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quinta-feira, 23 de abril de 2020

#2dc Dar a água, a quem tem sede


Realizei hoje a 25ª sessão de meditação à distância. 

Depois de anos a fazê-lo presencialmente e a todos quantos me pediram, entendi há quase um mês iniciar este caminho. Naturalmente de uma forma gratuita, porque só assim faz sentido.

Cobrar por outras terapias holísticas, pode fazer todo o sentido pelo trabalho desenvolvido, os seus materiais e inúmeras outras questões. Concordo e subscrevo, nomeadamente para mais a quem disso faz o seu sustento.

Mas... "dar de beber a quem tem sede" cobrando para isso... para mim não dá. Nunca deu, aliás! Foram às centenas, aqueles aos quais ao longo da vida passei conhecimento. Meditar é a ÁGUA. Ainda assim, também eu paguei (e muitas das vezes não foi nada pouco) para saber algumas das técnicas que sei.

O mundo mudou, muda a cada segundo e não há tempo a perder, no que concerne em ajudar os outros. Decerto para muitos continuará igual. Felizmente para muitos outros: não.

Muita gente está em profundo sofrimento. Ansiedade, stress e tantas outras ameaças estão no pico. O fantasma da depressão chegou e instalou-se em muita gente. 

Que cada um dê de si onde puder. 

Cada ser que ensino, aprendo mais um pedaço. Essa é a troca que procuro. 

E ainda tenho os sorrisos de felicidade, as conversas, as histórias e o coração cheio por DAR.


Um dia, quem sabe tenha o que também a mim me falta: 



os abraços... todos os que não pudemos dar agora. Um dia...
___



* se estiveres aí perdido(a) e quiseres aprender, basta mandares-me um mail para armandocsoares@gmail.com

sexta-feira, 6 de maio de 2016

#225 Os anos trazem-nos paz


Se há coisa que hoje sei que afinal me sabe bem: é a passagem dos anos.

Pensei que em determinada altura do meu crescimento, talvez sentisse alguma nostalgia pelo que fiz, pelo que gostei e que então se perdeu irremediavelmente no tempo.

Pensava eu, que talvez "gostasse de repetir algumas coisas" e que perante a óbvia impossibilidade, a tristeza se instalasse eternamente em mim.

Mas não! Afinal, quanto muito, perco-me por vezes a pensar que poderia talvez ter feito "isto ou aquilo". Mas mesmo esse lamento, dura pequenos instantes.

Porque me lembro sempre que: "Não há tempo a perder!"

E se há coisa que os anos me trazem, é um sorriso ainda maior. Um conhecimento das situações mais apurado, uma visão mais refinada, uma paleta de cores bem mais alargada!

Sei hoje que a vida não é a preto e branco. Que o que mais há, são afinal as zonas cinzentas.

Sei hoje que o "certo e o errado" mudam em muitos aspectos da vida, consoante a perspectiva em que nos encontramos.

Sei hoje que dizermos que "é para sempre" ou que "desta água não beberei", ainda que possa ser com a melhor das intenções e na certeza de ser o que sentimos no momento, pode afinal mais tarde mudar. E mudar mesmo drasticamente, porque tudo é impermanente.

Sei hoje que são mais importantes os olhares que se cruzam e os abraços e os beijos que se trocam, do que qualquer conquista material supérflua e que apenas produz uma falsa alegria momentânea.

Sei hoje que temos que cuidar bem do nosso corpo físico, porque ele se desgasta, envelhece e se desmorona. E que se pouco me importam quantos anos viverei, todavia me importa e muito, com que qualidade os desfrutarei...

Sei hoje que melhor do que receber é DAR! Que DAR genuinamente e sem esperar nada em troca (NADA, mesmo) é uma das maiores realizações da vida, que em si encerra a maior das recompensas que é: a sensação de paz e de fusão com o cosmos, que em nós doravante e também desta forma: se instala.

Sei hoje que meditar regularmente é das maiores revelações que podemos ter e que a espiritualidade se cultiva interiormente, alheia a qualquer religião, alheia a qualquer culto.

Sei hoje tantas coisas, que não trocava as coisas que agora sei, pelos tempos em que não sabia tantas... 

Acredito que são os melhores tempos da minha vida, estes que agora vivo. Mas lá está: não digo que os que viverei não poderão vir a ser ainda melhores, porque os não conheço...

