segunda-feira, 12 de maio de 2014

#77 Yoga


Isto de facto quando acordamos, é que nos apercebemos do que andamos a perder...

Felizmente para mim, já tinha várias práticas positivas na minha vida e a espiritualidade bem desperta (como com a regularidade na Meditação Transcendental) ou na pertença a determinadas estruturas especulativas, ainda que operativas também. 

Mas ainda assim, cedo percebi que há sempre um espacinho para mais qualquer coisa. Para não dizer "um espação"!


E desta vez, essa coisa, é de facto qualquer coisa...


Começo normalmente pelas 06h45/ 07h. 

Aliás, nem noutro horário poderia ser, quando uma das posturas iniciais é a "saudação ao sol", que ainda que possa ser feita a qualquer parte do dia, mais sentido faz precisamente, quando Ele nos chega inicialmente.

Para além disso, o dia tem que seguir o seu destino. Por isso, mais vale começá-lo mais cedo e bem.

Seguem-se posturas dignas do atleta profissional mais experiente, mas que todo sentido fazem, mesmo para quem as nunca havia feito ao longo da vida, como eu. Superação!

À passagem de pouco tempo, o corpo e o espirito se fundem num só, por entre gotas de suor implacáveis que nos escorrem corpo fora, em curtos minutos. 

A respiração ofegante aos poucos vai sendo educada, dando lugar à paz e tranquilidade que devemos procurar e oferecer em nós e aos outros.

Não é nada fácil, mas é sem dúvida retemperador, premiando-nos com mais uns milímetros de aproximação ao que será um dia, a postura final correcta: a caminho da perfeição. Por ventura longe... mas já na "estrada certa", que é o que mais importa.


Ao que vou percebendo, há várias correntes, várias linhas. Naturalmente e como sempre para tudo o que me interessa na vida, documento-me bem... A linha que sigo (ashtanga/astanga) não sei se é "melhor ou pior" que as outras, nem quero saber. 

Gosto, é dura o suficiente e faz-me bem, acima de explicações e/ou teorias que para já não me atormentam. Foi o que mais fortemente senti sussurrado ao ouvido... Mais para a frente irei experimentar as outras vias, a fim de as conhecer. 

Mas assim de repente, e em jeito de apreciação, sei que é mais uma coisa que já ficou para a vida.


Ainda bem. Sou um afortunado por mais esta (re)descoberta. 

Recomendo.





domingo, 11 de maio de 2014

#76 O salto quântico


Muitos há dos passam uma "vida inteira" a pensar e a agir de uma determinada forma, pesem embora todos(as) quantos(as) felizmente mudam, evoluem de pensamento, arriscam e não se envergonham disso. 

Alguns mesmo, disso fazem gáudio, como é manifestamente o meu caso.

É que para além de evoluir, amadurecer e recolher ensinamentos da experiência dever ser o "normal", na verdade mesmo nos problemas com que nos deparamos, existem as mais belas lições a serem extraídas.

E quanto mais graves, mais firmes estão no propósito de nos ensinar algo que perdure para além do nosso corpo físico.

Naturalmente, a dor é como já uma vez disse, uma das mais fortes memórias que nos ensina, ficando e ecoando em nós até que a resolvamos e avancemos.

É estarmos atentos aos sinais. Surgem sempre, mais cedo ou mais tarde.


Encontramos essas grandes lições num problema de saúde, numa questão sentimental, na nossa relação com o dinheiro, na gestão do nosso humor, na forma como lidamos com a crítica, na perda de alguém que parte em definitivo, etc, etc, etc... 

Residem sempre aí sábios conselhos, para que uma vez feita a avaliação do que nos aconteceu "já mais a frio", possamos enfim dar o:

SALTO QUÂNTICO.



sábado, 10 de maio de 2014

#75 Ordem de São Miguel da Ala


A Ordem de São Miguel da Ala foi fundada em 1147 por D. Afonso Henriques, sendo a mais antiga Ordem Equestre e Militar de Portugal.

Pouco se soube sempre sobre o seu funcionamento e os seus membros, já que, segundo a tradição, esta Ordem teria sempre um carácter reservado e envolto num certo mistério.

"Muita tinta correu de lá para cá", mas no fundo o que interessa aos dias de hoje, é ao que sei, ser constituída por homens e mulheres de bem, de bom coração e com vontade de ajudar o próximo.

Reúne hoje em Oeiras.

terça-feira, 6 de maio de 2014

#74 Na estrada da vida


As encruzilhadas vão-se resolvendo. 

Cada coisa a seu tempo, vagarosamente/rapidamente (dependendo do prisma de análise e do vórtice espaço-temporal utilizado) e tudo se resolve.

O importante é mantermos o norte, a chama dentro de nós acesa, a regularidade na meditação e na introspecção, a atenção aos sinais/coincidências e consequentemente caminhar, tentando incomodar o mínimo de gente possível ("incómodo" aqui significa: fazer "mal"; prejudicar deliberadamente; perturbar quem não quer ser perturbado). 

Algumas opções se vão colocando. A chave não é achar que podemos resolver os problemas todos de uma vez, mas sim começar por resolver um a um.

Se começamos pelo mais simples ou pelo mais complicado, é uma gestão nossa...

O caminho faz-se caminhando e o que é preciso é começar.

Por vezes a meio do processo, percebemos que não estávamos a ver bem, ou que falhámos na análise. 

Natural. Nem tudo é linear.


Por vezes, as circunstâncias ajudam-nos a que não nos precipitemos. A que preparemos melhor a decisão. A que reunamos mais elementos.

Mas depois, há que decidir. 


Mas com alegria! Porque estamos a avançar na estrada da vida.




segunda-feira, 5 de maio de 2014

#73 Reunião de família


Olhares de seres que nos miram
preenchidos e especiais
camadas e máscaras que tiram
estranhos são: para os demais

Místicos e exóticos
coloridos e reluzentes
puros igualmente eróticos
seres assim... assaz diferentes

Caminhos simples ou complexos
na magia da caminhada
difusos e desconexos
até encontrarem a sua estrada

Uns estão vivos outros mortos
uns respiram outros já não
mas todos livres todos soltos
agindo e pensando com o coração


Uma família dispersa
encontrada está na multidão
mais medita que conversa

muitos! mas na   



s o l i d ã o