domingo, 1 de junho de 2014

#96 A Alemanha


O "método alemão" - aplicável a várias áreas do saber - é algo que aprecio. Pela disciplina, seriedade, nível de entrega, pedagogia.

Uma vez mais, tive a oportunidade disso testar, iniciando a formação na Academia Peter Hess, em Portugal. 

Nível 1 - CONCLUÍDO.

Tenho muitos trabalhos de casa, mas não tenho dúvidas que mais perto do fim do ano, se concluir (nem me permito outra hipótese) o estudo a que me dedico com elevada distinção: estarei apto a desenvolver uma técnica que me irá ser útil para o resto da vida.

E o mais belo, é que será não só para mim, mas para todos(as) quantos(as) comigo se cruzarem no caminho.

Só posso estar feliz, em estar cada vez mais próximo de colocar mais uma ferramenta (e que ferramenta...) ao serviço "do(a) viajante desconhecido(a)"...

Mais um passo holístico face à eternidade.


sábado, 31 de maio de 2014

#95 Estudar o que interessa


Nunca percebi muito bem aquela malta que não gosta de estudar.

Atenção que isso não implica gostar de estudar tudo! Mas se for possível escolhermos o que queremos estudar, nem assim? 

No meu caso, a licenciatura serviu entre várias coisas para me disciplinar um pouco e dar mais corpo a uma visão pluridimensional e multifacetada da vida.

Várias foram as formações que se lhe seguiram, "disto e daquilo".

Mas... há muito tempo que escolho estudar o que me apetece. Formal ou informalmente.

E encontro surpresas fantásticas pelo caminho... Sei que comigo, será assim até morrer (fisicamente).

Hoje (sábado), inicio mais uma formação intensiva, que culminará se tudo correr bem: em fins de Setembro, com diploma passado de validade internacional. (não que seja isso o que me motiva, mas é afinal o garante do estudo apurado do método em causa e da sua legitimação no exercício profissional. Quando se manipulam energias, deve-se saber fazê-lo).

Entro em profundidade e com os dois pés no mundo das terapias, porque isso de só me curar a mim, não é o meu propósito de vida. Nunca foi. A filantropia habita em mim.

Os remédios do acaso, ganham pois e a cada dia que passa, novas formas para além deste papel cibernético, transpostas que são do mundo das palavras, para o mundo em que orbitamos, lá fora.

Só assim vale a pena. Das palavras: aos actos. 



sexta-feira, 30 de maio de 2014

#94 O puzzle


O puzzle ganha forma. Peça sobre peça.

Umas ficam, outras saltam fora. Outras, um dia irão sair para dar lugar a novas peças, sem no entanto apagarem a sua marca.

O edifício vai-se portanto construindo, em bases sólidas... mesmo? Se é resistente a todos os terramotos, inundações e outros episódios, é algo que nunca sabemos: até as catástrofes chegarem.

Dependerá da qualidade das fundações. Dependerá da qualidade do projecto. Dependerá do método de construção em si. Dependerá da manutenção do edifício.

Na verdade, vamos construindo vários "edifícios" ao longo da vida. Uns mais resistentes que outros.

Alguns, preferimos demoli-los, detoná-los e começar de novo. Outros, são permanentemente remendados e um dia se destroem.

Ainda outros, são corrigidos e depois duram para além do expectável, quem sabe mesmo para sempre.

O importante, é usufruirmos deles e sermos felizes, apreciando-os e ocupando-os com as nossas próprias vidas.

Ninguém disse que era fácil esta tarefa de pedreiro livre, de arquitecto cósmico, de desenhador espacial.

Mas mesmo com todos os percalços, o prazer em construir e desconstruir a vida, ainda que com todos os dissabores: vale bem a pena.

Puzzles multicolores, sabores doces e amargos, multiplicidade de sensações.

Densidade na vertigem, viagens intemporais, silhuetas desfocadas em escala cinza.

Nem bom nem mau. Nem certo nem errado. O princípio do fim, que começa com o fim do princípio. Qual paradoxo tosco: mas verdadeiro.

Ah pois.


quinta-feira, 29 de maio de 2014

#93 Os padrões shipibo


Interessante como à medida que se aproxima mais um "fim de semana", me vêm à memória sensações que já experimentei em algum hiato espaço-temporal, criado com esse objectivo. 

Como um intervalo planeado pelo Criador, para dar alguma luz à sua criação...

De alguma forma, a recordação se aviva e me apercebo das transformações positivas que de mim se apoderaram para sempre.

Os típicos padrões shipibo e as mais variadas formas geométricas envolventes, por entre uma multiplicidade de cores. Chakras desalinhados, energias soltas e dispersas para todos os gostos.

Ícaros tribais, uns de guerra e outros agindo como se de agulhas de acupunctura se tratassem, certeiros ao alvo, cumprindo a sua missão.

Máscaras maias, felinos com fartura rodeando e inspeccionando, mariposas reluzentes e esvoaçantes. A Natureza no seu esplendor, o gigante pulmão ambiental, respirando com dificuldade face a todos os erros que nós humanos temos cometido.

A sensação da vertigem, do mergulho no nada. A viagem pelo cosmos adentro, interestelar. O prazer de viajar e de parar em suspenso no tempo. A experimentação de uma e de todas as sensações. A história de todas as eras, ali contada só para nós, com toda a paciência de quem ensina a uma criança a dar os seus primeiros passos.

O dolby surround da mente, os super-poderes todos ao mesmo tempo.

A transformação final e os seus derivados. A busca desenfreada pelo entendimento, a chegada da paz. A harmonia e o equilíbrio.

A mudança para o ser completo, o sorriso ainda mais fácil e sincero. A meditação ainda mais profunda, a mentira mais difícil, a vida mais cheia, o fim de todo e qualquer medo da morte, a certeza na crença da divindade plena.

O sol mais forte que a sombra. O fim do ego, o reforçar da compaixão suprema.



Esta sim, é a bebida que de amarga se torna doce e não o seu contrário. A verdadeira purga global firme no seu propósito, em nome de todos e de um só.

SOMOS TODOS UM.


quarta-feira, 28 de maio de 2014

#92 Do zénite ao nadir


Ter o mundo nas mãos é tarefa pesada, só sentida quando disso realmente nos apercebemos.

Na realidade, todos partilhamos esse "fardo". Porque cada um de nós tem o seu mundo nas mãos... e também contém o poder da interferência no mundo dos outros.

Assim sendo, ser feliz chateando o menor número de pessoas, sem as perturbar no seu caminho a menos que a tal sejamos convidados, é um desiderato complexo.

Traçar geometricamente o perímetro onde somos necessários, onde devemos/podemos interferir, onde queremos estar sós, onde queremos estar acompanhados, etc, etc... é difícil.

Por isso, o melhor é agir com o coração e dar corpo à intuição que nunca nos abandona.

Por vezes, ela tarda em concluir o seu propósito, mas está sempre certa.

A distância é pois grande ou pequena, consoante a sentimos. Tal qual a passagem do tempo.

Há pessoas que ficarão para sempre. Outras, passaram num segundo. 

Mas cada qual com a sua missão, inscrevendo a sua marca cósmica, tatuada a quente no nosso corpo celestial.