segunda-feira, 23 de junho de 2014

#113 As despedidas que se vão instalando


Sexta passada foi um dia intenso. Sábado dia 21, também.

E assim, aos poucos os diversos processos de despedida vão-se instalando e ganhando corpo. Alguns, demorarão ainda o seu tempo, passo a passo. Com os seus avanços e retrocessos. 

Pessoas, lugares, opções de vida, dogmas do passado, sei lá eu que mais.

Cargas psicológicas fortes que precisam ser arrumadas e ter o seu lugar na história, no nosso Livro dos Sentires.

Na verdade, procuremos o que nos faz sorrir, prejudicando o menor número de pessoas possível (de preferência nenhuma) sem dar lugar a tabus, preconceitos ou verdades adquiridas.

No fundo: SER é o caminho! Por contraposição a: TER.

E para se SER em pleno, só em liberdade de consciência. Essa liberdade, temo-la em todo e qualquer lugar, caso a instalemos.

Mas há locais físicos exclusivamente concebidos e desenhados para esse efeito, onde a magia faz parte do quotidiano. Lá está... se assim o quisermos interpretar. 

E ainda que não sejam locais duradouros, o que deles extraímos, garantidamente: É. 

Há despedidas que não farei, porque não quero.


domingo, 22 de junho de 2014

#112 A física do futuro


"Como a ciência moldará o mundo nos próximos cem anos" - é a tradução em português de um livro que aconselho aos mais despertos.

É seu autor Michio Kaku: físico-teórico, professor, co-criador da "Teoria de Campos de Corda".

Nesta peça fundamental para entendermos o que aí vem, Kaku baseia-se em depoimentos de 300 cientistas dos mais reputados do mundo, incluindo os vários Prémios Nobel.

Aparentemente para quem não goste de física (certamente por não entender o quanto ela nos afecta), este poderia ser um livro maçudo.

Todavia, nele não encontramos equações, mas sim perspectivas verdadeiramente transformadoras do que está precisamente AGORA a acontecer na ciência, lançando as bases do futuro próximo.

Desconcertante e revelador do que passa ao lado da esmagadora maioria das pessoas.

Ler ou não: é uma opção. De resto, como a atitude a ter perante a sabedoria que vamos absorvendo, neste e noutros fóruns. 


sábado, 21 de junho de 2014

#111 Parabéns Pai!


Farias hoje 88 anos.

No primeiro dia oficial de Verão, segundo o nosso calendário das estações e é fácil perceber porquê... porque eras e és o meu Sol.

Nem todos temos a sorte de nesta vida nos ser dada a possibilidade de termos um bom Pai e uma boa Mãe.

Muitos perdem-nos cedo. Outros, não os conhecem. Outros, mais valia não os terem tido.

Eu tive e tenho essa sorte, que agradeço todos os dias.

Porque mais importante que o tempo que privamos com quem amamos, independentemente dos laços e de quem seja, o que mais conta é a intensidade do que vivemos e a aprendizagem que adquirimos.

Eu tenho ao meu serviço, os mais catedráticos professores, da Universidade dos Valores e Princípios.

São eles a minha Mãe, que permanece fisicamente e espero eu por muitos anos e o meu Pai - esse grande Comandante de Bombeiros, voluntário toda a sua vida, que já não está no "mundo dos vivos" mas... que para mim, que sinto a sua presença todos os dias e que o carrego comigo para todo lado onde vou, está afinal talvez: ainda mais vivo do que nunca.

Parabéns Pai! Como bem sabes, continuamos juntos e já sabes que continuo a sorrir todos os dias.

Tu, que tão bem me conheces, sabes que nem poderia ser de outra forma!

E é curioso, fazeres anos numa capicua e ser também ela a numeração do meu post de hoje. É um sinal teu?

Até já.





*ao interessados que queiram por ventura saber mais da sua história, aconselho a visita ao blogue criado em sua homenagem, dinamizado pelo meu irmão Nélson (para mim, o Xinho).

terça-feira, 17 de junho de 2014

#110 As pessoas mudam


Só não muda quem não evolui. Quem não lê. Quem não se documenta. Quem não vive. Quem não aprende com a experiência. Quem não amadurece.

Claro está, que não mudamos na essência.

Ao longo da vida tenho aprendido bastante. Muitas das vezes como já aqui falei, aprendo através da dor que cumprimento respeitosamente e saúdo, pelo tanto que me ensina.

Outras vezes, a aprendizagem surge naturalmente, fruto do tempo que passa e nos auxilia a pensar. Pode bastar um mero segundo, para que o clique mágico se dê.

Importante, é não trairmos a nossa consciência. E irmos aprendendo com os erros.

Por vezes parece um caminho longo, mas surgem sempre atalhos e auxílios inesperados.

Isto, a propósito de mim próprio, quando olho para trás. Tanta coisa errada que já fiz. Mas também, tanta coisa certa que tenho feito!

De manhã quando acordo, olho-me ao espelho e continuo a ter muito orgulho no gajo que lá vejo. 

Isso para mim, será sempre a minha estrela do norte, a minha linha orientadora, o meu guia.

Tudo o resto, passa-me ao lado.


sábado, 14 de junho de 2014

#109 Não sou daqui


Há dias em que desperto e percebo que vivo rodeado de pessimismo. Quando saio à rua e ouço as conversas. Quando olho nos olhos das pessoas e lhes adivinho a tristeza. Quando converso e ouço a descrição dos seus problemas e a forma como julgam não os poder vencer.

Por outro lado, eu próprio não quero ter as suas vidas. Quero antes a minha.

Não quero o dinheiro do Cristiano Ronaldo. Não quero a fama do Brad Pitt. Não quero ser mais jovem. Não quero ser mais velho.

Nem sequer queria que a vida me tivesse corrido melhor, porque aprendo todos os dias com a experiência das dores que tive e sorrio, quando penso nas dores que ainda terei e os ensinamentos únicos que delas extrairei. Até porque no encontro com a dimensão da dor, se aprecia melhor a dimensão do prazer, quando a vivemos.

Talvez gostasse de viajar mais. Mas na verdade, esse só seria um lamento de facto, se não me sentisse a viajar quando medito. Se não viajasse tanto quando dialogo com as pessoas com as quais me cruzo, se não viajasse tanto nos olhares que comigo se tocam, se não viajasse para tão longe... quando observo a natureza.

Talvez gostasse de ter mais tempo. Mas na verdade, o tempo que tenho, é o tempo de que preciso! Se tivesse mais, talvez não soubesse o que lhe fazer e não o aproveitasse tão bem, quanto sei que aproveito o tempo que agora tenho.

Não sou daqui... Sou de outra linhagem. De outra gente. Da terra do tudo e do nada.

Mas... nem sempre fui de tão longe daqui... a distância era talvez menor.



Mas agora sou dessa terra de longe. Dessa galáxia intemporal, onde os valores são outros e se vive na diferença, sentindo-a e aprimorando-a. 

Sim, agora sou "desse Longe". E é para lá que vou, a cada passo que dou.