segunda-feira, 5 de maio de 2014

#72 Deusas sem rosto


Deusas sem rosto
na minha estrada fora
sorriso e desgosto
de um tempo sem demora

uma nova vida
novo beijo, novo abraço
outra semana perdida
escondida do meu espaço

estão gravadas memórias
que ficam e teimam em partir
presentes são as histórias
o futuro ainda há-de vir

pudesse eu sorrir
de tudo um pouco e ainda mais
caminhar alerta e servir
pétalas soltas aos demais

se páro, escuto e ainda vejo
perco-me na minha intuição
é impulso outras desejo
é cabeça ou coração

um ano, dois... trinta 
trinta e   quase sete
uma corrida e outra finta
disco, cd ou cassete

andar, caminhar
errar, repetir
ousar, arriscar
em síntese: 


s e n t i r.



sábado, 3 de maio de 2014

#71 Todos os dias parto, mais um bocado


Sim, todos os dias, "parto mais um bocado"... 

Saio de... um ponto, para o outro. 

Atravesso um mar de dogmas, que seca e se esfuma agora, por entre os dedos.

Décadas de certezas, substituídas por verdades avassaladoras, outrora subjectivas. Incrível, a força da mudança.

Ou direi antes: "a força do regresso, ao ponto inicial"


À "pureza do início". Ao "eterno recomeço", ou então ao fim e por isso mesmo: ao princípio.


Confusos?


Só se for para vocês (alguns)... Para mim (nós) está: "claro como a água".

Sei que um dia lá chegarão... isto, se não estiverem já "lá", por ventura ainda. 


"A solidão é um agradável estádio, onde o eco da nossa própria voz nos conforta e nos dá afinal: todo o alento de que precisamos para avançar".



sexta-feira, 2 de maio de 2014

#70 Vibrações


De há um tempo para cá, iniciou-se um processo de vibração intenso, certamente invisível para muitos. 

A verdade, é que existe quem esteja a vibrar de uma forma assaz diferente. O motivo varia, mas parte sempre e muito das rotinas de meditação, essencialmente. 

Eis para alguns, a glândula pineal em franca actividade.

Novos interesses, nova visão, nova postura... implica naturalmente nova vibração, que conduz ao fim de alguns processos e à intensificação ou início de outros...

É interessante sentir o corpo nessa ondulação constante, com os naturais efeitos interiores e exteriores.

A propósito desta matéria, podem sempre dar uma espiadela a este material didáctico no link seguinte:


Um bom DESPERTAR é o que vos desejo.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

#69 A sorte e o azar


Ter sorte, dá normalmente muito trabalho.

Algumas tribos como por exemplo a shipibo-conibo, dizem que "o azar é um desiquilíbrio energético".

Na verdade até posso concordar, mas para: quem nada faz; para quem não arrisca; para quem não coloca os objectivos altos, com medo; para quem não se levanta rapidamente quando cai; para quem acha que cair é perder em definitivo; para quem acha que um azar nunca vem só; para quem tem uma visão pessimista da vida; para quem não sabe esperar quando tem que ser e arriscar quando deve; para quem não aprende com a experiência.

Para esses, A SORTE NUNCA CHEGARÁ.

Em mim, "o azar sempre foi uma questão de tempo".

Estou sempre à espreita para assim que "ele" saia, lhe dar uma valente paulada, a fim de que se encolha e veja que comigo não se safa.

E também nunca fui dos que "não contam nada a ninguém com medo de dar azar". Desde sempre que naturalmente sou reservado em várias matérias e assim continuo. 

Mas jamais por uma questão de medo. Apenas porque não gosto de falar das coisas antes de acontecerem, porque me centro nelas e na sua concretização. Mas por vezes, partilho com os(as) mais chegados(as), os meus pensamentos.


Boa sorte a todos(as)! Aqui não há lugar a inveja. 

Acreditem que sorrio com as vossas vitórias! Sorriam com as minhas. É tão simples quanto não nos pisarmos, não nos armadilharmos, não nos boicotarmos uns aos outros e ao invés disso, nos ajudarmos mutuamente.


Assim: ganhamos sempre.


TODOS.


segunda-feira, 28 de abril de 2014

#68 O acordo ortográfico


Vasco Graça Moura partiu. 

Um escritor de mão cheia, um acérrimo opositor ao acordo ortográfico.

E percebo-o bem. Somos dois.

Foi um acordo feito com os pés, nem qualquer nexo, ainda que o seu propósito eu próprio subscrevesse, se por ventura aproximasse os povos lusófonos através da escrita e as regras de alteração fossem perceptíveis e fruto de algumas alterações fonéticas introduzidas ao longo dos tempos.

Continuo a entender África e particularmente o gigante mercado brasileiro como uma oportunidade, ainda que em termos assaz diferentes do período colonialista em que era Portugal o colonizador.

Uma coisa é certa para mim: a comunicação (em vários suportes) é dos temas que mais me interessam desde sempre e a língua portuguesa, é sem dúvida apaixonante.


Escrevamos, falemos livremente, façamo-nos entender!

Ou façam-nos entender a nós, o porquê de até na comunicação nos aprisionarmos. Só se o objectivo valer mesmo a pena. E ainda assim...