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domingo, 25 de maio de 2014

#89 Dois terços hoje não foram votar


Hoje saí um pouco. Era domingo e estava bom tempo.

Muita gente nas esplanadas, malta nas praias. Sei que o Rock in Rio estava cheio.

Dois terços da população, pura e simplesmente ignoraram as eleições europeias. 

Um povo fustigado pela troika, aliás perdão... fustigado sim pela incompetência e pela mentira despudorada de várias gerações de políticos que passaram pelo arco do poder, através dos seus respectivos partidos. 

E também perante a ineficácia dos que nunca lá chegaram, porque não conseguiram mobilizar o eleitorado em torno das suas propostas...

Ou pela fraca qualidade das mesmas, ou dos protagonistas, ou por falta de máquina partidária, ou por estupidez de parte dos eleitores. Que também a há, muitas das vezes.

Há pouco decidi olhar um pouco para a televisão, coisa rara já lá vão uns anos.

Todos os partidos clamam vitória e surgem os rostos do costume, salvo uma ou outra excepção.

O que sei é que hoje meditei. Li. Fiz yoga. Estive com algumas pessoas que gosto, pensei noutras com as quais não estive.

Uma vez mais olhei o mar com calma, observei a natureza e estive em paz.

O meu domingo foi mais rico, porque dediquei tempo à "rosa" que quero que floresça em mim. Uma rosa feita de amor, e de consciência expandida em torno do que cada vez é mais importante:


VIVER, AMAR, SENTIR:


S E R

#88 Razões para não ir votar hoje


Pela primeira vez desde que fiz 18 anos, não exercerei o meu direito de voto. 

Vou abster-me de ir às urnas, sustentando-me na inutilidade desta União Europeia, cujo actual modelo faliu em tudo quanto se propôs.

Permanecem dramáticas assimetrias entre o norte e sul. Permanece uma trágica discrepância entre o que os povos pensam e o que é feito, quer pelos seus governos, quer pelos seus eleitos.

A Europa não é unida. Não há portanto: União Europeia.

Permanece uma tomada de assalto por parte do BCE que empresta a quem quer, como quer, com as taxas de juro que lhe apetece, consoante o credor.

A União Europeia não é portanto uma união, mas a tomada de assalto por parte de uns, a outros, escamoteada muitas das vezes em migalhas emprestadas a preço da escravatura eterna, ou em nome da autorização do saque nacional. 

O que não conseguiu ser imposto pela guerra de sangue, toma agora muitas vezes cor, através da guerra económica.

Nos últimos vinte anos, Portugal andou para trás. 

Qualquer que seja a questão nacional (cultura, educação, saúde, justiça, economia, finanças, credibilidade das instituições, o estado de depressão colectiva): Portugal está muito pior, pese embora a melhoria de muitas das suas infra-estruturas, que agora ficarão vazias, entregues ao abandono, num país que caminha para a desertificação, envelhecido e deprimido.

A noção que temos na sociedade contemporânea de "participação democrática", deriva da possibilidade de os cidadãos poderem influir efectivamente nas decisões que vão afectar as suas vidas.

Todos sabemos que a democracia não se esgota em eleições, ainda que seja precisamente nestas onde todo o cidadão, do mais rico ao mais pobre, utiliza o voto como um instrumento activo, na finalidade de agir sobre a realidade política.

Hoje não vou votar, porque sei que isso seria um acto inútil, ilusório e sem qualquer consequência de fundo. 

E ainda, porque a abstenção consciente, hoje em dia, é a melhor forma de expressar o repúdio por este sistema em que nos encontramos.

Relembro sem dúvida todos quantos lutaram para que eu hoje tenha o direito de voto. Respeito-os e os não esqueço, mas sei bem que o princípio subjacente ao voto é "o suposto poder do qual o mesmo estava investido". Tempos idos, esses.

Noutros actos eleitorais, reavaliarei. Mas confesso-me pouco crente, abrindo talvez uma excepção para as eleições dos protagonistas locais das nossas respectivas terras, que mais facilmente são levados ao escrutínio diário e que mais dificilmente podem fazer o contrário do que prometem. 

Mas a ver vamos.


sábado, 24 de maio de 2014

#87 Responsabilidade



Ontem fui a um jantar de aniversário, onde reencontrei alguma malta com quem me tenho dado ao longo dos anos, nalguns casos décadas.

Participei e observei, como sempre o faço (vício de sociólogo) as conversas, os olhares, a forma de pensar. Muito conversámos e nos rimos todos!