E é exactamente esse mistério deslumbrante do desconhecimento do futuro, que chega a cada instante que passa e que: por mais dor que me traga ou por menos prazer que eventualmente tenha em mim, me faz enfim sentir: 

ABSOLUTAMENTE ENAMORADO PELO PRESENTE QUE ESTOU A VIVER! :D  




Celebremos a dádiva da vida TODOS OS DIAS e aprendamos, quer com a dor quer com o prazer. 

São tão somente duas faces da mesma moeda, que acolho com crescente gosto, à medida que vou limitando a minha ignorância e polindo a pedra bruta. Polindo, desbastando e rectificando com afinco, sem pausas.


Experimentem.




sexta-feira, 29 de abril de 2016

#223 Reflexão do dia


Nascemos, crescemos, morremos. Não necessariamente por esta ordem. Confus@? Pensar fora da caixa, desmontando arquétipos simples... pensar para lá do mero corpo físico. É que por vezes, "é preciso que algo morra em nós, para verdadeiramente (re)nascermos, no que é verdadeiramente importante".
Estes últimos dias, várias pessoas com as quais privava, conhecia, ou cujas famílias tenho imenso apreço, partiram dos seus corpos físicos, para não mais voltarem.
Assisti ainda a lutas interiores profundas, a questionamentos vários e intensos, de pessoas que me são próximas - confidente que sou e que sempre fui, tanta gente ao longo desta vida.
Em tudo há um fio condutor, uma mensagem subliminar que colhe força em mim: "estamos aqui primeiro que tudo para aprender, para crescer, para evoluir".
Estamos aqui para erradicar o sofrimento de nós mesmos, a todos os seus níveis e claramente para sermos felizes.
Ora essa felicidade só surge com o desprendimento. Mas por mais paradoxal que possa ser: é precisamente no reforço dos laços e na criação dos mesmos que ele surge.
No preciso momento em que desenvolvemos compaixão por todos os seres, onde nos incluímos naturalmente e em que entendemos que tudo está interligado (TUDO e TODOS, mesmo) entendemos que também tudo é impermanente.
Mas há boas notícias: o estado de Felicidade (o real) pode no entanto ser eterno, a partir do momento em que se instala por definitivo em nós. Esse estado é imune a partidas físicas, a amores desavindos, a quaisquer dores psíquicas.
É SÓ entendermos isso e tudo fica mais fácil. Ah... e exercitar o silêncio, claro. Visual, auditivo, mental... cultivar esse estado interior sempre pacificado e sereno.

Mãos à obra!

domingo, 13 de março de 2016

#221 Pózinhos mágicos


Pára e reinventa-te.
Medita. Observa-te.
Respira fundo, mergulha no teu interior sem medo da densidade que nele encontras.

Relaxa, que o tempo tudo leva o que não é para ti. Da mesma forma te trará o que for melhor.

Alguém perde? Não és tu. Bom... todos perdem e não perde ninguém, que tudo se transforma.

Sim! Dói! Claro que sim.
Mas não foste tu que escolheste. Ou também foste. Ou não! Mas isso agora pouco interessa.

Respeita e sai de cena! Sim, eu sei que saber o final do filme antes  dele acontecer, pode ser chato. Mas é mesmo assim, que também sempre  aprendes alguma coisa com isso.

Aliás, também sabes os outros finais do filme e não deixas de os viver por isso. Saboreia, sorri e vive sem olhar para trás. É mais uma experiência acumulada. Já sabes também a consequência disso... Só se desilude quem se ilude! Ai tu que nunca mais aprendes...

Ok. Compreendido, vou tentar outra vez. Mas é um loop contínuo... e  é um pouco secante, como sabes... ok, ok. Já percebi! 

Pó mágico activado em:

...3...




...2...






...1...



PLIM!  


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

#219 O fim da realidade


Na imagem que deu que falar, Mark Zuckerberg - criador do facebook, passeia por uma conferência onde toda a gente está ligada virtualmente a outra realidade, entrando assim despreocupadamente sem dar nas vistas. Interessante a visão de um dos arautos do mundo virtual, como "o único acordado, numa plateia de adormecidos".

Actualmente vivemos mais tempo no Real ou no Virtual?

Quanto tempo perdemos em comunicações, pela internet fora, de olhos colocados no telemóvel, na televisão, vivendo notícias, alimentando-nos de cenários?

Quantas vezes olhamos afinal para o sol, para o céu e para as estrelas? Quantas vezes passeamos apenas no jardim, oferecemos carinho a um animal que connosco se cruza, sorrimos apenas ao estranho que nos olha? Quantas vezes respiramos apenas, sorrimos e celebramos a vida?

