segunda-feira, 7 de julho de 2014

#122 Notícia do ano artístico


20 anos depois: PINK FLOYD vão lançar o seu "novo disco de originais", já em outubro deste ano.

É verdade que sem Roger Waters e baseado em temas gravados em 1994, mas o que interessa isso?

É sem dúvida uma das mais míticas bandas bem sucedidas de sempre, que atravessaram as fronteiras do experimentalismo e abriram caminhos para além do rock, dentro do psicadelismo progressivo.

Goste-se ou não: é de registar. E motivo de regozijo, porque o conceito de "Fim" é deveras subjectivo.

Sempre preferi antes a palavra:


E T E R N I D A D E.

domingo, 6 de julho de 2014

#121 Em estágio


Dois anos passam num instante. Essa é que é a verdade.

Quando damos por ela: PLIM! 

E de repente, entre mil e um problemas, mil e uma divagações e outras tantas coisas, dou por mim a saber que há certezas na vida que se mantêm intemporais, pese embora a alteração de várias modelos de pensamento, que necessariamente também eu atravesso.

Na verdade, apesar de tanta chatice, estamos em 2014.

E se motivos houvessem para não celebrar, há todavia um que faz deste ano um dos melhores de sempre. E que por momentos me dará algum descanso de tanta coisa que estou sobejamente farto. Celebremos pois a Liberdade, ainda que não sendo total e pura. Até porque, condicionada é ela sempre e em todos os fóruns... 

Mas... é que há uns: com manifestamente mais piada do que outros.



quinta-feira, 3 de julho de 2014

#120 Mudar


Hoje estava na esplanada da minha querida Associação Luchapa, no Palácio do Egipto, em pleno Centro Histórico de Oeiras e eis senão quando um pequeno pássaro de várias e belas cores, cai em voo picado dois metros ao meu lado, estatelando-se no chão.

Tremeu em poucos segundos e... num último suspiro lamentavelmente morreu, para meu espanto e dos que observaram o triste episódio.

Um pequeno ser vivo terminando a sua missão na terra, de uma forma rápida, mas dolorosa certamente e fatal.

Que viagens teria ele feito? De onde vinha? Para onde iria? 

......


Os últimos anos têm sido para mim altamente reveladores do que quero e do que não quero para mim. Erro muitas vezes. Mas pode não errar quem não tenta? Quem não age? Quem não avança na escada da vida?

Mas no que às revelações diz respeito: então os últimos meses nem se fala. Medito: amadureço: ajo.

Mas isto, a propósito de "nunca ser tarde para se começar uma nova vida"! Um novo desafio! Para colocar mãos à obra e começar tudo de novo! Tantas as vezes quantas as que forem necessárias.

Agir é preciso! E nem sempre é fácil.

Mas estarmos vivos é meio caminho andado para sermos felizes. 

Por vezes, a vida não é simples, de facto. Estamos menos alegres, mesmo tristes e amargurados até... mas aceitemo-lo como algo a debelar! A vencer! Obstáculos a ultrapassar.


Todos os dias olho o espelho e penso: e se fosse o teu último dia? O que farias?

...e depois disso: FAÇO. Pouco ou muito. Mas FAÇO.



quarta-feira, 2 de julho de 2014

#119 Julho de 2014 - loading


Isto das imagens, com boa imaginação dá para tudo.

Para uns, trata-se da época de incêndios (nomeadamente entrámos na fase Charlie), para outros: será um conselho para que não acendam cigarros esquisitos e quem sabe levantarem voo. 

Pelo menos no período mais crítico, que vai de 1 de Julho a 30 de Setembro, o que inclui obviamente o mês de Agosto.

Bom, piadas à parte: tenham atenção a esta época. 

Os bombeiros de norte a sul, não merecem perder mais vidas.




segunda-feira, 30 de junho de 2014

#118 Quando alguém morre


Comecei a perder pessoas ainda cedo... cedo...? Pois, não sei.

Acho que nunca se é tarde para morrer. Nunca é tarde para que alguém que amamos, parta e para mais: em definitivo (no que a esta vida física diz respeito).

Relembro amigos que eram como irmãos, relembro irmãos de sangue, mesmo. Relembro avós, relembro o meu Pai.

Outros, terão ainda menos gente viva dessa, consigo. Outros, nunca sequer os tiveram alguma vez.

Na verdade, claro que dói. Dói sempre.

Regressamos a imagens, a vivências, a lugares... vezes sem conta. Encontramos as suas faces em rostos desconhecidos. Em sussurros que nos traz o vento, que toca nas copas das árvores.

Sei que ainda muitos irão partir, de entre aqueles que mais amo. E algum dia partirei eu, também.

Não tenho medo da morte, tão presente que ela tem sido na minha vida, desde miúdo, quando até a mim me queria levar vezes sem conta.

O maior desafio é não pensar nela. A nenhum instante, a nenhum momento. E viver apenas despreocupadamente, responsavelmente, amando e tocando os seres que connosco se cruzam. E não os esquecer...

Isso, não.