quarta-feira, 9 de julho de 2014

#123 O poder da comunicação


Comunicar é preciso.

Muitos dos problemas que tenho tido ao longo da vida, têm-me acontecido por não me conseguir fazer entender. Ou por não perceber muitos sinais que me vão sendo dados.

Claro está, que não falo apenas do discurso escrito ou falado, pese embora o facto do mesmo, nessas duas vertentes, ser também um instrumento poderoso.

Falo de "ler nos olhos". Falo do "toque". Falo do "timbre dado às palavras". Falo nos "gestos". Falo da "expressão corporal". Falo de tantas coisas mais.

Nem sempre consigo dizer ou escrever precisamente aquilo que penso. E depois há o "velho problema": o ser humano evolui.

Já pensei diferente sobre uma data de coisas. Mudei as crenças. Rebati dogmas (se é que algum dia os tive em quantidade), "baralhei e dei de novo". E aprendi com as situações, ou com conselhos que sempre atentamente escutei e escuto, de todos os mestres que comigo se cruzam no caminho. E têm sido vários(as) ao longo da vida. Com todos(as) aprendo sempre mais qualquer coisa.

Mas no que mantenho, é que primeiro que tudo, é basilar que não nos mintamos a nós mesmos. Depois, se possível, aos que nos rodeiam. É esse o caminho, sem dúvida. O objectivo.

Todavia e como todos os caminhos, também tem o seu tempo e as suas excepções. Até porque nunca haverá regra sem excepção e se há coisa que rejeito, são as verdades adquiridas, venham elas de onde vierem.

Instalam-se e tornam-se potencialmente perigosas. Gosto pois de manter sempre tudo em aberto, disponível à mudança.

E sobre o quadro comunicacional, há alguém que aprendi cada vez mais a ouvir e a respeitar. Aprendi a escutar mesmo, profundamente! Alguém com quem passo cada vez mais tempo, entre silêncios duradouros e verdadeiros.

Quem é esse alguém que cada vez mais respeito?


EU.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

#122 Notícia do ano artístico


20 anos depois: PINK FLOYD vão lançar o seu "novo disco de originais", já em outubro deste ano.

É verdade que sem Roger Waters e baseado em temas gravados em 1994, mas o que interessa isso?

É sem dúvida uma das mais míticas bandas bem sucedidas de sempre, que atravessaram as fronteiras do experimentalismo e abriram caminhos para além do rock, dentro do psicadelismo progressivo.

Goste-se ou não: é de registar. E motivo de regozijo, porque o conceito de "Fim" é deveras subjectivo.

Sempre preferi antes a palavra:


E T E R N I D A D E.

domingo, 6 de julho de 2014

#121 Em estágio


Dois anos passam num instante. Essa é que é a verdade.

Quando damos por ela: PLIM! 

E de repente, entre mil e um problemas, mil e uma divagações e outras tantas coisas, dou por mim a saber que há certezas na vida que se mantêm intemporais, pese embora a alteração de várias modelos de pensamento, que necessariamente também eu atravesso.

Na verdade, apesar de tanta chatice, estamos em 2014.

E se motivos houvessem para não celebrar, há todavia um que faz deste ano um dos melhores de sempre. E que por momentos me dará algum descanso de tanta coisa que estou sobejamente farto. Celebremos pois a Liberdade, ainda que não sendo total e pura. Até porque, condicionada é ela sempre e em todos os fóruns... 

Mas... é que há uns: com manifestamente mais piada do que outros.



quinta-feira, 3 de julho de 2014

#120 Mudar


Hoje estava na esplanada da minha querida Associação Luchapa, no Palácio do Egipto, em pleno Centro Histórico de Oeiras e eis senão quando um pequeno pássaro de várias e belas cores, cai em voo picado dois metros ao meu lado, estatelando-se no chão.

Tremeu em poucos segundos e... num último suspiro lamentavelmente morreu, para meu espanto e dos que observaram o triste episódio.

Um pequeno ser vivo terminando a sua missão na terra, de uma forma rápida, mas dolorosa certamente e fatal.

Que viagens teria ele feito? De onde vinha? Para onde iria? 

......


Os últimos anos têm sido para mim altamente reveladores do que quero e do que não quero para mim. Erro muitas vezes. Mas pode não errar quem não tenta? Quem não age? Quem não avança na escada da vida?

Mas no que às revelações diz respeito: então os últimos meses nem se fala. Medito: amadureço: ajo.

Mas isto, a propósito de "nunca ser tarde para se começar uma nova vida"! Um novo desafio! Para colocar mãos à obra e começar tudo de novo! Tantas as vezes quantas as que forem necessárias.

Agir é preciso! E nem sempre é fácil.

Mas estarmos vivos é meio caminho andado para sermos felizes. 

Por vezes, a vida não é simples, de facto. Estamos menos alegres, mesmo tristes e amargurados até... mas aceitemo-lo como algo a debelar! A vencer! Obstáculos a ultrapassar.


Todos os dias olho o espelho e penso: e se fosse o teu último dia? O que farias?

...e depois disso: FAÇO. Pouco ou muito. Mas FAÇO.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

#119 Julho de 2014 - loading


Isto das imagens, com boa imaginação dá para tudo.

Para uns, trata-se da época de incêndios (nomeadamente entrámos na fase Charlie), para outros: será um conselho para que não acendam cigarros esquisitos e quem sabe levantarem voo. 

Pelo menos no período mais crítico, que vai de 1 de Julho a 30 de Setembro, o que inclui obviamente o mês de Agosto.

Bom, piadas à parte: tenham atenção a esta época. 

Os bombeiros de norte a sul, não merecem perder mais vidas.