Todos quantos permanecerem acordados, ou despertarem da intoxicação desinformativa, terão um dia o prémio pretendido: a constatação da realidade e qui ça aos poucos, mesmo da hiperrealidade. Esta última: de muito mais difícil acesso, apenas disponível em doses curtas para não matar.

A dificuldade quotidiana que nos espera, é a de fugirmos às armadilhas que nos são colocadas minuto a minuto. Instante a instante.

Um jornal. A manchete de uma revista. Um anúncio publicitário. Uma falsa notícia. Uma opinião alicerçada em coros de opiniões compradas. Títulos falsos, de universidades falsas, que legitimam sabedoria também ela inquinada. Ou medos que nos injectam. Rumores. Intrigas. Malhas de interesses. Ou ainda fotografias ou filmes, que isso dos olhos... também eles são afinal facilmente enganados. Talvez a lei. Talvez a noção do certo e do errado. Do bem e do mal. Talvez a noção de país e de fronteiras. Talvez a cor da pele. Talvez a escolha da opção sexual de cada um. Talvez a religião. Talvez o peso do dinheiro na nossa felicidade. Talvez a fatalidade de pagarmos por bens que são gratuitos. Talvez o partido. Talvez a direita por oposição à esquerda. E a esquerda por oposição à direita. Talvez as sondagens ou as estatísticas ou as tendências ou a moda ou o rumo ou o "tem que ser" ou "é inevitável". Talvez os velhos contra os novos. Os ricos contra os pobres ou os do sul contra os do norte. Talvez o futebol. Talvez a paixão volátil por oposição ao amor. Talvez a confortável mentira, por oposição à dor que ensina. 

Compreendo todos quantos preferem viver no virtual. Até eu me canso deste "real", tão povoado de ilusões.

Ainda assim, aqui fica para meditar mais um texto reflexivo, ainda que também ele pecando por habitar este mundo virtual, mas com a desculpável bondade de pretender despertar consciências. 

Está triste ou angustiado? Deprimido, entediado ou fatigado? Escolha a sua ilusão e divirta-se!


(eu acho que vou ver o mar um pouco, antes de continuar o meu dia)


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

#218 A vida e a morte


Tudo passa num ápice. TUDO!


No nascimento à infância. Da infância até à adolescência. Da adolescência até à idade adulta. Da idade adulta até à velhice. Da velhice até à morte... a seguir: renascimento?

Nem sempre cumprimos todas essas etapas, mas encontramo-las em tudo. Relacionamentos, vida profissional, as nossas ligações a lugares...

Tudo sempre tão efémero! Tudo sempre em permanente mutação. Tudo sempre tão impermanente.

Hoje, o mote para meditar um pouco mais em tudo isto, (tarefa que no entanto me invade a todo o instante), foi a despedida de alguém muito próximo, do seu irmão de sangue. 

No fundo, também era meu irmão, porque o primeiro é como se o fosse. Logo: É.

A dor da partida é para muitos, difícil de debelar... A ausência permanente que se tenta impôr, as memórias, o futuro que já não acontecerá.

Hoje, no entanto, eu mesmo me sinto cada vez mais preparado e pessoalmente: "tenho sempre as minhas malas feitas".

Costumo dizer que nao há forma de ficarmos "preparados" se não mudarmos a nossa matriz de pensamento, despertando e claro... perdendo muitas pessoas, antes. Parece uma visão masoquista, mas é a que acredito. A experiência ajuda em tudo. Até nisto.

É que às tantas, percebemos que não lhe podemos fugir e a solução é encarar a coisa de frente.

Nascer e morrer. São as únicas duas certezas!

Por isso, no meu caso pessoal, convivo já bem com a morte. Desde tenra idade que me cercava e não levou a melhor. Isso fez-me ter muito gozo na vida. Depois... comecei a "perder" pessoas. Perder entre aspas, porque estão todo vivos.

Aliás, todos os "meus mortos vivem em mim". Sinto-me pois em paz com isso, com a sua partida do mundo físico. Mesmo escandalosamente preparado para que todos, até ao último: partam. Até que também eu parta, um dia.

Porque haverá sempre um novo sol a despontar em qualquer lado... Haverá sempre algo novo para fazer. Um novo corpo, ou apenas luz, ou a derradeira fusão... no mínimo o regresso ao cosmos, a parte que se junta ao todo. Um novo início!  

E até lá?


V  I  V  E  R  !!!


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

#212 renascendo a verdade


A dor do parto equivale à dor da derradeira partida. Ambas nos trazem algo de novo. Um novo início, ou no segundo caso: um novo fim.

