

Mas que é um sacana: É!


sábado, 6 de setembro de 2014

#141 Danaus Plexippus e os humanos


Era sábado de manhã e (como ainda o faço cada vez mais raramente, nos poucos canais de televisão que ainda me despertam curiosidade), assistia a um pouco de um documentário sobre a vida animal, que sempre ajuda a perceber muito do que somos, também.

De facto, tirando documentários sobre história, vida selvagem, artes e matérias ligadas ao ocultismo, já pouco mais me motiva para ligar a televisão.

Cada vez menos a ligo, passando dias e dias que nem dela quero saber.

Mas dizia eu, assistia comovido (sim, a idade tem destas coisas e a forma intensa como vivemos a nossa vida também) ao desenrolar da vida de um pequenino ser de seu nome DANAUS PLEXIPPUS ou MARIPOSA MONARCA.

São as mais conhecidas "borboletas" da América do Norte, tendo sido introduzidas no século XIX na Nova Zelândia e Austrália, sendo as suas irmãs do Atlântico, residentes nas Ilhas Canárias, Açores e Madeira. 

São conhecidas pela sua resistência e longevidade e pelo padrão laranja e preto facilmente reconhecível. 

Têm uma envergadura de 8,9 a 10,2cm e pesam já adultas cerca de meio grama, sendo uma das maiores. 

No geral, esta espécie vive quatro dias como um ovo, duas semanas lagarta, depois crisálida dez dias enquanto forma a sua dura capa protectora e finalmente entre duas/nove semanas como borboleta.

No entanto... existe uma geração que é apelidada de "Matusalém" e que vive NOVE MESES, migrando para trás e para a frente.

Iniciam a sua alimentação comendo o próprio ovo e depois as plantas de algodão sobre as quais nasceram.

O seu característico padrão alerta os possíveis predadores de que são: venenosamente fatais.

De Agosto a Outubro migram aos milhões para sul e depois para norte, na Primavera.

Esta espécie é um dos poucos insectos que se permite fazer travessias transatlânticas... Estamos a falar de uma migração de 5000km!

As que nascem no final do Verão, princípio do Outono, serão as que irão fazer esta travessia numa única viagem de ida e volta da sua vida.

Algumas chegam ao sudoeste da Grã-Bretanha e Espanha.

As ocidentais viajam do Canadá para a costa da Califórnia nos Estados Unidos, para passar o Inverno em pequenos bosques de eucalipto, ao passo que as do oriente viajam do leste para o centro do México directamente para os bosques de abeto e pinho. 

Todas elas procuram o seu caminho sozinhas. Absolutamente: sozinhas... mas depois da migração feita, encontram-se todas, eventualmente acasalam e hibernam juntas.

Curiosamente, desde as suas ancestrais que encontram sempre o seu caminho. 

Seguem as mesmas rotas nas mais diversas gerações directas e muitas chegam a inexplicavelmente pousar na mesma árvore (de mães e pais para filhas(os), para netas(os) e por aí adiante).

Um ciclo de vida, no mínimo desconcertante para uns. 

Para outros... quem sabe de alguma forma, similar.