segunda-feira, 30 de junho de 2014

#118 Quando alguém morre


Comecei a perder pessoas ainda cedo... cedo...? Pois, não sei.

Acho que nunca se é tarde para morrer. Nunca é tarde para que alguém que amamos, parta e para mais: em definitivo (no que a esta vida física diz respeito).

Relembro amigos que eram como irmãos, relembro irmãos de sangue, mesmo. Relembro avós, relembro o meu Pai.

Outros, terão ainda menos gente viva dessa, consigo. Outros, nunca sequer os tiveram alguma vez.

Na verdade, claro que dói. Dói sempre.

Regressamos a imagens, a vivências, a lugares... vezes sem conta. Encontramos as suas faces em rostos desconhecidos. Em sussurros que nos traz o vento, que toca nas copas das árvores.

Sei que ainda muitos irão partir, de entre aqueles que mais amo. E algum dia partirei eu, também.

Não tenho medo da morte, tão presente que ela tem sido na minha vida, desde miúdo, quando até a mim me queria levar vezes sem conta.

O maior desafio é não pensar nela. A nenhum instante, a nenhum momento. E viver apenas despreocupadamente, responsavelmente, amando e tocando os seres que connosco se cruzam. E não os esquecer...

Isso, não. 



sábado, 28 de junho de 2014

#117 Faltam 32 dias


Hoje é um dia tão bom como qualquer outro para fazer contas. Para avaliar o passado, perspectivar o futuro e saborear o presente.

Hoje, que é dia 28 de Junho de 2014, faltam 32 dias para mais um aniversário meu, desde que nasci neste corpo físico e fui chamado por este nome.

De lá para cá... tanto que sucedeu. 

Tenho tido uma vida longa em episódios. Rica em amizades. Cheia de perdas, também.

Lágrimas que recordo derramadas várias vezes. mas também gargalhadas altas e a bom som, todos os dias.

Tantos abraços que dei, tantos abraços que recebi! Tanto amor que me tem sido dado e que a custo tento retribuir.

Na verdade, cada vez que algo me corre mal ou me sinto deprimido (sim, sou uma pessoa normal nesse aspecto) dou início de imediato ao processo que me levará a dar a volta por cima.

É nisso que acredito. 

Na capacidade de nos reinventarmos. Na força que encontramos quando tudo parece ruir. Na alegria que descobrimos ao olhar o sol, ao observar as plantas e a vida que surge em cada canto e a cada instante.

Nem sempre encontro o meu remédio adequado. Nem sempre vislumbro o resultado da cura.

Mas jamais desistirei de me tentar tratar, escrevendo vezes sem conta. Descobrindo nas palavras a esperança do fármaco mais adequado, para a dor mais intensa, que me conduza ao tratamento mais duradouro. 

Na escrita, desde sempre que TE vejo. Que TE ouço. Que TE procuro. E encontro-TE, no meio desta selva, perdido. E encontro-ME. 

A b r a ç o - TE - ME 



E SOU.
  

sexta-feira, 27 de junho de 2014

#116 Nada se perde, tudo se transforma


Tem sido um ano incrível! E ainda só vamos a meio.

Novas entradas, velhas saídas. Pessoas que entram e saem das nossas vidas, ou pura e simplesmente se transforma a maneira como estão. Ou partem em definitivo, cumprida que está a sua missão. Umas talvez regressem. Outras não.

A vida de facto, é um bonito mistério... antevejo alguns cenários que me esperam. Mas mesmo esses... podem alterar-se num segundo, como todos sabemos.

Gerir a vida não é tarefa aparentemente simples, mas com um sorriso: tudo fica mais fácil.

Até já.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

#115 Bahamas ou Maldivas?


Não tenho ainda o Verão todo programado. Mas vou passar por Idanha-a-Nova, como sempre o faço, de dois em dois anos.

Sempre gostei de Portugal. 

E dos(as) portugueses(as) também, ainda que por esta altura não ultrapassem os 15% da totalidade dos cerca de 30.000 cidadãos presentes.

Não se pode dizer que seja bem o país habitual, ou as gentes normais de Castelo Branco, que por aqui deambulam em maioria, nesta altura...

Ainda assim e para quem nunca foi, aqui está o repto a que o façam, pelo menos uma vez na vida e conheçam este pedaço de paraíso. 

Paraíso Artificial, é certo! Mas ainda assim, bem mais verdadeiro do que muita da "objectividade diária" que nos é ventilada.

Tabus off. Preconceitos off. 

Sim, já sei que não é para todos(as)... Naturalmente é para mim, que visto a pele de sociólogo sem estereótipos e com todo o gosto me desvaneço na multidão. Observando, participando e percebendo que andamos (eu já não e há muito tempo) mesmo ao contrário no nosso dia a dia.




terça-feira, 24 de junho de 2014

#114 Nostalgia


Às vezes passam anos e anos, mas há coisas que não se esquecem.

Viagens que se fazem e que não se esgotam com a espuma do tempo, que leva apenas o que menos nos marca.

Agora, o que nos é tatuado na alma, pela intensidade e pelas memórias que persistem: permanece vivo para sempre.

Tenho algumas dessas memórias assim. E ainda bem. São momentos que não esquecerei, vivos que se encontram, passem os anos que passarem.