Tenho-lhes um carinho muito grande, mas na verdade estou cada vez mais longe de um sem número de coisas...

Seríamos para aí uns cinquenta talvez e ainda eu o único a pedir um jantar diferente, porque entendo que há coisas que já não quero.

Alguém que muito estimo me perguntou:
- Então mas só vais comer isso?

E saiu-me:
- Sabes, para teres umas coisas, por vezes tens que abdicar de outras. Essas para mim, são mais importantes.

E essa minha amiga, anuiu com a cabeça e pareceu-me que entendeu.

Algumas opções, estão agora presentes na minha vida com menor regularidade e outras cessaram mesmo, dando entrada galopante a novos hábitos.

Na verdade, o caminho de cada um é sempre sozinho, ainda que tenhamos que estar atentos aos sinais que estão um pouco por todo o lado e muitas vezes em quem connosco se cruza. 


Com todos aprendemos, porque "todos somos mestres uns dos outros" e desengane-se quem pensa que sabe tudo! 

Mas se aumenta a consciência: aumenta a responsabilidade.

Se aumenta a consciência, urge aumentar a compaixão. E igualmente cessar com a arrogância intelectual, com vaidades e afins. Impedir cóleras, raivinhas e angústias desproprositadas.

Cada um está no seu momento e tenta encontrar o ponto de equilíbrio.

Uns estão mais "perto", por ventura outros mais "longe"... 

Mas também "nós" o fomos já e desconhecemos se "lá" voltaremos.

A noção de "nível", é pois muito relativa. Cada um está onde precisa de estar e encontrar-se-à quando tiver que ser.

Não podemos é virar as costas ao que sabemos: uma vez LÁ chegando. É chegar e colocar em prática! Sem pausas.


É pois grande: a responsabilidade do DESPERTAR. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

#79 Epá, gosto de ti


De facto, não sendo simples, também não é assim tão impossível.

Parar com os tabus ou preconceitos. Parar com a moral vigente. Parar com o "ser o que querem que tu sejas". Parar com o "fazer o que querem que tu faças".

Ok. Nem sempre dá para parar com tudo de uma vez.


Mas aos poucos, "chegamos lá". E até lá: "vivamos o mais possível", mesmo que seja à porta do abismo, no limiar da vertigem, a um passo do holocausto.

"O perigo é a minha profissão" - era o 007 que o dizia? 


Subscrevo. Gosto disto. Sabe-me a mel.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

#77 Yoga


Isto de facto quando acordamos, é que nos apercebemos do que andamos a perder...

Felizmente para mim, já tinha várias práticas positivas na minha vida e a espiritualidade bem desperta (como com a regularidade na Meditação Transcendental) ou na pertença a determinadas estruturas especulativas, ainda que operativas também. 

Mas ainda assim, cedo percebi que há sempre um espacinho para mais qualquer coisa. Para não dizer "um espação"!


E desta vez, essa coisa, é de facto qualquer coisa...


Começo normalmente pelas 06h45/ 07h. 

Aliás, nem noutro horário poderia ser, quando uma das posturas iniciais é a "saudação ao sol", que ainda que possa ser feita a qualquer parte do dia, mais sentido faz precisamente, quando Ele nos chega inicialmente.

Para além disso, o dia tem que seguir o seu destino. Por isso, mais vale começá-lo mais cedo e bem.

Seguem-se posturas dignas do atleta profissional mais experiente, mas que todo sentido fazem, mesmo para quem as nunca havia feito ao longo da vida, como eu. Superação!

À passagem de pouco tempo, o corpo e o espirito se fundem num só, por entre gotas de suor implacáveis que nos escorrem corpo fora, em curtos minutos. 

A respiração ofegante aos poucos vai sendo educada, dando lugar à paz e tranquilidade que devemos procurar e oferecer em nós e aos outros.

Não é nada fácil, mas é sem dúvida retemperador, premiando-nos com mais uns milímetros de aproximação ao que será um dia, a postura final correcta: a caminho da perfeição. Por ventura longe... mas já na "estrada certa", que é o que mais importa.


Ao que vou percebendo, há várias correntes, várias linhas. Naturalmente e como sempre para tudo o que me interessa na vida, documento-me bem... A linha que sigo (ashtanga/astanga) não sei se é "melhor ou pior" que as outras, nem quero saber. 

