terça-feira, 8 de abril de 2014

#43 Remédio difícil de tomar: NÃO MENTIR


Será possível um ser transformar-se em poucas horas, em poucos dias? Eu diria pela segunda vez que: não.

Por outro lado, é sim possível (RE)conhecer-se. (RE)conectar-se. (RE)lembrar-se. (RE)viver-se. (RE)consciencializar-se.

E não é pouco!

É uma tarefa que poderá ser apelidada de "transformação", mas é bem mais que isso. No meu caso, as dimensões que (re)visitei de novo este fim de semana que passou, não têm naturalmente fim. 

Devemos pois, com todo o conhecimento adquirido, encetar a nossa jornada física com mais atenção, carregando toda a espiritualidade em todas as acções diárias, resgatando-lhes a magia inerente.

As respostas chegam pois, para quem sabe esperar.

Das inúmeras realizações que nos esperam na vida, manter o coração iluminado é a ponte para a concretização de todas elas.

Ser-se VERDADEIRO e PURO, é o único denominador comum dos vários caminhos para a transcendência, na derradeira jornada descodificadora da realidade, que nos conduzirá eventualmente à ascensão.

Ceder ao ego, à inveja, ao ciúme, ao medo, à raiva... são subterfúgios que nos impedem de enfrentar o nosso EU, qual espelho onde nos vemos reflectidos nos "outros".

Se nos chateamos com outrém, no fundo fazemo-lo sempre connosco, porque sem estarmos em paz de espírito, projectamo-nos no outro e rejeitamos instintivamente o que vemos...

Só na compaixão e na vivência da beatitude (sem implicar necessariamente um extremismo isolacionista), nos permitiremos ao avanço quântico para o próximo nível.

Degrau a degrau, até à assumpção da centelha divina, sem necessariamente passar por um novo corpo e uma nova consequente aprendizagem.

Urge pois contagiar, sem nos deixarmos contaminar.

Urge pois purgar e parar de absorver a negatividade latente em nosso redor, com maior natural incidência na cultura ocidental.

Urge ensinar através do nosso testemunho e do nosso exemplo, por mais duro que seja, porque no fundo a dor é também ela um veículo de aprendizagem, qual "futura memória que nos lembra por onde não regressar", ou por ventura o avivar do ensinamento, da experiência adquirida e compreendida, logo: integrada.

Fujamos pois da mentira confortável, mas não da dor que ensina.

Na verdade... se aumenta a consciência, aumenta consideravelmente a responsabilidade.

Uma vez vendo, ouvindo, sentindo, testemunhando os mistérios da vida, consolidamos o dever de não esquecer, de não ignorar.

A derradeira escolha, cabe-nos a nós. O livre arbítrio é afinal isso mesmo.

Sintamo-nos vivos, partes integrantes que somos deste enorme organismo pulsante e vibrante do qual toda a humanidade faz parte.

Essa sim, é a verdadeira magia.

Um resumo rápido?



NÃO MENTIR. SEJA EM QUE CIRCUNSTÂNCIA FOR.




#42 É ilegal... é bom?


Sempre achei interessante explorar a fronteira da legalidade e da ilegalidade.

Perceber até que ponto o que é legal é "bom" para nós e se o que é ilegal é "mau" para nós.

Até que ponto é que tudo o que é legal é "correcto" e o que é ilegal é "incorrecto" fazer-se? Fronteiras ténues, essas que mudam de país para país, de cultura para cultura.

No nosso, nem os governos, nem os deputados, nem o Tribunal Constitucional se entende em tantas matérias, quanto mais no resto da estrutura piramidal.

De facto, à medida que o tempo avança, percebemos nalgumas matérias - sublinhe-se - o enorme engodo em que estamos inseridos enquanto civilização, nomeadamente no caso da ocidental.

Os que muitas das vezes apelidamos de "ignorantes", guardam em si uma enorme sabedoria. Ancestral mesmo, por vezes.

Ir quebrando os filtros que nos vão sendo colocados por um sistema que tenta a todo custo sobreviver e procurar as soluções que estão à frente do nosso nariz, é sempre uma tarefa que para ser bem sucedida está lamentavelmente ao alcance de poucos.

É preciso ler, investigar, meditar, experimentar. Errar umas vezes, acertar noutras. Mas só com uma atitude descomplexada e verdadeiramente evolutiva, é que conseguimos.

Nunca fui muito de "histórias da carochinha" e de ter medo do Bicho Papão.

À medida que os anos avançam, percebemos o tempo que já perdemos, mas o sorriso nos lábios fortalece-se, à medida que percebemos o quanto o estamos a recuperar.

Cada vez tenho mais matéria para o blogue, para o livro, para a vida.

Cada vez vivo mais, respiro mais, sorrio mais, aumento inacreditavelmente o índice de espiritualidade e sou mais EU.

É que às vezes: apanhar um atalho cósmico, faz toda a diferença.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

#41 Viagens II


Com a chegada da sexta-feira, chega mais um fim de semana, por ventura símbolo do descanso.

Mas a busca pela sabedoria, pela paz de espírito: não permite pausas, nem atrasos, nem velocidades brandas.