Com o tempo aprendi a perceber que "só pode partir quem algum dia de facto esteve". Por outro lado, "quem se instala, eventualmente não parte".

Nem é bom nem é mau, calejado que estou já, da vida e do viver. Simplesmente É assim. 

Compreendo hoje que a verdade é sempre objectiva, sempre simples. Deambulamos todavia pela estrada da subjectividade adentro, apenas perante a ausência da verdade absoluta. Exercício retórico, considerações teóricas, manuseamento de matrizes. Tudo distracções da verdade objectiva e absoluta.

A verdade não precisa de artefactos. De explicações. A verdade é clara, visível e impõe-se sempre, porque: é a verdade. 

Por isso talvez seja tão difícil fugir-lhe. Ela persegue, cerca-nos e apanha-nos sempre.

Ainda assim, é tempo de preferir a paz a ter razão. De buscar a serenidade por contraposição à luta, por mais justa e pacífica que por ventura seja.

É tempo de deixar que a verdade se instale... calma, silenciosa, sem avisar.

Que também ela encontre o seu caminho e opere o que entender. Que mostre a Luz, mas também a Sombra. Que deixe sobressair e cheirar o aroma das doces flores perfumadas que anunciam a boa nova, mas também o odor pérfido e putrefacto dos sentires já mortos, que jazem inanimados, procurando descanso na tumba subterrânea das oportunidades perdidas. Ou das esquecidas... Ou das que aguardam ver o novo dia e definham quase sem esperança.  

Mas um novo dia nasce sempre. Nascerá sempre! Com mais ou menos verdade. Qui ça com a renovação da mentira, mas até ela de olhos postos no horizonte e da sua singela oportunidade de transformação, impermanente que é tudo o que: É.

Que se transforme então, qual pequeno ser que aspira a sair do seu casulo e permitir fazer-se magia, qual borboleta que ganhará asas e ascenderá até ao sol que brilha e que desponta do zénite ao nadir.

Que a paixão de Ícaro nos não persiga e nos deixe voar!

Voar... Voar.






quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

#198 E que tal um shot de REALIDADE?



Página no facebook. Não uma, mas duas, na sequência da candidatura por mim protagonizada nas eleições autárquicas passadas e do posterior ingresso na lista candidata às eleições legislativas, que culminou com a minha presença como deputado da Assembleia da República, em regime de substituição, uma vez que não fui eleito directamente. 

Experiência assaz curta, na sequência da mudança governativa... Não me deixa saudades. Mas fica aquela dúvida do que teria eu feito em determinadas situações da vida política portuguesa. Que momentos teria protagonizado no parlamento em nome de todos se... mas adiante.

Tenho presença no twitter
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Presença no linkedin. Mail profissional. Mail pessoal. Mail das duas presidências associativas que po ora detenho. Mail aqui do blogue.

Site armandosoares.pt revitalizado há pouco tempo e que levará nova actualização em breve.

Página no facebook e site da Associação Sem Fins Lucrativos Luchapa e página no facebook e ainda site da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Dafundo.

Ambas por mim presididas em regime de voluntariado até à data e ambas as páginas com novo lançamento em 2016.

E aqui os remediosdoacaso.blogspot.pt que são sem dúvida a "estrada onde mais me desnudo".

Epá. Chega!

Em todos estes fóruns do ciberespaço tenho marcado presença, na medida do possível. Pelo meio, tempo para ler, para escrever, para produzir e ouvir música. Natural tempo dedicado a trabalhar. Tempo para a vida pessoal. Tempo para estudar. Tempo para tratar do corpo físico. Tempo para meditar. Tempo para o voluntariado. Tempo para contemplar a natureza. Tempo para viajar.

Naturalmente que o "tal livro a ser editado", fica para trás. O "disco a ser gravado", fica para trás. A pós graduação em medicinas alternativas na Índia em Calcutá, não é terminada.

Ainda assim: fitoterapia terminada (medicina tradicional chinesa e ocidental). Terapia pelo som (taças  "tibetanas" Peter-Hess e gongos) terminada. Curso de produção musical terminado. Curso de Master Coaching feito, com certificação internacional a caminho. E podia recuar uns bons anos até às milhentas outras formações e ainda a licenciatura e... 

Ora tempos novos, novas atitudes. 

Observar o mundo e ver como o ciberespaço nos ocupa e preenche, ou naturalmente como o virtual substitui de alguma forma o contacto físico: tem sido matéria boa de análise, para um licenciado em sociologia.