Gosto, é dura o suficiente e faz-me bem, acima de explicações e/ou teorias que para já não me atormentam. Foi o que mais fortemente senti sussurrado ao ouvido... Mais para a frente irei experimentar as outras vias, a fim de as conhecer. 

Mas assim de repente, e em jeito de apreciação, sei que é mais uma coisa que já ficou para a vida.


Ainda bem. Sou um afortunado por mais esta (re)descoberta. 

Recomendo.





sábado, 10 de maio de 2014

#75 Ordem de São Miguel da Ala


A Ordem de São Miguel da Ala foi fundada em 1147 por D. Afonso Henriques, sendo a mais antiga Ordem Equestre e Militar de Portugal.

Pouco se soube sempre sobre o seu funcionamento e os seus membros, já que, segundo a tradição, esta Ordem teria sempre um carácter reservado e envolto num certo mistério.

"Muita tinta correu de lá para cá", mas no fundo o que interessa aos dias de hoje, é ao que sei, ser constituída por homens e mulheres de bem, de bom coração e com vontade de ajudar o próximo.

Reúne hoje em Oeiras.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

#73 Reunião de família


Olhares de seres que nos miram
preenchidos e especiais
camadas e máscaras que tiram
estranhos são: para os demais

Místicos e exóticos
coloridos e reluzentes
puros igualmente eróticos
seres assim... assaz diferentes

Caminhos simples ou complexos
na magia da caminhada
difusos e desconexos
até encontrarem a sua estrada

Uns estão vivos outros mortos
uns respiram outros já não
mas todos livres todos soltos
agindo e pensando com o coração


Uma família dispersa
encontrada está na multidão
mais medita que conversa

muitos! mas na   



s o l i d ã o 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

#68 O acordo ortográfico


Vasco Graça Moura partiu. 

Um escritor de mão cheia, um acérrimo opositor ao acordo ortográfico.

E percebo-o bem. Somos dois.

Foi um acordo feito com os pés, nem qualquer nexo, ainda que o seu propósito eu próprio subscrevesse, se por ventura aproximasse os povos lusófonos através da escrita e as regras de alteração fossem perceptíveis e fruto de algumas alterações fonéticas introduzidas ao longo dos tempos.

Continuo a entender África e particularmente o gigante mercado brasileiro como uma oportunidade, ainda que em termos assaz diferentes do período colonialista em que era Portugal o colonizador.

Uma coisa é certa para mim: a comunicação (em vários suportes) é dos temas que mais me interessam desde sempre e a língua portuguesa, é sem dúvida apaixonante.


Escrevamos, falemos livremente, façamo-nos entender!

Ou façam-nos entender a nós, o porquê de até na comunicação nos aprisionarmos. Só se o objectivo valer mesmo a pena. E ainda assim...


domingo, 27 de abril de 2014

#65 Coisas que o acaso me contou


Juntei o mar e o céu
uma vista e areia molhada
destapei aos dois o véu
meditando de perna cruzada


Algures entre o norte e o sul
perdido na contemplação
entre várias cores o azul
ou o vermelho coração


São fortes as energias
que graçam neste hemisfério
juntei várias sinergias
por magia  é mistério


Entre palavras e poemas
se decifra este enredo
já não temo os dilemas
que me testam com o medo


Diz-se que a nossa liberdade
acaba onde a outra começa
mas também é bem verdade
o destino que nos aconteça


Respirar profundamente
aceitar-nos por inteiro
Trilhar o nosso caminho
isso é que é ser verdadeiro



E entretanto o sol passeou-se, colorindo com os seus raios as habituais paisagens inóspitas, que habitam dentro de nós.



domingo, 20 de abril de 2014

#53 Felinos de fogo


Certa vez, numa das minhas intensas viagens, foi-me dito que eu andava "rodeado de felinos"

Que por ventura me "protegeriam" e que sendo os meus "animais guia", de alguma forma resgatavam a África que tenho dentro de mim.

Curioso, já que o meu signo do zodíaco é de facto: panthera leo.

A recomendação ia ainda mais longe. Era no sentido de nas características dos mesmos, me encontrar eu próprio e de enfim, me reconhecer.

Ora dentro dos felinos, encontramos o género panthera que inclui animais bem conhecidos como o leão, o tigre, o jaguar (onça) e o leopardo.

O género distingue-se dos outros membros da família pantherinae, pela capacidade de rugir, graças a uma modificação do osso hioide.