Por isso mesmo, trabalharei ainda mais intensivamente estes dias, na construção do único templo que verdadeiramente interessa: o nosso templo interior.

Construção essa, onde não habitam altares ao efémero, nem homenagens ilusórias. Onde o vício dá lugar à virtude, onde a mentira não subsiste à avassaladora força da Verdade.

Viagens intensas, inesquecíveis. Por ventura sofridas, mas sempre sábias mestras condutoras de luz, de cor, de energia e de emotividade.

Remédios amargos, extra-fortes, mas felizmente sinceros e duradouros.

Quem sabe um dia me assuma como vacinado, como definitivamente curado e o caso clínico possa ser dado por encerrado.

Trabalhemos nisso.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

#40 Quando eu morrer


Quando eu morrer, façam uma festa! Contem histórias minhas e riam com as minhas fotos e com o meu pensamento escrito e falado, sobre os mais diversos temas.

Quando eu morrer, recordem que não deixei nada por fazer, porque fiz tudo o que podia, com as condições que tinha.

Quando eu morrer, que ganhe ainda mais força o significado de se ser "excêntrico", de se ser "diferente", de se querer VIVER e não apenas sobreviver.

Quando eu morrer, que cada amiga e amigo, cada mulher que amei, se recorde de que após os erros que cometi, tentei sempre melhorar, evoluir e aprender.

Quando eu morrer, que seja cremado para não ocupar espaço, nem ter lugar a homenagens posteriores e que seja dada pouca importância ao meu corpo físico (a menos que algum órgão se aproveite e possa salvar outra vida).

Quando eu morrer, que os meus livros sejam dados a todos quantos os queiram ler, repartidos pelos que amava, que as minhas músicas sejam ouvidas por quem delas gostar, que as minhas roupas sejam dadas a quem delas precisar.

Quando eu morrer, que os meus instrumentos de música sejam dados a uma criança que neles acredite e que não os tenha, para crescer mais feliz e mais sábia.

Quando eu morrer, que se chore, mas que se ria mais do que se chore e que a tristeza não demore a dar lugar a uma intensa alegria!

Quando eu morrer, que se tranquilizem todos quantos me confiaram segredos, porque tal como vos disse, nunca a ninguém os contei.

Quando eu morrer, que os que não meditam se lembrem de que o "gajo dizia que aquilo valia a pena"; que os que nunca tocaram nada na vida se lembrem que o "gajo dizia que era bom nos dedicarmos a uma arte qualquer"; que os que nunca deram nada na vida se lembrem de que "o gajo fazia voluntariado em não sei quantas coisas"; que os que acham que não sei quantas coisas são más e perdem tempo em teorias da conspiração, "se procurem informar a que causas e instituições estava o gajo ligado"; que os que acham que o dinheiro é tudo na vida, se lembrem de que "o gajo quer quando tinha muito ou quando tinha menos, andava sempre feliz", que os que achavam que me conheciam, saibam que lhes faltava muito para lá chegarem... e que os que se acham loucos, saibam que não fazem ideia das loucuras todas que fiz. 

Quando eu morrer, que quem me for mais próximo na altura saiba que ficou consigo um pedaço de mim, por ventura enorme, talvez até o maior... mas nunca o meu eu todo. Mas que isso o(a) não entristeça, mas sim o(a) faça sorrir e que se lembre que no fundo assim o é: com todos(as) nós... 

Quando eu morrer, que se saiba que devo estar feliz porque muitos dos que mais gostava já tinham morrido e que os que ficaram também a mim se juntarão um dia.

Quando eu morrer, que não haja grande alarido, porque morrem pessoas todos os dias.

Quando eu morrer, que os que ficarem se lembrem, de que "eu avisei sempre que não morria", pelo que não se admirem por continuar a existir.

Morrerei um dia, mas só fisicamente. 
E não agora. Não hoje.



Um dia, quem sabe! E a ver vamos.



NOTA: texto escrito e dedicado a todos os que ainda não nasceram, apesar de parecerem vivos... e inspirado também na morte de Frankie Knuckles, um nome pioneiro e incontornável da house music, que partiu para o Oriente Eterno aos 59 anos, cheio de histórias para contar e carregado de boa música, que nos deixa e através da qual também viverá para sempre.


terça-feira, 1 de abril de 2014

#39 Queres começar a meditar?


Meditar atrasa o envelhecimento precoce, reduz a ansiedade e o cansaço;

Meditar melhora o sono e reduz o índice de insónias;

Meditar desenvolve a criatividade, a percepção e a auto-confiança;

Meditar reduz naturalmente o stress, as dores, as tensões musculares e melhora o sistema imunológico;

Meditar melhora o raciocínio, memória, concentração e confere maior clareza nos pensamentos;

Meditar proporciona descanso superior de seis a oito vezes maior que o sono, dando mais energia;

Meditar equilibra o metabolismo, o ritmo cardíaco, a pressão arterial e a frequência respiratória;

Meditar confere uma sensação de paz, calma, equilíbrio e harmonia;

E tantas, tantas coisas mais. 

Nao acreditas? Queres ajuda pelo menos para começar? É só dizeres.