terça-feira, 6 de maio de 2014

#74 Na estrada da vida


As encruzilhadas vão-se resolvendo. 

Cada coisa a seu tempo, vagarosamente/rapidamente (dependendo do prisma de análise e do vórtice espaço-temporal utilizado) e tudo se resolve.

O importante é mantermos o norte, a chama dentro de nós acesa, a regularidade na meditação e na introspecção, a atenção aos sinais/coincidências e consequentemente caminhar, tentando incomodar o mínimo de gente possível ("incómodo" aqui significa: fazer "mal"; prejudicar deliberadamente; perturbar quem não quer ser perturbado). 

Algumas opções se vão colocando. A chave não é achar que podemos resolver os problemas todos de uma vez, mas sim começar por resolver um a um.

Se começamos pelo mais simples ou pelo mais complicado, é uma gestão nossa...

O caminho faz-se caminhando e o que é preciso é começar.

Por vezes a meio do processo, percebemos que não estávamos a ver bem, ou que falhámos na análise. 

Natural. Nem tudo é linear.


Por vezes, as circunstâncias ajudam-nos a que não nos precipitemos. A que preparemos melhor a decisão. A que reunamos mais elementos.

Mas depois, há que decidir. 


Mas com alegria! Porque estamos a avançar na estrada da vida.




segunda-feira, 5 de maio de 2014

#73 Reunião de família


Olhares de seres que nos miram
preenchidos e especiais
camadas e máscaras que tiram
estranhos são: para os demais

Místicos e exóticos
coloridos e reluzentes
puros igualmente eróticos
seres assim... assaz diferentes

Caminhos simples ou complexos
na magia da caminhada
difusos e desconexos
até encontrarem a sua estrada

Uns estão vivos outros mortos
uns respiram outros já não
mas todos livres todos soltos
agindo e pensando com o coração


Uma família dispersa
encontrada está na multidão
mais medita que conversa

muitos! mas na   



s o l i d ã o 

#72 Deusas sem rosto


Deusas sem rosto
na minha estrada fora
sorriso e desgosto
de um tempo sem demora

uma nova vida
novo beijo, novo abraço
outra semana perdida
escondida do meu espaço

estão gravadas memórias
que ficam e teimam em partir
presentes são as histórias
o futuro ainda há-de vir

pudesse eu sorrir
de tudo um pouco e ainda mais
caminhar alerta e servir
pétalas soltas aos demais

se páro, escuto e ainda vejo
perco-me na minha intuição
é impulso outras desejo
é cabeça ou coração

um ano, dois... trinta 
trinta e   quase sete
uma corrida e outra finta
disco, cd ou cassete

andar, caminhar
errar, repetir
ousar, arriscar
em síntese: 


s e n t i r.



sábado, 3 de maio de 2014

#71 Todos os dias parto, mais um bocado


Sim, todos os dias, "parto mais um bocado"... 

Saio de... um ponto, para o outro. 

Atravesso um mar de dogmas, que seca e se esfuma agora, por entre os dedos.

Décadas de certezas, substituídas por verdades avassaladoras, outrora subjectivas. Incrível, a força da mudança.

Ou direi antes: "a força do regresso, ao ponto inicial"


À "pureza do início". Ao "eterno recomeço", ou então ao fim e por isso mesmo: ao princípio.


Confusos?


Só se for para vocês (alguns)... Para mim (nós) está: "claro como a água".

Sei que um dia lá chegarão... isto, se não estiverem já "lá", por ventura ainda. 


"A solidão é um agradável estádio, onde o eco da nossa própria voz nos conforta e nos dá afinal: todo o alento de que precisamos para avançar".



sexta-feira, 2 de maio de 2014

#70 Vibrações


De há um tempo para cá, iniciou-se um processo de vibração intenso, certamente invisível para muitos. 

A verdade, é que existe quem esteja a vibrar de uma forma assaz diferente. O motivo varia, mas parte sempre e muito das rotinas de meditação, essencialmente. 

Eis para alguns, a glândula pineal em franca actividade.

Novos interesses, nova visão, nova postura... implica naturalmente nova vibração, que conduz ao fim de alguns processos e à intensificação ou início de outros...

É interessante sentir o corpo nessa ondulação constante, com os naturais efeitos interiores e exteriores.

A propósito desta matéria, podem sempre dar uma espiadela a este material didáctico no link seguinte:


Um bom DESPERTAR é o que vos desejo.