O jaguar é o mais agressivo, o leopardo o mais esperto, o leão o mais sociável, o tigre o mais voraz e a chita o mais veloz.

Convidaria ainda para a reunião de família, linces, pumas... tantos animais alegadamente perigosos... ou afinal... serão como outros tantos do clã felino/felídeo (os gatos)... ou talvez apenas, um pouco maiores.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

#49 Aprender com a experiência. Bombeiros.


O tempo vai avançando.

Continuo um "puto novo". Aliás espero "assim" ser para sempre, mas a verdade é que estou habituado em todas as coisas sérias onde me meto na vida, a ser sempre dos mais novos.

Ou melhor... ESTAVA habituado. A verdade é que à medida que o tempo passa, também eu já sou dos "mais velhos", dos "mais experientes", dos "mais antigos".

Em muitas estruturas que me envolvi, habituei-me a ser um miúdo no meio dos mais experientes. E com eles fui sempre aprendendo.

Aliás, chocaram-me sempre ao longo da vida, as lutas de "geração". 

Porque já todos fomos novos e um dia seremos velhos - noções essas tão relativas, por serem sempre feitas em comparação a outrem. Por isso, a arte está em saber-se estar, em relevar o que deve ser relevado, em aprender com quem sabe e em auxiliar os que não estão tão abertos à mudança, a também eles evoluírem.

Nem sempre é simples. Obriga-nos isso sim a uma grande maturidade, humildade e paciência.

Sou afortunado! Sempre procurei os "mais velhos", para meus amigos. Meus conselheiros. Meus sábios.

Sempre fui também deles confidente, muitas e muitas vezes. A esse propósito destaco sempre o meu Pai, com idade para ser meu avô, que considerei uma sorte no meu caso. Entendíamo-nos bem.

Aos poucos, vou ficando eu também o sábio, o conselheiro e vestindo essa roupagem que me é tão familiar, de homem feito e conhecedor de um conjunto de assuntos, sustentados em teoria mas igualmente estruturados em experiências sólidas. Boas e más, como assim deve ser.

Vou ficando o "puto novo", mas "bem vivido".

E é mesmo bom. Remédios destes valem a pena.



NOTA: Na foto estou ladeado de grandes homens das suas épocas, sendo que à minha esquerda está o meu velho amigo e irmão Carlos Jaime, que me dá o prazer de Comandar actualmente o Corpo de Bombeiros de cuja Associação sou eu o Presidente. Nos Bombeiros do Dafundo e na vida, duplas destas, equipas assim: valem mesmo a pena.

segunda-feira, 3 de março de 2014

#12 Lisboa x3


Ir a Lisboa é sempre uma viagem inesquecível, se a fizermos atentos e se pudermos ir sem pressas, desfrutando dos seus mistérios.

É de irmos não uma, nem duas, mas três vezes ou mais. Vale a pena.

Hoje era dia de ir levantar o passaporte, porque há sempre uma nova viagem à espreita. 

Especialmente a que fazemos: no interior de nós.


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

#5 Dualidades


Isto nunca foi fácil, nem nunca será fácil.

Na foto, observamos à época, um Adjunto de um Presidente de Câmara, aparentemente tocando num djembé (certamente apenas para posar para a fotografia que é o que os políticos também fazem), ou um artista/músico "compenetrado na sua viagem", desempenhando funções transitórias em nome do seu município?

No fundo, a verdade é que o EU de cada um de nós é uno, mas todos temos várias facetas.

A cada segundo e a cada momento, somos confrontados com múltiplas escolhas e opções.

A tentação é, a dado momento, deixarmos de ser nós mesmos.

Felizmente isso ainda não me aconteceu. E com esta idade, já não me parece.

Hoje, uma vez mais testemunhei isso, ao passar uns minutos pela Câmara Municipal de Oeiras, como há muito não fazia e onde não desempenho actualmente qualquer função. Como habitualmente, fui recebido com grande carinho pelos meus amigos e amigas de várias forças partidárias e funcionários das mais diversas funções e qualificaçoes.

Claro que também há um ou outro sorriso que vejo mais amarelo e que sei não ser sincero... Mas faz parte e no fundo até acho engraçado.

O simples esforço em sorrir, denota o respeito da parte de quem se sente na obrigação em fazê-lo e ainda assim, registo essa tentativa. A sério que sim.

Felizmente são poucos, muito poucos os que o fazem, comparativamente com todos os outros.

E apenas um esclarecimento...



Na foto em cima? Era mesmo o artista.