domingo, 20 de abril de 2014

#53 Felinos de fogo


Certa vez, numa das minhas intensas viagens, foi-me dito que eu andava "rodeado de felinos"

Que por ventura me "protegeriam" e que sendo os meus "animais guia", de alguma forma resgatavam a África que tenho dentro de mim.

Curioso, já que o meu signo do zodíaco é de facto: panthera leo.

A recomendação ia ainda mais longe. Era no sentido de nas características dos mesmos, me encontrar eu próprio e de enfim, me reconhecer.

Ora dentro dos felinos, encontramos o género panthera que inclui animais bem conhecidos como o leão, o tigre, o jaguar (onça) e o leopardo.

O género distingue-se dos outros membros da família pantherinae, pela capacidade de rugir, graças a uma modificação do osso hioide.

O jaguar é o mais agressivo, o leopardo o mais esperto, o leão o mais sociável, o tigre o mais voraz e a chita o mais veloz.

Convidaria ainda para a reunião de família, linces, pumas... tantos animais alegadamente perigosos... ou afinal... serão como outros tantos do clã felino/felídeo (os gatos)... ou talvez apenas, um pouco maiores.


sábado, 19 de abril de 2014

#52 Memórias, do velho caminho


Caminhos...

Memórias que nos revisitam, histórias temperadas de saudades do que ainda não se viveu. Imagens dos nossos sentires, espalhadas por locais de outrora, recheados de magia e fragâncias exóticas.

Estradas para verdadeiros paraísos objectivos, inebriantes, extasiantes, esfusiantes...

Percorrer como sempre... em busca do sabor da vertigem. Enfrentando o medo, perseguindo a linha do horizonte.

Mares de serenidade e paz. Céus cobertos de estrelas e cometas de todas as cores.


Raios de luz que irrompem por corações e iluminam, despertando consciências... resgatadas que são agora de novo, todas as essências.


Caminhos... pois.


sexta-feira, 18 de abril de 2014

#51 Reconectar o puzzle



Os anos passam e com eles vamos vivendo experiências. Vamo-nos reconectando com o nosso caminho.

Por aqui ou por ali, desbravamos terrenos outrora inóspitos, inexplorados que eram... por NÓS mesmos. Esses terrenos... que estão DENTRO de nós.

Nós e os nossos medos. 
Nós e os nossos preconceitos. 
Nós e os nossos tabus. 
Nós e os nossos estereótipos. 
Nós e os nossos egos. 
Nós e as nossas vergonhas. 
Nós e as nossas preocupações.

Nós e os outros... Nós e os OUTROS? 

Não.

Temos que pensar nos outros, mas pensar igualmente em nós, interiormente. Avançarmos na caminhada.

Por vezes, temos que largar as amarras com que nos aprisionámos, as grilhetas que de doces se vão tornando amargas... mas não é pois tarefa fácil! Até porque o sabor... não é também ele fácil de detectar e varia. Varia, muito.

Na verdade, a resposta está sempre algures à espreita. Por vezes surge cedo demais, outras vezes: tarde demais.

Julgo que "tarde", ao fim e ao cabo nunca surge.

O "tempo", somos nós que o fazemos e nunca é tarde para se ser feliz. 

Mas essa construção permanente, implica por ventura escolhas duras que interferem com a nossa habitual tendência em tudo pretender ter, em tudo preservar e coleccionar... Em juntar as peças todas, esperando que delas resulte um bonito puzzle no fim.

Isso demora naturalmente o seu tempo.


Mas os puzzles... têm também eles as suas "peças características". Têm um determinado número, uma determinada cor, uma determinada imagem, um determinado tamanho.

Continuo a tentar perceber quais as que formam o puzzle que quero construir em mim e se eventualmente todas cabem no meu desenho. No fundo, mesmo lá no fundo: prevejo saber que não.


Mas enquanto isso, vou definindo o desenho final e... juntando as peças todas que conseguir.

No final de contas... talvez só agora tenha começado a desenhar a sério. Estou pois... ainda a aprender, entre rascunhos e borrões. Entre cores erradas e borrachas mil.

Que me desculpe quem não gostar... 

É de um mero e eterno aprendiz, bem como dos seus primeiros esquissos, que se trata... a caminho da obra-prima final.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

#50 Os óculos mágicos


Quase sempre a lente com que vemos as coisas, altera a percepção das mesmas.

Passamos a vida nisto. Entre o: "tirar e colocar os óculos que nos alteram a visão".

Pelo meio, deparamo-nos com conceitos arcaicos de "certo" e de "errado", ultrapassados que vão sendo pelos acontecimentos que vamos vivendo.

O mundo é afinal cheio de zonas cinzentas nos seus mais diversos tons, contrastando com o preto e o branco, que muitos gostariam que preenchesse alguns aspectos das suas vidas...

É que há por vezes histórias que vêm de longe... Mesmo de tempos imemoriais, num diálogo algures entre a intensidade do momento e o calor meigo de um dia primaveril.

Ainda que discutível, a verdade é que já dizia o Bob Marley, esse ícone da música reggae:

"Nada é errado se te faz feliz".

Teremos sempre karma para queimar. Aqui, agora e quem sabe depois. 

Pois então: que valha a pena. 



quarta-feira, 16 de abril de 2014

#49 Aprender com a experiência. Bombeiros.


O tempo vai avançando.

Continuo um "puto novo". Aliás espero "assim" ser para sempre, mas a verdade é que estou habituado em todas as coisas sérias onde me meto na vida, a ser sempre dos mais novos.

Ou melhor... ESTAVA habituado. A verdade é que à medida que o tempo passa, também eu já sou dos "mais velhos", dos "mais experientes", dos "mais antigos".

Em muitas estruturas que me envolvi, habituei-me a ser um miúdo no meio dos mais experientes. E com eles fui sempre aprendendo.

Aliás, chocaram-me sempre ao longo da vida, as lutas de "geração". 

Porque já todos fomos novos e um dia seremos velhos - noções essas tão relativas, por serem sempre feitas em comparação a outrem. Por isso, a arte está em saber-se estar, em relevar o que deve ser relevado, em aprender com quem sabe e em auxiliar os que não estão tão abertos à mudança, a também eles evoluírem.

Nem sempre é simples. Obriga-nos isso sim a uma grande maturidade, humildade e paciência.

Sou afortunado! Sempre procurei os "mais velhos", para meus amigos. Meus conselheiros. Meus sábios.

Sempre fui também deles confidente, muitas e muitas vezes. A esse propósito destaco sempre o meu Pai, com idade para ser meu avô, que considerei uma sorte no meu caso. Entendíamo-nos bem.

Aos poucos, vou ficando eu também o sábio, o conselheiro e vestindo essa roupagem que me é tão familiar, de homem feito e conhecedor de um conjunto de assuntos, sustentados em teoria mas igualmente estruturados em experiências sólidas. Boas e más, como assim deve ser.

Vou ficando o "puto novo", mas "bem vivido".

E é mesmo bom. Remédios destes valem a pena.



NOTA: Na foto estou ladeado de grandes homens das suas épocas, sendo que à minha esquerda está o meu velho amigo e irmão Carlos Jaime, que me dá o prazer de Comandar actualmente o Corpo de Bombeiros de cuja Associação sou eu o Presidente. Nos Bombeiros do Dafundo e na vida, duplas destas, equipas assim: valem mesmo a pena.