sexta-feira, 16 de maio de 2014

#79 Epá, gosto de ti


De facto, não sendo simples, também não é assim tão impossível.

Parar com os tabus ou preconceitos. Parar com a moral vigente. Parar com o "ser o que querem que tu sejas". Parar com o "fazer o que querem que tu faças".

Ok. Nem sempre dá para parar com tudo de uma vez.


Mas aos poucos, "chegamos lá". E até lá: "vivamos o mais possível", mesmo que seja à porta do abismo, no limiar da vertigem, a um passo do holocausto.

"O perigo é a minha profissão" - era o 007 que o dizia? 


Subscrevo. Gosto disto. Sabe-me a mel.


#78 Humildade


O caminho (o do TAO, o do meio) vai avançando. E se nele caminhamos, naturalmente nos sentimos mais seguros, mais conhecedores, mais conscientes, mais despertos.

Mas é precisamente nesse momento, em que nos devemos de novo questionar. Apelar a essa dúvida interior constante, que nos inquieta e precisamente primeiro nos retém, para de novo nos impulsionar, mas com ainda mais força e mais certeza.

É por isso vital, nunca acharmos que sabemos tudo. Que temos todos os dados em nossa posse.

Até porque não existe um "tabuleiro de xadrez", mas vários. Seremos peões nuns, reis noutros. Mas que o sejamos conscientes, a fim de que afinal façamos parte de algo substancialmente maior.


É igualmente vital não fazer a crítica pela crítica. É fundamental saber ouvir. É essencial saber respeitar as opiniões dos(as) outros(as) e qui ça aprender com elas. 

Mas que nunca nos desviemos do que nos diz a nossa intuição...

No meu caso pelo menos, mesmo sem a respeitar todas as vezes: demonstrou-me estar SEMPRE certa.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

#77 Yoga


Isto de facto quando acordamos, é que nos apercebemos do que andamos a perder...

Felizmente para mim, já tinha várias práticas positivas na minha vida e a espiritualidade bem desperta (como com a regularidade na Meditação Transcendental) ou na pertença a determinadas estruturas especulativas, ainda que operativas também. 

Mas ainda assim, cedo percebi que há sempre um espacinho para mais qualquer coisa. Para não dizer "um espação"!


E desta vez, essa coisa, é de facto qualquer coisa...


Começo normalmente pelas 06h45/ 07h. 

Aliás, nem noutro horário poderia ser, quando uma das posturas iniciais é a "saudação ao sol", que ainda que possa ser feita a qualquer parte do dia, mais sentido faz precisamente, quando Ele nos chega inicialmente.

Para além disso, o dia tem que seguir o seu destino. Por isso, mais vale começá-lo mais cedo e bem.

Seguem-se posturas dignas do atleta profissional mais experiente, mas que todo sentido fazem, mesmo para quem as nunca havia feito ao longo da vida, como eu. Superação!

À passagem de pouco tempo, o corpo e o espirito se fundem num só, por entre gotas de suor implacáveis que nos escorrem corpo fora, em curtos minutos. 

A respiração ofegante aos poucos vai sendo educada, dando lugar à paz e tranquilidade que devemos procurar e oferecer em nós e aos outros.

Não é nada fácil, mas é sem dúvida retemperador, premiando-nos com mais uns milímetros de aproximação ao que será um dia, a postura final correcta: a caminho da perfeição. Por ventura longe... mas já na "estrada certa", que é o que mais importa.


Ao que vou percebendo, há várias correntes, várias linhas. Naturalmente e como sempre para tudo o que me interessa na vida, documento-me bem... A linha que sigo (ashtanga/astanga) não sei se é "melhor ou pior" que as outras, nem quero saber. 

Gosto, é dura o suficiente e faz-me bem, acima de explicações e/ou teorias que para já não me atormentam. Foi o que mais fortemente senti sussurrado ao ouvido... Mais para a frente irei experimentar as outras vias, a fim de as conhecer. 

Mas assim de repente, e em jeito de apreciação, sei que é mais uma coisa que já ficou para a vida.


Ainda bem. Sou um afortunado por mais esta (re)descoberta. 

Recomendo.





domingo, 11 de maio de 2014

#76 O salto quântico


Muitos há dos passam uma "vida inteira" a pensar e a agir de uma determinada forma, pesem embora todos(as) quantos(as) felizmente mudam, evoluem de pensamento, arriscam e não se envergonham disso. 

Alguns mesmo, disso fazem gáudio, como é manifestamente o meu caso.

É que para além de evoluir, amadurecer e recolher ensinamentos da experiência dever ser o "normal", na verdade mesmo nos problemas com que nos deparamos, existem as mais belas lições a serem extraídas.

E quanto mais graves, mais firmes estão no propósito de nos ensinar algo que perdure para além do nosso corpo físico.

Naturalmente, a dor é como já uma vez disse, uma das mais fortes memórias que nos ensina, ficando e ecoando em nós até que a resolvamos e avancemos.

É estarmos atentos aos sinais. Surgem sempre, mais cedo ou mais tarde.


Encontramos essas grandes lições num problema de saúde, numa questão sentimental, na nossa relação com o dinheiro, na gestão do nosso humor, na forma como lidamos com a crítica, na perda de alguém que parte em definitivo, etc, etc, etc... 

Residem sempre aí sábios conselhos, para que uma vez feita a avaliação do que nos aconteceu "já mais a frio", possamos enfim dar o:

SALTO QUÂNTICO.



sábado, 10 de maio de 2014

#75 Ordem de São Miguel da Ala


A Ordem de São Miguel da Ala foi fundada em 1147 por D. Afonso Henriques, sendo a mais antiga Ordem Equestre e Militar de Portugal.

Pouco se soube sempre sobre o seu funcionamento e os seus membros, já que, segundo a tradição, esta Ordem teria sempre um carácter reservado e envolto num certo mistério.

"Muita tinta correu de lá para cá", mas no fundo o que interessa aos dias de hoje, é ao que sei, ser constituída por homens e mulheres de bem, de bom coração e com vontade de ajudar o próximo.

Reúne hoje em Oeiras.