quinta-feira, 24 de abril de 2014

#58 Anjos e demónios


Duas faces da mesma moeda. 

Sol e sombra. Luz e escuridão. Bem e mal. Certo e errado.

Mudam culturas, mudam conceitos. Mudam objectivos, mudam caminhos. Mudam pessoas, mudam noções. Mudam ângulos de visão, mudam pontos de vista.

Lá está, como sempre, a "vasta escala do cinzento" que verdadeiramente nos preenche, num mundo que nos quer formatar a preto e branco.

No fundo, há que fazer sorrir sem olhar a quem e caminhar para o que nos faz felizes, espalhando amor.

Até porque precisamente no AMOR, está a base de tudo.

25 de Abril pede uma nova revolução: a das consciências.


Omnia vincit amor


quarta-feira, 23 de abril de 2014

#57 A alegria de caminhar


Onde está o conhecimento? 

Na sociedade capitalista em que se vê mergulhada a Europa e o mundo "dito civilizado", é precisamente onde se encontra a crise de valores. De carácter. De princípios.

Onde a espiritualidade é secundária, pese embora o processo de despertar em que nos encontramos felizmente, agora.

Nos países subdesenvolvidos, "como lhes chamamos", precisamente essa espiritualidade faz parte do dia a dia, como por toda a África por exemplo.

Chocam a muitos as imagens da Índia, ou mesmo de todo o Oriente, com a sua sobrelotação e costumes diferentes. Mas na verdade... lá também são bem mais espirituais que nós.


Que "nós", como quem diz, porque há muito que não sou de "cá", (se é que algum dia fui, nessa matéria).


O que é afinal o "desenvolvimento"? Mais automóveis, mais casas, mais telemóveis, mais lojas de roupa, mais poder de compra?

Ou será ainda a nossa (ocidental) educação que privilegia a competitividade entre todos, que desvaloriza o desporto ao nível que deveria estar, o auto-conhecimento, a aprendizagem da meditação, ou o estudo da arte e da cultura e que fomenta o conceito da escola como: "fábrica de cópias uns dos outros"?


Dir-me-ão que nesses outros países há fome. Há sede. Há analfabetismo. Há doenças que teimam em persistir.

Mas toda essa fome, essa sede e afins, não será fruto precisamente da ganância, estimulada, financiada, suportada pelo Ocidente?

O conhecimento onde está afinal?


...Reside em NÓS e na possibilidade de nos libertarmos! De nos desamarrarmos de todos os chavões e preconceitos, com os quais temos sido continuamente alimentados e de procurar a VERDADE para além do óbvio. Sem dogmas, sem sofismas.

Na realidade, para quem se busca interiormente, é indiferente onde se vive. Mesmo a educação que se teve, ou a família que o educou, quando finalmente se acorda.


Quando "o despertar" verdadeiramente surge, é impossível fecharmos-lhe a porta. Recordamos isso sim, o tempo em que adormecidos estivemos e sem mais perdas de tempo: de imediato caminhamos.

Sei que tive muita "sorte" em vários aspectos que me conduziram ao ponto onde me encontro. Tenho pois a óbvia tarefa, de auxiliar todos quantos a não tiveram, a que rapidamente aqui cheguem e me "ultrapassem".


Afinal, grande parte da alegria na caminhada, é precisamente: a de observar e sentir os(as) outros(as), também caminharem.

Um percurso que é sempre individual, mas que pode ser feito sentindo outra(s) energia(s) por perto, nem mais à frente nem mais atrás, isso sim: em paralelo. 


E quão bem sabe.



#56 O começo de TUDO


Reconhecer que há uma estrada
e que podemos nela caminhar

Sentir a nossa alvorada
e reconhecer o sol raiar

Começar a dar os passos,
a princípio meio a medo
para depois construir laços
no caminho, ainda cego...

A paz, a harmonia e a beleza
o equilíbrio a caminho da certeza


Um só destino:



r e c u p e r a r   o   s o r r i s o   d e   m e n i n o 



terça-feira, 22 de abril de 2014

#55 I believe i can fly


O "próximo passo" na vida, nem sempre é fácil de dar.

Julgo eu, que qualquer que ele seja, o principal ponto reside em "acreditarmos que somos capazes". Mesmo do que aparentemente para os outros, possa ser considerado de "impossível".

Hoje, numa conferência relâmpago sobre os ensinamentos de Maharishi Mahesh Yogi, este tema foi de novo focado, entre outras descobertas pessoais inerentes, mais próprias da funcionalidade habitual do universo material em que estamos.  


Mas digo eu, há que manter o foco no que é mais importante. 

E isso é sem dúvida o nosso desenvolvimento interior, a nossa pacificação, a busca pelo equilíbrio e harmonia.


Só assim mudamos o mundo... 

(Re)descobrindo-nos, renovando-nos e só depois: contagiando em redor. Como se quer (positivamente).


Voemos pois, na medida das nossas aspirações e na velocidade que escolhermos.


#54 Eu não sou os outros


Não é fácil, de facto.

Assumirmos o carácter eminentemente especial que cada um de nós desempenha no universo, é uma missão solitária, mesmo incómoda por vezes.

No que diz respeito a lidarmos com os(as) outros(as), então: é um verdadeiro inferno. Porque as parecenças com outrem vêm sempre à tona. E porque é difícil demonstrar a diferença, em corações contaminados por outras vivências.

As palavras parecem iguais, os olhares se calhar por vezes também, o toque idem. Será?

E depois nem nós somos estanques... erramos, evoluímos e mudamos.

Qual a solução? 

Sermos quem somos, independentemente do resultado. Afirmarmo-nos na nossa solidão, sem nos tornarmos eremitas, ainda que se preciso for: que o façamos e durante o tempo que precisarmos.


No fundo, o que importa somos nós e a nossa consciência, os nossos valores, os nossos princípios. E claro, tentar não incomodar ninguém que no seu sono letárgico não queira ser incomodado.

Pouco interessa pois, se somos a maioria, a minoria, ou um caso isolado. Aliás, a terceira hipótese é uma constante na minha vida, em diversas matérias... e daí?

No fundo até gosto. 


Encontro um colo em mim mesmo, recupero na dor ainda que ela eternamente me marque, sou feliz por ser quem sou e quanto mais me conheço mais gosto de mim.

Egocentrismo? Narcisismo? Experimentem convosco! 

Vão ver que gostam e eu assim também gosto ainda mais de vocês.

Chamemos-lhes antes de auto-estima, segurança, amor-próprio... levem pois daqui os remédios que quiserem e nas quantidades que vos apetecer. 


Acreditem que por cá: 



sobra e sobrará 
S E M P R E.