A necessidade de feedbacks positivos ou mesmo negativos constantes, acompanhada de estratégias de marketing pessoal, anula-nos enquanto seres sencientes, não obstante a ligeireza como sempre encarei tudo isto. Entre a acumulação de carisma e a excentricidade natural, sempre preferi o culto da segunda. Conheço bem Pierre Bourdieu e o poder simbólico, mas há muito que me limito a ser eu mesmo e a sofrer as consequências (sempre boas) dessa assumpção.

Preciso de me desintoxicar. 

E nesta matéria, só os meus chás medicinais, infusões e plantas, não chegam. Não me chega sequer toda a terapia do som. É mesmo preciso algum SILÊNCIO.

Diminuindo brutalmente o ruído, continuarei, claro, a partilhar convosco os meus remédios por aqui.
Continuarei a aconselhar o viajante desconhecido que connosco se cruza pelo caminho, mas a abraçar ainda mais na realidade, a beijar ainda mais. A sorrir ainda mais, mas já não tanto apenas com o (smile :)  )

E obviamente a resolver os pendentes todos que se acumularam ao logo de quase 40 anos de existência. Depois, mas só depois: quem sabe voltarei.

Vou escrevendo por aqui, sem destino que não o de encher esta prateleira da minha farmácia, de novos remédios. Esta sim é uma das terapias em que acredito. Mas mesmo esta, sem regras, sem regularidade pré estabelecida, limitadora da minha liberdade. Até porque os remédios que aqui coloco: são intemporais.

Feliz 2016!




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

#192 VITÓRIA À VISTA


Este é o ano, em que decidi recuperar o tempo que não volta atrás, mas que pode ser o tempo que marcará em definitivo os novos tempos que aí virão... confusos(as)?

Nada de complicado. 

Decidi num curto espaço de tempo (um ano para já) estudar como nunca o fiz, afincadamente e com precisão. Mas as matérias que gosto e através das quais poderei ajudar muita gente - (o objectivo habitual, sendo que também a mim acrescentei à lista, desta vez).

Relembro as notas máximas que tive quando me apliquei a sério, em tudo quanto me empenhei.

Relembro a saúde que resgatei a ferros, quando parecia predestinado a morrer sem chegar à idade adulta. Relembro o princípio de raquitismo. A tosse convulsa. As seringas de cortisona. A bronco-pneumonia com derrame pleural e a meia hora de vida que me restava, segundo a equipa médica. Relembro as vacinas estrangeiras, das quais fui cobaia portuguesa. O corpo que supostamente não se desenvolveria (LOL) - toma lá que fiquei em pré-competição na natação só para te contrariar ó destinozinho! :P

E aí... páro para pensar. Contemplo a Fitoterapia (farmacopeia chinesa e indiana), sigo de perto a homeopatia e a naturopatia.

Contemplo a medicina ayurvédica no seu todo. Contemplo a terapia através do som, nomeadamente as taças "tibetanas" (Peter-Hess) e os gongos.

Contemplo a meditação transcendental, a vipassana e outras que ainda irei estudar.

Contemplo outras áreas de interesse. E de repente já não só contemplo... Já mergulhei a fundo! Recordo os tempos em que me inscrevi... já comecei... já avancei... qualquer dia, já terminei! (sim, porque algumas já cá cantam e com distinção).

Ah e tal como é que conseguiste? Tão rápido? Comeste quantos anos de seguida? Como é possível? Nunca tinhas tempo!

E eu direi que: "quem menos tempo tem, é quem arranja sempre tempo.!

Quando quero muito uma coisa, acreditem: sou imparável. E muito rápido a mudar de rumo. Se ACREDITAR.



Disse.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

#189 A espinha dorsal


Honrarmos o nosso pensamento, nem sempre é simples. É aliás cada vez mais difícil,  para mais nos tempos que correm, em que muitos de nós são escravos do dinheiro.

Resistir pois à tentação de não pensarmos pela nossa cabeça, não é tarefa fácil. Como não é fácil honrar sempre a palavra dada, não é fácil ser sempre honesto, não é fácil ser-se sempre verdadeiro. Em toda e qualquer situação. Sem excepções.

Não é garantidamente fácil, mas um dia "o difícil torna-se natural" e instala-se o óbvio: só esse pode ser o caminho.

Cada dia que passa me apercebo disso e cada vez fico mais feliz por ser quem sou, pelas minhas opções, pelos erros cometidos e a compreensão que deles tenho extraído e pela minha feroz determinação em levar avante aquilo em que acredito.

