segunda-feira, 25 de agosto de 2014

#133 Já vim do paraíso


E assim foi, como sempre é em Idanha-a-Nova, mais um Boom Festival memorável, dos mais intensos a que fui.

Desde 2008 que lá vou e irei, assim o espero, até ao fim dos meus dias.

O tema deste ano era a Mulher e o Universo Feminino. Não poderia por isso ter sido melhor tema, dada a grandiosidade de tudo o que nela está contido.

Como sempre, a magia esteve presente, entre batidas repetitivas e hipnóticas, entre a liberdade sem limites, entre sorrisos vários e olhares cúmplices trocados entre amizades antigas e mesmo entre "estranhos", afinal tão ou mais próximos que os "conhecidos do dia a dia"...

Foi dado azo à exploração dos nossos mais secretos alteregos, dos nossos devaneios, mas sempre sob o signo do amor que afinal conduz tudo e todos, (A)caso nos deixemos ir.

Aqui fica uma das escassas fotos possíveis, que faz viajar apenas quem apura os sentidos e vê a cor que se esconde por detrás da imagem, sente o sabor e os cheiros nela perdidos, escuta a música que emana do dancefloor habitual e intuitivamente se perde em horizontes eternos de consciências expandidas, que ousam ser diferentes e viver felizes.

Sim, porque é no respeito para com o(a) outro(a) mas apurando a diferença, que afinal nos complementamos e: (re)encontramos.


WE ARE LOVE.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

#132 Fui ali ao paraíso e já venho


Desculpem lá qualquer coisinha, mas é que esta semana tenho mesmo mais que fazer.

Cumprimentos e não se deprimam muito com a "realidade diária". Se precisarem de mim passem pela rampa de lançamento de naves aeroespaciais da NASA. Pode ser que saibam de mim, por lá.

Fui. 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

#131 Trinta e sete



"Trinta e sete" é o que marca o calendário. Mas como é que chegámos até aqui? É simples...:

Entre lágrimas e gargalhadas sem fim. Entre recordações que insistem em não me largar e entre planos de futuro vezes sem conta, mas vivendo o presente que também já foi futuro, passado que agora é.

Sinto-me bem. Podia estar melhor? Podia! Mas pior também. Concluo pois que estou como devo estar.

Até porque podia já nem "estar", assim, como estou! Penso no tanto que tenho ainda para fazer. No tanto que farei, ainda, sem saber...

Penso nos corações que já marquei, nas causas que abracei, na natureza que já contemplei, na música que já toquei, nos livros que já li, nas situações que vivenciei, nas vitórias que alcancei, nas derrotas que já sofri... no imenso que já aprendi!

Não dou pois por terminada a tarefa. Mas como há muito tempo venho a dizer: não tenham pena quando terminar, que eu não terei.

Com as condições que tenho, que tive e quaisquer que sejam as que terei: farei sempre o melhor que conseguir!

Por isso, estou em paz. E assim conto estar até ao último suspiro.

Parabéns puto! Estás mais TU!



...o caminho é por "aí".


segunda-feira, 28 de julho de 2014

#130 Mania de escrever


Dos ofícios que carrego há mais tempo em mim, encontro no meu íntimo mais profundo: a composição musical e escrever... 

Escrever poemas, pensamentos, divagações! Teorizar sobre o mundo, sobre os relacionamentos. Descrever as minhas dores. Falar dos meus amores. Assumir recordações.

No fundo, para além da oralidade mais primária que manipulo com facilidade, encontrei estas formas de comunicar mais poéticas. Onde me desnudo vezes sem conta. Onde entre mistérios, me conto e brinco com as palavras, ou através da música.

Emotividade, sensibilidade, intuição e lágrimas: jamais serão para mim exclusividade do universo feminino.

Ser-se completo, é ser-se UNO! Homem e Mulher. Esquerda e Direita. Corpo e espírito. E tantas, tantas coisas mais.

A maturidade traz-nos isto e um sorriso nos lábios, quando percebemos que o tempo passou por nós sem darmos conta.

:) engraçada, a vida.

#129 Reconhecer que os anos passam


Dou por mim a viver momentos únicos! Situações novas. 

Outras vezes, a viver situações já anteriormente vividas ou que remontam a algumas parecenças, mas a delas extrair novos ensinamentos, ou a consolidar visões que tenho sobre a vida.

Sinto-me o puto de sempre. Puro, vivaço, excêntrico, maduro "demais" para a idade que tinha, sofrido, mas sempre de sorriso em riste.

Os anos passam por mim (ainda bem!) e como sempre: sinto-os bem para além "da data escrita no cartão de cidadão". Isto mais pela experiência adquirida, pelas dores que carrego no peito, pelas viagens que tenho feito e pelos(as) número de Mestres de elevada qualidade, com os(as) quais me tenho cruzado na minha caminhada.

Obrigado! Obrigado! Obrigado!

Espero estar sempre à altura da grandeza dos ensinamentos, tamanha é a dor que me provocam (o que indicia precisamente o propósito da lição e a firmeza de Quem ensina). 

Com o tempo, aprendi pois a reconhecer a magia e a desbravar o mistério... é que: somos afinal Mestres uns dos outros e surge no nosso caminho o que precisamos para avançar.

Desejo pois não esquecer nunca mais essa descoberta, bem como o tanto mais que entretanto percebi e dar então mais um passo para evoluir. 

Cada dia que passa, sei que tenho menos tempo... Mas que saboroso que é: dar-lhe o valor que merece.