Mesmo que isso me cause alguns dissabores, continuarei sempre o mesmo nessa matéria. Vamo-nos decepcionando, mas a vida e mesmo assim.

Quanto a mim, continuo! 

Antes morrer de pé, que uma vida inteira de joelhos! - uma frase que me acompanha desde sempre.

Opções.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

#187 NÃO TENHAMOS MEDO, JAMAIS.


Este um texto (breve) sobre o livre pensamento e sobre a liberdade de opinião:

1. Condeno veementemente os ataques perpretados em França, a um jornal cujo "crime cometido" é parodiar, brincar e utilizar a sátira e o humor, de uma forma assaz inteligente e versando tudo e todos... e não apenas alguns. Concorde-se sempre ou não com as caricaturas: devem ser livres de o fazer. SEMPRE;
2. Condeno todo e qualquer tipo de violência, em toda e qualquer situação, com excepção de legítima defesa;
3. A política e a religião, lamentavelmente ao longo da história, têm-nos habituado a derivas de fanatismo, cuja base alegadamente ideológica de uns e de outros, serve para alimentar e justificar actos de violência e/ou atrasar/limitar o avanço social. Veja-se o exemplo "cristão" das cruzadas cristãs no passado com as conversões à "fé" pela utilização da força; da inquisição; da queima e proibição de livros; nos atrasos científicos vários, etc, etc. 

Outras religiões a coberto da fé (chame-se o livro sagrado "Tora", "Bíblia", "Corão", ou outros) demonstraram também até que ponto são capazes de ir, para tentarem impôr a sua "verdade".

Todos, julgo eu, temos presente o eterno conflito entre a China e a população pacífica do Tibete - uma vez mais, a religião no epicentro...

No caso do alegado "Estado Islâmico", (que alguns tentam desesperadamente impôr, uma vez mais pelo uso da força, pelos assassínios, pela política do medo), temos novamente uma deriva fanática religiosa que se julga detentora da verdade.

TODAS as religiões ou partidos políticos que tentem impôr a sua "verdade" através de qualquer forma de violência física, estrutural, ou mental, são condenáveis à luz da mais elementar Liberdade.

Não quer isto dizer que as leituras de uns, sejam as leituras de outros. Que "ter-se fé neste ou naquele Deus ou em nenhum, seja errado".

O que não podemos, é impôr a nossa verdade a ninguém, nem atentar contra a liberdade individual de cada um.

...Mas como se "combate" gente que não tem medo de morrer? Sinceramente, sinto que estamos numa espiral de violência que não irá nunca acabar bem... mas o que sei, é que a liberdade não tem preço. 

Jamais terei medo em ser livre, pague ou não esse preço com a vida, sendo que para defender a liberdade de todos (mesmo os que de mim discordem, poderem livremente de mim discordar) irei sempre até ao fim.

__

* Ia falar do Gustavo Santos (sabem quem é?) e do que ele escreveu sobre o atentado em França... Mas como nem sempre discordo com ele (no meio de uma infinitude de pensamentos e verborreias pseudo-intelectuais, às vezes até acerta) neste caso quero acreditar que quis só ir contra a corrente e ganhar mais exposição pública. Claro que se pensa como diz (é livre), eu sou livre de achar que ele é estúpido.

Mais uma nota que saúdo: foi a de saber que a Maçonaria em França (Grande Oriente) está activa no combate pela defesa dos ideais que proclama também como seus, desde a sua fundação (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) ao contrário de tantas "pseudo-maçonarias" que conheço e "pseudo-maçons" de meia tigela, que nada mais querem que não fazer negócios e contactos para as suas vidinhas. 

Não é essa a Maçonaria de homens e mulheres livres e justas, que acredito ainda existir; tal como não é o Islão que acredito apesar de tudo existir, quando vejo estes ataques bárbaros; ou a Igreja Católica de Roma, renovada, quando folheio os livros de história no passado; ou mesmo alguns partidos políticos que acredito que não sejam o espelho dos seus líderes e de muitos dos seus dirigentes. Podia continuar por aqui adiante! Sem parar.

É nos momentos mais difíceis que se demonstra a força e a pureza das instituições, que naturalmente são sempre o espelho das atitudes dos seus membros. Por isso é difícil acreditar-se no que quer que seja, contaminadas que estão todas as instituições e generalizada que está a apatia de muita gente de bem, que as compõe.

A esse propósito, naturalmente o Papa Francisco muito tem feito pela renovação da imagem da Igreja Católica, parecendo apontar no bom caminho, com excepção grave de não ter recebido o Dalai Lama em audiência. Isso foi um péssimo sinal de não convergência religiosa, numa corrente que tanto tenho em comum, como é o budismo.

Quanto à França, à Liberdade e ao medo que nos querem impôr através da força: NÃO NOS VENCERÁ! NÃO ME VENCERÁ!

Antes morrer de pé, que uma vida inteira de joelhos!
A bem da humanidade,

Até já.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

#186 Levanta-te e AGE!


O que esperar de 2015? 

Apenas uma coisa, garantidamente: esperarmos o que dele fizermos.

Uns desculpar-se-ão com a troika, outros com a falta de emprego. Outros com o aumento dos preços. Outros ainda, com o facto dos anos passarem e não voltarem atrás.

De facto, para grande parte da população mundial, a vida não tem dias fáceis.

Mas é aí que nos reiventamos. E deixemos de nos lamuriar.

Na verdade tu que me lês, só podes sorrir! Admirado(a)? :D É que com muito menos do que TU, há muita gente que faz verdadeiros milagres.

Não acreditas? Eu explico...:

Se me lês, é porque sabes ler, porque o teu intelecto funciona e porque tens uma ligação à internet... por isso vê se páras de te queixar.


Mexe-te e AGE! O tempo não volta atrás. 

Feliz 2015. Que ele seja a recompensa do nosso esforço ou o castigo na nossa inércia. Da minha parte, só sei viver assim. E ainda que o mérito não seja absolutamente premiado à primeira, lá vou atingindo o que me proponho.

Tem sido assim, desde sempre! Nada de novo.

Ah... e prepara-te para saberes ver quais os planos que a vida tem para ti em vez de sistematicamente teres a mania que só tu é que tens planos para a vida.

Observa. Observa. Observa. E age! É que a vida não é colorida... é COLORÍVEL!


Até já. 


sábado, 22 de novembro de 2014

#172 A impermanência


Nesta maravilhosa foto, se observa a feitura de uma mandala de areia (quase terminada).

É praticada, na tradição tibetana como um ensinamento. Esta terá demorado cerca de duas a três semanas a ser feita, num projecto rico em cores e detalhes, em minúcia, em perícia, em habilidade.

Nas mandalas de areia, são representadas as relações entre os oceanos, céu, terra, universos, etc, demonstrando a sua interligação, mas simultaneamente a sua independência.

Neste verdadeiro ensinamento sobre a vida sobre o desapego e sobre a transitoriedade, a mandala quando está terminada: é destruída.

Em breves minutos e com gestos precisos, toda a areia é varrida em direcção ao centro, recolhida e deitada ao rio, ou a um lago nas imediações.

Quem não perceber o carácter de impermanência desta vida, nos relacionamentos, nas sensações e em tudo quanto nos rodeia, não percebe nada do que anda cá a fazer...

Mas que essa sabedoria, nunca constitua motivo, para que não construamos as mais belas e magníficas mandalas durante o seu tempo. 

Todavia... que não nos percamos a observá-las, quando é tempo de as varrer e deitar ao rio.

Assim o ditam as leis da natureza. 

Que o façamos com a equanimidade possível, na certeza de que o rio nunca levará com ele as melhores memórias, que guardaremos para sempre nos nossos corações, mas que não nos podem jamais turvar, ou condicionar: o caminho a seguir.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

#169 EQUANIMIDADE


É engraçado como há palavras que entram na nossa vida com força e sentimos que vieram para ficar. Para se instalarem. Para em nós construírem a sua casa e o seu porto seguro.

EQUANIMIDADE, é de todas até hoje, tanto quanto me lembro: a mais forte.

Repetidas vezes a ouvi, como o estado zen desejável e o objectivo a alcançar no percurso, durante este retiro em que acabei de sair.

Ainda agora estou "cá fora", mas confesso, tenho uma saudade imensa do que lá senti. Uma saudade imensa dessa "sensação", qual contra-senso contra tudo quanto lá aprendi.

Afinal, o que lá aprendi foi verdadeiramente a observar as sensações, de uma forma equânime.

Não é tarefa fácil, garanto-vos.

E mais complexa ainda se torna, quando longe de um ambiente verdadeiramente controlado, é preciso manter tudo quanto aprendi e aplicá-lo no meu quotidiano.

Felizmente, algumas das lições vieram bem estudadas e pelo menos apercebo-me quando não estou a ir no caminho pretendido.

Tal e qual como agora, em que perante a memória da equanimidade alcançada enquanto lá estive, me permito sentir algum apego.

Tenho pois agora, que também trabalhar nisso. Pelo menos apercebo-me. 

Um ponto a favor. Melhorou.



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

#168 E voltei. Vipassana aprendida.


De volta dos meus 10 dias de silêncio total, sem contacto com o exterior, sem contacto com os outros participantes, sem poder tocar sequer em ninguém, sem poder olhar ninguém, sem poder falar.

10 dias sem livros, sem telemóvel, sem computador, sem televisão, sem poder tirar apontamentos, sem poder fazer exercício físico para além de caminhar.

10 dias a levantar às 04h para meditar, num programa rígido, que resultou cerca de 10 a 12h por dia... aliás, direi mesmo que foram bem mais. Porque se entra num estado, em que estamos em meditação quando andamos, quando comemos, mesmo nos períodos de descanso.

Foi isso a que me propus e foi exactamente isso que fiz.

A técnica consiste em deslocar a atenção para a respiração natural, (não forçada) e progressivamente deslocá-la para diferentes partes do corpo. Primeiro concentrando no topo da cabeça e depois descer para a testa, os olhos, o nariz, a boca, depois os ombros, topo do braço, cotovelo, braço inferior, dedos, etc, etc

À medida que o processo evolui, tornamo-nos cada vez mais conscientes do nosso próprio corpo e de cada parte individual. Entramos no campo das sensações cada vez mais subtis, aguçando a mente e tornando-a mais penetrante.

Das sensações mais "grosseiras", a que estamos habituados (dor, calor ou frio, ou a mera noção dessa parte do corpo) se avança progressivamente para outras sensações como: o ar ligeiro que toca na pele, vibrações, pulsações, expansão e contracção, "energia" que flui, etc, etc, até chegar à desmaterialização total (onde só o tempo e a prática continuada correctamente, podem contar).

Somos treinados para observar, observar, observar, nesta dicotomia entre ser-se observador do que se passa dentro de nós mesmos, tentando não reagir a nenhum impulso. Quando digo a nenhum impulso, digo nenhum. Ou seja: nem à dor... dor essa que surge nomeadamente nos períodos em que estamos em posição de lótus, ou perto disso...

O treino em mudar os padrões habituais da mente inicia-se, com a quebra da barreira consciente/inconsciente, desenvolvendo a visão interior da nossa própria natureza.

As sensações que desenvolvemos quando temos raiva, ódio, angústia, mas também paixão, etc, são observadas e demonstram-nos que tudo é impermanente.

Com vipassana tomamos nota dessa impermanência (anicca) e somos convidados a observar tudo com equanimidade, sem fazer juízos de valor, sem reagir às sensações agradáveis com apego, ou às sensações desagradáveis com repulsa, contrariando os habituais padrões da mente.

De facto é um curso que sendo bom para todos(as), não é de facto para todos(as).

Só para todos(as) quantos se permitam submeter a uma provação deste estilo, mas em troca ganharem acesso a uma forma de sabedoria que lhes ficará para a vida.

Reitero que o retiro é totalmente gratuito. TOTALMENTE. (interessados? Perguntem-me como, através de email)

É fornecida alimentação e acomodamento (adequados à prática de meditação), os serviços são todos efectuados por antigos alunos, sendo que quem frequenta o curso pela primeira vez, é depois convidado a dar o donativo que entender e quando entender (não é antes de ir, nem sequer no dia em que sai, mas sim quando quiser) e incitado a que se inscreva para depois servir os outros num próximo retiro, como os seus colegas fizeram por si.

A aposta é a de que uma vez experimentando em si mesmo, o próprio aluno na sua consciência terá todo o gosto em ajudar, uma vez que testemunha na primeira pessoa os benefícios da técnica e a verdadeira realidade. E eu confirmo que assim o é, de facto.

Filosofias à parte (que podem e devem ser discutidas e eventualmente discordadas), a verdade é que a técnica é maravilhosa, dá-nos a acesso a campos de nós mesmos que por ventura desconhecíamos e aguardo para sentir as melhorias introduzidas, com a prática continuada a que doravante me entregarei, substituindo a prática meditativa que até hoje desenvolvi e que era a de meditação transcendental (que continuo a recomendar a quem não se queira submeter a uma provação deste género).

Que todos os seres possam ser felizes e experimentar a verdadeira felicidade (palavras ouvidas repetidas vezes nas palestras a que tive acesso e que subscrevo integralmente)



FOTO: pois... é mais ao menos isto.